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Livro 5 Flávio Josefo

Capítulo 26 Flávio Josefo

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"PALAVRAS DEJOSEFO AOS JUDEUS CERCADOS EM JERUSALÉM PARA EXORTÁ-LOS A SE
ENTREGAR. OS FACCIOSOS NÃO SE DEIXAM CONVENCER; MAS O POVO FICOU TÃO
IMPRESSIONADO QUE VÁRIOS FUGIRAM PARA OS ROMANOS. JOÃO E SIMÃO COLOCAM
GUARDAS NAS PORTAS PARA IMPEDIR QUE OUTROS OS PUDESSEM SEGUIR.",
"416. Depois desta ordem, Josefo escolheu um lugar apropriado, bem alto,
fora do alcance dos dardos, de onde os judeus pudessem ouvi-lo. Exortou-os,
então, a ter compaixão de si mesmos, do povo, do Templo e de sua pátria.
Disse-lhes que era estranho que eles fossem mais obstinados consigo mesmos
do que os estrangeiros; que os romanos, sendo tão religiosos, que respeitam
mesmo entre os inimigos as coisas tidas como santas, com quanto mais forte
razão aqueles que tinham sido instruídos, desde sua infância a respeitá-las,
deviam empregar todas as suas forças em cuidar de sua conservação e não
trabalhar para sua ruína. Que as mais fortes de suas muralhas estavam
destruídas, restando-lhes apenas uma, a mais fraca de todas; era-lhes fácil ver
que não poderiam resistir mais ao poder dos romanos. Que eles deveriam estar
acostumados a lhes estar sujeitos e embora seja glorioso combater para
defender a própria liberdade, é com isso que mais dela se goza, mas depois de
tê-la perdido, e obedecido durante longo tempo, querer sacudir o jugo é mais
trabalhar para perecer miseravelmente, do que se libertar da servidão. Que, se é
vergonhoso estar sujeito a um poder desprezível, não o é ter como senhores
àqueles que reinam em toda a terra, pois, que país está isento do domínio dos
romanos, senão aquele que um excessivo calor ou um frio insuportável o teria
tornado inútil? Que se via que de todos os lados a fortuna lhe estendia os
braços e Deus, que tem em suas mãos o império do mundo, depois de tê-lo, no
correr dos séculos, dado a diversas nações, tinha então estabelecido a sua sede
na Itália. Que quem não sabe que não apenas os homens, mas os animais
também cedem, como por uma lei invencível da natureza, aos que os
sobrepujam em força e que os homens aos quais se pode disputar a glória das
armas sempre saem vitoriosos? Que assim, ainda que seus antepassados não
lhes fossem inferiores nem em força nem em coragem, não tinham tido
vergonha de se submeter àqueles invencíveis conquistadores que eles viam que
Deus conduzia pela mão ao soberano poder. Que ele não compreendia em que
eles se podiam fundar para continuar a resistir, vendo que os romanos já se
tinham apoderado da maior parte da cidade e que quando mesmo eles
deixassem de atacar e suas muralhas estivessem ainda inteiras eles não
podiam evitar perecer pela fome, flagelo o mais temível de todos, porque suas
forças vão sempre crescendo e que já começara a dizimar o povo e, assim, bem
depressa exterminaria todos os soldados, se eles não encontrassem um meio de
combater contra a fome e fossem os únicos capazes de vencer aqueles males,
que são sem remédio.
Josefo acrescentou que a prudência obriga a mudar de opinião, antes de
se ter chegado aos últimos extremos. Que os romanos esqueceriam todo o
passado, contanto que eles não continuassem em sua obstinação, porque eles
eram moderados na vitória e preferiam o que lhes era útil à vã satisfação de
seguir o movimento de sua cólera. E que assim como eles julgavam que não
lhes era interessante encontrar uma cidade sem habitantes, uma província
deserta, aquele grande príncipe, destinado para a sucessão do império, estava
pronto a lhes conceder a paz; se não a aceitassem, ele não perdoaria a um só,
porque não podiam recusá-la sem se tornar indignos de todo perdão. Que
depois de dois dos seus muros terem sido derrubados, eles não podiam duvidar
de que o terceiro seria bem depressa também reduzido às mesmas condições e
que ainda que sua cidade fosse inexpugnável, eles não poderiam duvidar, como
acabava de dizer, que a fome não a reduzisse à obediência dos romanos.
Vários daqueles que ouviram de cima das defesas a Josefo assim falar,
zombaram dele; outros, injuriaram-no e alguns até mesmo atiraram-lhe dardos.
