Livro 5 História Eclesiástica — Teodoreto de Ciro

Capítulo 20: Da destruição dos templos por todo o Império

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O fiel imperador, então, dedicou suas energias a combater o paganismo e publicou decretos ordenando a destruição dos santuários dos ídolos. Constantino, o Grande, digno de todos os elogios, foi de fato o primeiro a honrar seu império com a verdadeira religião; e, ao ver o mundo ainda entregue à insensatez, promulgou uma proibição geral contra a oferta de sacrifícios aos ídolos. Contudo, ele não destruiu os templos, embora tenha ordenado que fossem mantidos fechados. Seus filhos seguiram os passos do pai. Juliano restaurou a falsa fé e reacendeu a chama da antiga fraude. Com a ascensão de Joviano, ele impôs mais uma vez um interdito sobre a adoração de ídolos, e Valentiniano, o Grande, governou a Europa com leis semelhantes. Valente, porém, permitiu que todos os demais adorassem como quisessem e honrassem seus diversos objetos de adoração. Somente contra os defensores dos decretos apostólicos ele persistiu em guerrear. Assim, durante todo o período do seu reinado, o fogo do altar era aceso, libações e sacrifícios eram oferecidos a ídolos, festas públicas eram celebradas no fórum, e devotos iniciados nas orgias de Dionísio corriam em peles de cabra, mutilando cães em frenesi báquico e, em geral, comportando-se de maneira a mostrar a iniquidade do seu mestre. Quando o fiel Teodósio descobriu todos esses males, arrancou-os pela raiz e os relegou ao esquecimento.

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