ENQUANTO ISSO, Colman, que era bispo da Escócia, deixando a Grã-Bretanha, levou consigo todos os escoceses que havia reunido na ilha de Lindisfarne; mas também cerca de trinta homens da nação inglesa, ambos imersos em estudos monásticos. E deixando alguns irmãos em sua igreja, ele primeiro foi para a ilha de Hii, de onde estava destinado a pregar a palavra à nação inglesa. Depois, retirou-se para uma pequena ilha, que fica bem a oeste da Irlanda, e é chamada em escocês de Inisboufinde, isto é, a ilha do bezerro branco. Chegando lá, portanto, construiu um mosteiro e estabeleceu nele monges, que havia reunido de ambas as nações. Quando não conseguiam chegar a um acordo entre si, porque os escoceses, na estação do verão, quando as colheitas deviam ser feitas, deixavam o mosteiro e vagavam dispersos por lugares que conheciam, mas quando chegava o inverno, retornavam e desejavam fazer uso comum do que os ingleses haviam preparado; Colman procurou uma solução para essa dissensão e, tendo percorrido todos os cantos, encontrou um lugar na ilha da Irlanda adequado para a construção de um mosteiro, chamado Magéo na língua escocesa. Comprou uma pequena parte da ilha do conde, a quem pertencia, com a condição de que os monges que ali estivessem oferecessem orações ao Senhor por aquele que lhes emprestaria o lugar. Logo após a construção do mosteiro, com a ajuda do conde e de todos os vizinhos, estabeleceu os ingleses na ilha, deixando os escoceses. O mosteiro permanece habitado pelos ingleses até hoje. Pois é o mesmo lugar, que agora se tornou grande a partir de uma pequena quantidade, que geralmente é chamado de Muigéo, e que há muito converteu tudo em instituições melhores, contém uma excelente coleção de monges que, tendo se reunido ali da província dos ingleses, vivem segundo o exemplo dos veneráveis padres, sob uma regra e um abade canônico, com grande continência e sinceridade, fruto de seu próprio trabalho.