Vendo, então, que misérias tão graves não eram capazes de os comover, julgou
dever falar-lhes do que havia acontecido no tempo de seus antepassados e
disse-lhes: Miseráveis que sois, vos esquecestes talvez de onde vos veio auxílio
em todos os tempos? Será por meio das armas que pretendeis vencer os
romanos, como se devesseis às vossas próprias forças as vitórias que tendes
obtido? E esse Deus Todo-poderoso, que criou o universo não foi sempre o
protetor dos judeus, quando eles foram injustamente atacados? Não
compreendereis vós mesmos, refletindo, o ultraje que lhe fazeis, violando o
respeito que lhe é devido, fazendo de seu Templo uma fortaleza, de onde sais
empunhando armas como de uma praça de guerra? Esquecestes tantas ações,
tão religiosas, de nossos avós e de quantas guerras a santidade desse lugar foi
preservada? Tenho vergonha de relatar as obras admiráveis de Deus a pessoas
indignas de ouvi-las. No entanto, ouvi-as, a fim de saberdes que é
verdadeiramente a Ele e não aos romanos, que resistis.
Neco, faraó, rei do Egito, veio com grandes tropas e levou Sara que era
como a mãe e a rainha de nossa nação. Que fez então Abraão, seu marido, o
chefe de nossa raça? Recorreu talvez às armas para se vingar de tal injúria,
como teria podido fazê-lo, pois tinha sob suas ordens trezentos e dezoito
oficiais, cada um dos quais comandava um grande número de homens?
Absolutamente. Considerou essas forças como inúteis, se ele fosse ajudado por
Deus; contentou-se de recorrer a Ele, elevando suas mãos para aquele lugar
sagrado, que vós maculastes com tantos crimes e a força invencível do Todo-
Poderoso foi o único socorro que ele buscou nessa guerra. Que efeito produziu
tão grande fé? Aquele rei, tão temido, não lhe restituiu a esposa dois dias
depois, tão pura como lhe havia sido entregue? Ele adorou esse lugar sagrado,
onde não tivestes receio de derramar o sangue de vossos irmãos e os sonhos
terríveis que ele teve fizeram-no fugir para seu país, depois de ter dado muito
ouro e prata ao feliz povo, do qual sois descendente porque o via tão favorecido
por Deus.
Que direi da passagem de nossos antepassados pelo Egito? Não viveram
eles quatrocentos anos sob uma dominação estrangeira? E, embora fossem em
número muito maior, para se libertar pelas armas, não preferiram abandonar-
se ao governo e à providência de Deus? Quem não conhece os milagres que Ele
fez para libertá-los? Com quantas espécies de animais Ele não devastou esse
país? Com quantas enfermidades não o afligiu? Como corrompeu os frutos da
terra e as águas do Nilo? Como, acrescentando flagelos a flagelos, Ele feriu com
outras dez pragas aquele miserável reino? E como, declarando-se Ele mesmo o
defensor de nossos pais, que Ele destinava para seus sacerdotes, os fez sair de
lá e os guiou, sem que, no meio de tantos perigos, um só perdesse a vida?
Quando os filisteus tomaram-nos a arca da aliança e ousaram com suas
mãos impuras tocá-la, que não sofreu a Filístia? O simulacro de Dagom, não
caiu aos seus pés? E aqueles que se vangloriavam de no-lo ter arrebatado,
sentindo suas vísceras estraçalhadas por dores horríveis, não foram obrigados
a no-la restituir, ao som de címbalos e de trombetas para procurar, pela
expiação de seu crime, aplacar a cólera de Deus, que se declarava tão
altamente o protetor de nossos antepassados, porque em vez de recorrer às
armas eles punham somente nEle sua confiança?
Quando Senaqueribe, rei da Assíria, seguido da força de toda a Ásia, veio
sitiar a capital da Judéia, sucumbiu ela sob um poder tão prodigioso e nossos
avós recorreram às armas para se defender? As únicas a que se entregaram
foram às orações e aos votos; e o anjo do Senhor exterminou quase
inteiramente, numa só noite, aquele temível exército. Os assírios viram no dia
seguinte, ao despontar do sol, cento e oitenta e cinco mil dos seus estendidos
mortos por terra; e embora os judeus não pensassem em perseguir os que
restavam, seu terror foi tal, que eles fugiram com tanto medo, como se já se
sentissem atravessados pela ponta de suas espadas.
Não sabeis também que nossa nação, tendo sido durante setenta anos
escrava em Babilônia, ela reconquistou sua liberdade, quando o Senhor
inspirou a Ciro que lha desse e que depois que esse grande príncipe os fez
partir para seu país, eles recomeçaram a oferecer sacrifícios a Deus, como a seu
verdadeiro libertador?
