Às objeções de nossos adversários, que detalhei aqui, responderei agora, confiando que Deus, em sua misericórdia, auxiliará meus esforços. Que os abortos, que, mesmo supondo que estivessem vivos no útero, também morreram ali, ressuscitarão, ouso não afirmar nem negar, embora não veja por que, se não forem excluídos do número dos mortos, não alcançariam a ressurreição dos mortos. Pois ou nem todos os mortos ressuscitarão, e haverá por toda a eternidade algumas almas sem corpos, embora um dia os tenham tido — apenas no ventre materno, de fato; ou, se todas as almas humanas receberem novamente os corpos que tiveram onde quer que tenham vivido e que deixaram ao morrer, então não vejo como posso dizer que mesmo aqueles que morreram no ventre materno não ressuscitarão. Mas, qualquer que seja a opinião que se adote a respeito deles, devemos ao menos aplicar a eles, se ressuscitarem, tudo o que temos a dizer sobre as crianças que nasceram.