O mesmo autor afirma que Zenão também arquitetou inúmeras maquinações contra sua sogra Verina, e posteriormente a enviou para a Cilícia; e que, mais tarde, com a ascensão de Illus ao poder soberano, ela se mudou para o que é chamado de castelo de Papírio, onde morreu.
Eustácio também narra com grande habilidade a história de Illus: como ele escapou das conspirações de Zenão contra ele, e como Zenão entregou à pena capital o homem que havia sido encarregado de assassinar Illus, recompensando-o com a perda da cabeça por seu fracasso na tentativa. Ele também nomeou Illus comandante das forças do Oriente, pensando assim ocultar seus verdadeiros planos; mas ele, tendo conquistado como partidários Leôncio, Márste, um homem de reputação, e Pamprepius, partiu para o Oriente.
O mesmo Eustácio menciona então a proclamação de Leôncio como imperador, que ocorreu em Tarso, na Cilícia; e como essas pessoas colheram os frutos de sua ascensão ao poder, quando Teodorico, um homem de origem gótica, mas ilustre entre os romanos, foi enviado contra eles, com uma força composta por tropas nativas e estrangeiras.
O mesmo autor descreve com maestria o destino daqueles que foram miseravelmente executados por Zenão em represália à sua lealdade; e como Teodorico, ao tomar conhecimento dos planos malignos de Zenão, retirou-se para a Roma antiga. Alguns, porém, afirmam que isso ocorreu por sugestão de Zenão. Tendo derrotado Odoacro, ele se tornou senhor de Roma e assumiu o título de rei.