Mas, para não me delongar demasiado a este propósito, que grandes
feitos jamais realizaram nossos predecessores, quer pelas armas, quer sem
elas, com uma assistência particular de Deus, cumprindo suas ordens? Eles
venciam sem combater, quando lhe aprazia dar-lhes a vitória; e eram sempre
vencidos quando combatiam sem consultá-lo e sem obedecer-lhe. Será preciso
uma prova melhor do que esta? Quando Nabucodonosor, rei da Babilônia,
sitiou Jerusalém e Zedequias, nosso rei, teimou em se defender, contra a
advertência do profeta Jeremias, ele foi preso, levado escravo e viu destruir
diante de seus olhos a cidade e o Templo, embora esse príncipe e seu povo
fossem muito mais moderados que vossos chefes e vós? Esse mesmo profeta,
declarando que Deus, para castigá-los de seus crimes, permitiria que eles
fossem feitos escravos, se não se entregassem nem abrissem suas portas aos
inimigos, Zedequias e seu povo não tentaram contra sua vida? E vós, sem se
falar no que se passa dentro de vossas muralhas, porque não há palavras
capazes de descrever os horríveis excessos de tantos crimes, vós me injuriais,
vós atirais dardos para me matar, porque vos falo de vossos pecados e não
podeis tolerar que eu censure o que não tivestes vergonha de fazer.
Quando o rei Antíoco Epifânio veio a sitiar essa praça, não sucedeu
também uma outra coisa que confirma o que acabo de referir? Nossos
antepassados, em vez de confiar no auxílio de Deus, quiseram ir contra Ele;
travou-se o combate e eles perderam. A mortandade foi geral, a cidade foi
tomada, saqueada, destruída; o Santuário, manchado e profanado, o serviço de
Deus abandonado durante três anos e meio.
Não seria supérfluo acrescentar outros exemplos a tantos já citados?
Quem nos levou à guerra contra os romanos, senão nossas divisões e nossos
crimes? Não foi essa a causa principal de nossa escravidão, quando da
contestação entre Aristóbulo e Hircano, animando-lhes o furor, um contra o
outro, deu motivo a Pompeu de atacar Jerusalém e fez que Deus submetesse os
judeus aos romanos porque o mau uso que eles faziam da liberdade os
tornavam indignos de gozar da mesma? Assim, embora nada eles tivessem feito
contra a religião e contra nossas leis, em comparação com os tantos crimes que
cometestes, e eles tivessem muito mais recursos que vós, para sustentar a
guerra, não puderam manter o assédio que durou três meses.
Não sabemos qual o fim de Antígono, filho de Aristóbulo, e de que modo
Deus permitiu, durante seu reinado, que o povo caísse em outra servidão por
causa de seus pecados? Herodes, filho de Antípatro, ajudado por Sósio, general
de um exército romano, não sitiou também Jerusalém? Deus para castigar a
im-piedade daqueles que a defendiam não permitiu que ela fosse tomada e
saqueada.
Não é evidente então que jamais o caminho das armas nos não foi
favorável em semelhantes ocasiões, mas que os assédios que sustentamos nos
foram sempre funestos? Não tenho pois eu razão em acreditar que aqueles que
ocupavam um lugar tão sagrado, como o Templo, devem, sem confiar em forças
humanas, abandonar-se inteiramente ao governo de Deus, quando sua
consciência não lhes censura ter desobedecido às suas leis? Mas haverá uma
das ações que mais Ele tem em abomi-nação, que não a tenhais cometido? E de
quanto sobrepujais em impiedade àqueles que vimos tão repentinamente
feridos pelos raios da sua justiça? Os pecados ocultos, como os latrocínios, as
traições, os adultérios, vos parecem muito comuns. Praticais a porfia, a rapina,
os assassínios e inventastes mesmos novos crimes. Fazeis do Templo vosso
refúgio, e esse lugar sagrado, tão respeitado pelos romanos, que lá adoravam a
Deus, embora o culto que nós lhe prestamos não esteja de acordo com sua
religião, foi conspurcado pelos sacrilégios daqueles cujo nascimento obriga à
observância de suas leis e que são o seu mesmo povo. Podeis esperar, depois de
tudo isso, ser ajudado por aqueles a quem ofendeis com tantos crimes? São
justos? Estais em estado de suplicantes? Vossas mãos são puras como eram as
do nosso rei, quando implorava o auxílio do céu, contra os assírios e Deus fez
morrer numa só noite todo seu exército? Ou podeis dizer que os romanos,
agindo como faziam os assírios, tendes motivo de esperar que Deus os castigará
do mesmo modo? Mas não sabeis que seu rei, depois de ter recebido dinheiro
nosso para compensar o saque da cidade, não temeu violar o juramento e
incendiar o Templo? Os romanos, ao contrário, só vos pedem o pagamento do
tributo que vossos antepassados solenemente se comprometeram e lhe
pagavam. Dando-lhes essa satisfação, eles não saquearão vossa cidade nem
tocarão nas coisas santas; continuareis livres com vossas famílias, gozareis
pacificamente de todos os vossos bens e não sereis perturbados na observância
de vossas santas leis. Não é pois loucura imaginar que Deus tratará os que o
irritam continuamente com suas ofensas da mesma maneira como Ele trata os
que agem com tanta moderação e justiça? Nada é capaz de adiar por um
momento sequer a sua vingança, quando Ele está resolvido a executá-la.
