ZÓSIMO, um seguidor da maldita e vil religião dos gregos, em sua ira contra Constantino, por este ter sido o primeiro imperador a adotar o cristianismo, abandonando a abominável superstição dos gregos, diz que foi ele quem criou o imposto chamado Crisárgiro e decretou que fosse cobrado a cada cinco anos. Ele também difamou esse monarca piedoso e magnífico por muitos outros motivos; pois afirma que ele arquitetou muitos outros procedimentos intoleráveis contra todas as classes de pessoas; que destruiu miseravelmente seu filho Crispo e matou sua esposa Fausta, trancando-a em um banho superaquecido; e que, depois de ter tentado em vão obter purificação dos assassinatos tão detestáveis cometidos pelos sacerdotes de sua própria religião (pois eles declararam claramente sua impossibilidade), encontrou um egípcio que viera da Ibéria; E, tendo-lhe sido assegurado que a fé dos cristãos tinha o poder de apagar todo pecado, ele abraçou o que o egípcio lhe havia transmitido e, dali em diante, abandonando a fé de seus pais, deu início à sua impiedade. A falsidade dessas afirmações demonstrarei imediatamente, tratando primeiramente da questão dos Crisargírios.