Livro 3 – Capítulo XXVI História Eclesiástica

Sobre o mago Menandro

IIIIIIIVVVIVIIVIIIIXXXIXIIXIIIXIVXVXVIXVIIXVIIIXIXXXXXIXXIIXXIIIXXIVXXVXXVIXXVIIXXVIIIXXIXXXXXXXIXXXIIXXXIIIXXXIVXXXVXXXVIXXXVIIXXXVIIIXXXIX
← Anterior Próximo →

1. O mago Simão foi sucedido por Menandro, o qual, pela sua maneira de agir, mostrou ser uma

segunda arma do poder diabólico não inferior à primeira. Também ele era samaritano, e em seu

progresso até o ápice da feitiçaria não foi inferior a seu mestre, mas até abundou em milagres

ainda maiores. Chamava-se a si mesmo, como se realmente o fosse, o salvador enviado de

algum lugar do alto, desde éons insondáveis, para salvação dos homens.

2. E ensinava que ninguém poderia de forma alguma exceder inclusive aos próprios anjos que

fizeram o mundo se primeiramente não fosse conduzido através da experiência mágica

transmitida por ele e através do batismo por ele dispensado. Os que são considerados dignos

deste participarão já nesta vida da imortalidade perdurável e não morrerão jamais. Mas

permanecerão aqui para sempre, não envelhecerão e serão imortais. Este ponto é fácil de

reconhecer pelos escritos de Irineu.

3. Também Justino, ao mencionar Simão pela mesma razão, acrescenta uma relação sobre este

outro, dizendo:

"Sabemos também que um certo Menandro, também samaritano, oriundo da aldeia chamada

Caparatea, depois de ser discípulo de Simão e estando também possuído por demônios,

apareceu em Antioquia, e com sua arte mágica seduziu a muitos. E convenceu seus seguidores de

que não morreriam. Hoje restam alguns de sua seita que continuam a professá-lo."

4. Era sem dúvida obra da influência diabólica lançar mão de tais feiticeiros revestidos do nome de

cristãos para esforçar-se em caluniar o grande mistério de piedade, acusando de magia, e destruir

por meio deles os dogmas da Igreja sobre a imortalidade da alma e a ressurreição dos mortos.

Mas aqueles que os reconhecem como salvadores chegaram abaixo da verdadeira esperança.

← Voltar ao índice