Livro 7 – Capítulo XXXI História Eclesiástica

Da heterodoxa perversão dos maniqueus, iniciada precisamente então

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1. Neste tempo, também aquele louco, epônimo da endemoninhada heresia, armava-se do extravio

da razão; o demônio, sim, o próprio Satanás, adversário de Deus, empurrava aquele homem

para ruína de muitos. Sendo como era bárbaro em sua vida, por sua própria fala e seus

costumes, e demoníaco e demente por natureza, empreendia façanhas em consonância com isto

e tentava fazer o papel de Cristo, ora proclamando-se a si mesmo Paráclito556 e Espírito Santo

em pessoa557, inflado por sua loucura, ora elegendo, como Cristo, doze discípulos co-partícipes de

seu novo sistema.

2. Em realidade, impingiu umas falsas e ímpias doutrinas a base de remendos recolhidos das

inúmeras e ímpias heresias, já há muito extintas, e desde a Pérsia as foi transmitindo como

veneno mortífero até nossa própria terra habitada, e desde então o ímpio nome dos maniqueus

pulula até hoje entre muitos. Este foi, pois, o fundamento desta gnose de falso nome, que brotou

nos tempos mencionados.

553 A heresia de Artemas (ou Artemon) datava já de pelo menos sessenta anos, não é possível determinar se ele ainda

vivia.

554 Refere-se ao assassinato de Aureliano em finais de agosto de 275.

555 Jo 19:11.

556 Isto é, consolador ou Espírito Santo.

557 Jo 14:16-17.

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