Logo no momento do batismo de Valente, Eudóxio obrigou o infeliz homem, por juramento, a permanecer na impiedade de sua doutrina e a expulsar de todas as dioceses os que tivessem opiniões contrárias. Assim, Valente abandonou o ensinamento apostólico e passou para a facção oposta; e não demorou muito para que cumprisse o restante de seu juramento, pois de Antioquia expulsou o grande Meleto, de Samósata o divino Eusébio e privou Laodiceia de seu admirável pastor Pelágio. Pelágio havia assumido o jugo do matrimônio ainda muito jovem e, no próprio quarto nupcial, no primeiro dia de suas núpcias, persuadiu sua noiva a preferir a castidade ao intercurso conjugal e a ensinou a aceitar o afeto fraternal no lugar da união matrimonial. Assim, ele deu toda a honra à temperança e possuía também em si as virtudes irmãs que se moviam em sintonia com ela, e por essas razões foi unanimemente escolhido para o bispado. Contudo, nem mesmo o brilho de sua vida e conversação intimidou o inimigo da verdade. A ele, Valente, foi relegado à Arábia; o divino Meleto, à Armênia; e Eusébio, aquele incansável trabalhador apostólico, à Trácia. Incansável ele era, de fato, pois, ao ser informado de que muitas igrejas estavam agora privadas de seus pastores, viajou pela Síria, Fenícia e Palestina, trajando vestes de guerra e cobrindo a cabeça com uma tiara, ordenando presbíteros e diáconos e preenchendo as demais fileiras da Igreja; e, se por acaso encontrasse bispos com sentimentos semelhantes aos seus, nomeava-os para igrejas vazias.