Livro 6 – Capítulo XLII História Eclesiástica

De outros mártires mencionados por Dionísio

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1. E muitos outros foram despedaçados pelos pagãos nas cidades e aldeias, desses recordarei

somente um para fim de exemplo. Isquirion era intendente a soldo de um dos magistrados. Seu

amo o mandou sacrificar, e como ele não obedecesse, começou a injuriá-lo, persistiu em sua

negativa, e o amo o maltratava; como suportava tudo, este agarrou uma enorme estaca e,

atravessando-lhe intestinos e entranhas, matou-o.

2. E que dizer da multidão dos que andaram errantes por desertos e montes e morreram de fome, de

sede, de frio e de enfermidades, ou presa de ladrões e de feras? De sua eleição e sua vitória são

testemunhas os que dentre eles sobreviveram. Como prova de todos, citarei também um só caso.

3. Queremon era já muito velho e era bispo da cidade chamada Nilópolis. Tendo fugido com sua

mulher à montanha de Arábia, não regressou mais, e os irmãos, apesar de esquadrinhar bem por

455 Mácar significa feliz, afortunado.

456 Os alexandrinos consideravam-se gregos, distintos étnica e culturalmente dos egípcios.

muitas partes, não puderam encontrá-los nem seus cadáveres.

4. Muitos são os que nessa mesma montanha de Arábia foram reduzidos à escravidão pelos

bárbaros sarracenos; deles, alguns foram resgatados com grande dificuldade e em troca de muito

dinheiro; e outros não, até hoje. E se te expliquei isto, irmão, não é sem motivo, mas para que

saibas quantas e que terríveis provas nos atingiram, e mais poderiam contar aqueles que mais

experimentaram."

5. E logo, depois de breves linhas, prossegue dizendo:

"Portanto, os mesmos divinos mártires entre nós, que agora são assessores de Cristo e partícipes

de seu reino e de seu juízo, e que junto a ele ditam sentenças, receberam alguns irmãos caídos

que se tinham feito culpados de ter sacrificado. Quando viram sua conversão e arrependimento e

julgaram que podia ser aceitável para o que não quer em absoluto a morte do pecador, mas seu

arrependimento457, receberam-nos, congregaram com eles, reuniram-nos e lhes deram parte em suas

orações e comidas.

6. O que nos aconselhais, pois, vós sobre isto, irmãos? Que devemos fazer? Nos colocaremos ao

lado da sua decisão e de seu sentimento e guardaremos seu juízo e sua graça, e seremos bons para

aqueles com quem compadeceram, ou teremos por injusta sua decisão e nos imporemos como

juízes de sua opinião, deplorando sua bondade e questionando a ordem estabelecida?"

Isto é o que Dionísio, de bom acordo, nos expõe ao remover o tema dos que haviam desfalecido

na temporada de perseguição.

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