Em Constantinopla, os arianos encheram um barco com presbíteros piedosos e o lançaram ao mar sem lastro, colocando alguns de seus homens em outra embarcação com ordens para incendiar o barco dos presbíteros. Assim, lutando simultaneamente contra o mar e as chamas, finalmente foram levados para o fundo do mar e conquistaram a coroa dos mártires.
Valente passou um tempo considerável em Antioquia e deu carta branca a todos que, sob o disfarce do nome cristão, pagãos, judeus e outros, pregavam doutrinas contrárias ao Evangelho. Os seguidores desse erro chegaram ao ponto de praticar ritos pagãos, e assim o fogo enganoso que, após Juliano, fora extinto por Joviano, foi reacendido com a permissão de Valente. Os ritos dos judeus, de Dionísio e de Deméter não eram mais realizados em um canto, como aconteceria em um reinado piedoso, mas por foliões descontrolados no fórum. Valente não era inimigo de ninguém além daqueles que professavam a doutrina apostólica. Primeiro, expulsou-os de suas igrejas, tendo o ilustre Joviano lhes dado também a igreja recém-construída. E quando se reuniram junto ao penhasco da montanha para honrar seu Mestre com hinos e desfrutar da palavra de Deus, suportando todos os ataques do clima, ora chuva, ora neve e frio, ora calor violento, nem mesmo essa frágil proteção lhes foi concedida, e tropas foram enviadas para dispersá-los por toda parte.