Exterminou Ele os assírios na primeira noite, quando sitiaram aquela cidade.
Se sua vontade era libertar-vos e castigar os romanos, Ele lhes teria já feito
sentir os efeitos de sua cólera, como os fez sentir a esse temível povo e como os
fez experimentar à nossa nação, quando Pompeu entrou pela brecha em
Jerusalém, quando Sósio, depois dele, também a tomou, quando Vespasiano
devastou a Galiléia e, enfim, quando Tito veio organizar esse grande assédio.
Mas nem Pompeu, nem Sósio encontraram obstáculo algum, do lado de Deus,
que os tenha impedido de executar seu empreendimento; a guerra que
Vespasiano nos fez o elevou ao império; e parece que a mesma natureza quis
fazer um esforço, em favor de Tito, pois a fonte de Siloé e as outras que estão
fora da cidade, que eram tão minguadas antes de sua vinda, a ponto de para se
ter água, ser preciso gastar dinheiro, agora a fornecem em tal abundância que
basta não somente para o exército romano, mas até mesmo para se regarem os
jardins. E a mesma coisa aconteceu quando esse rei de Babilônia, de que falei,
sitiou a cidade, tomou-a e a incendiou, bem como o Templo, embora eu não me
possa persuadir de que a impiedade de nossos antepassados, que lhes
trouxeram semelhante mal, fossem comparáveis às vossas. Não tenho motivo de
crer que Deus, vendo esses santos lugares, consagrados ao seu serviço,
conspurcados por tanta abominação, vos abandonou, para se colocar do lado
dos que vós combateis? Quando um homem de bem vê que tudo está
corrompido em sua família, ele a deixa e muda em ódio o afeto que lhe tinha.
Vós quereríeis que Deus, ao qual nada está oculto e que, para conhecer os
pensamentos mais secretos dos homens, não tem necessidade de que eles lho
digam, ficassem convosco, embora sejais culpados dos maiores de todos os
crimes, e eles sejam, tão notórios que todos os conhecem, e pareça que
altercais, para ver quem é, dentre vós, o mais malvado e embora vos glorifiqueis
com o vício, como os outros o fazem com a virtude? Entretanto, pois que Deus é
tão bom, que se deixa comover pelo arrependimento e pela penitência, resta-vos
um meio de salvação. Deixai as armas; tendo vosso coração traspassado de dor,
por verdes vossa pátria reduzida a tão grave contingência, abri os olhos para
considerar a beleza dessa cidade, a magnificência desse Templo, a riqueza dos
presentes oferecidos a Deus por tantas e tão diversas nações e concebei horror
por expô-los ao saque. Considerai que sua ruína não poderia ser atribuída,
senão a vós somente, pois que somente a vossa teimosia será o facho que irá
acender o fogo destruidor que há de reduzir a cinzas as coisas, deste mundo,
mais dignas de serem conservadas. Se vosso coração, mais duro que o
mármore, é insensível ao que deveria tão sensivelmente tocá-lo, tende pelo
menos compaixão de vossas famílias e cada qual ponha diante dos olhos sua
esposa, seus filhos, seus parentes, prestes a perecer pelo ferro ou pela fome.
Dir-se-á talvez que, o que me faz assim falar é o desejo de salvar da ruína
comum, minha mãe, minha esposa e meus filhos, cuja descendência é tão
ilustre, para merecer que os consideremos. Mas para assim mostrar que é
somente o vosso interesse que me faz assim falar, vos entrego suas vidas, e vos
entrego a minha e considerar-me-ei feliz de morrer, se minha morte vos puder
tirar dessa deplorável cegueira, que vos fazendo correr para vossa própria
ruína, vos levou até as bordas do precipício.
Assim terminou Josefo suas palavras, derramando muitas lágrimas. Mas
não conseguiu comover os rebeldes, nem persuadi-los de que encontrariam sua
salvação na conversão. O povo, ao contrário, ficou muito comovido e pensou em
se salvar, fugindo. Muitos venderam o que tinham de mais precioso, por alguma
pequena quantidade de peças de ouro, de medo que os rebeldes os apanhassem
e fugiram para junto dos romanos. Tito permitiu-lhes refugiar-se em qualquer
lugar do país que eles escolhessem. Essa liberdade que lhes deu aumentava
ainda mais nos outros o desejo de se livrar, pela fuga, dos males que
suportavam. Mas João e Simão puseram guardas nas portas com ordem de não
deixar sair os judeus, bem como entrar os romanos; e ante a menor suspeita
eram mortos os que se pensava estar dispostos a fugir.",