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Livro 4 Flávio Josefo

Capítulo 3 Flávio Josefo

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,
"OS ROMANOS TOMAM GAMALA E SÃO DEPOIS OBRIGADOS A SAIR DE LÁ
COM GRAVES PERDAS.",
"289. A atividade infatigável dos romanos, unida ao seu grande número,
fê-los terminar seus trabalhos em pouco tempo e então eles colocaram as
máquinas. Charés e José, dois dos mais influentes da cidade, dispuseram seus
homens e exortaram-nos a se defenderem com coragem, porém os mais
sensatos não estavam muito tranqüilos porque não acreditavam poder
sustentar um cerco tão prolongado, pois tinham falta de água e de várias
outras coisas necessárias. Assim resistiram somente um pouco; quando se
sentiram atingidos pelos dardos e pelas pedras, que as máquinas atiravam,
retiraram-se para a cidade. Os romanos, depois de terem feito uma brecha com
o aríete, atacaram por três lugares ao mesmo tempo e o ruído de suas
trombetas e de suas armas aumentou ainda mais com o vozerio dos habitantes.
Os sitiados resistiram muito e corajosamente, até que se sentiram oprimidos
pelo grande número dos inimigos; foram então obrigados a ceder e a se retirar
para os lugares mais elevados da cidade, mas os romanos perseguiram-nos e os
atacaram; dispersaram-nos e os mataram nas ruas estreitas e inclinadas onde
eles não podiam ficar de pé para se defender. Lançaram-se em massa para se
salvar sobre as casas que estavam abaixo; como elas eram mal construídas, tão
grande peso as fazia desmoronar; caindo, faziam também cair outras, e estas
ainda outras; os romanos, entretanto, preferiam isso a ficar num lugar
descoberto. Muitos foram assim exterminados; outros, sufocados pela poeira;
outros estropiados e assim um grande número morreu. Os sitiados que viam
com prazer caírem suas casas, apertavam-nos cada vez mais por obrigá-los a
sair de lá e matavam do alto, a golpes de dardos os que caíam nos caminhos
escorregadios. As ruínas das construções forneciam-lhes pedras; os mortos,
davam-lhes armas e eles se serviam das espadas dos que ainda respiravam
para acabar de matá-los. Vários romanos mataram-se, atirando-se para baixo,
para se salvar das casas, que viam prestes a desabar; os que podiam fugir não
sabiam para onde ir, porque não conheciam os caminhos e a poeira era tão
espessa que não se podiam reconhecer e por isso lançavam-se uns contra os
outros. Os que podiam escapar saíam logo da cidade.",