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Livro 3 Flávio Josefo

Capítulo 8 Flávio Josefo

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,
"VESPASIANO ENTRA EM PESSOA NA GALILÉIA. ORDEM DA MARCHA DE
SEU EXÉRCITO.",
"244. Vespasiano resolveu atacar em pessoa a Galiléia e partiu de
Ptolemaida, depois de ter organizado a marcha, segundo o costume dos
romanos. As tropas auxiliares, mais levemente armadas, marchavam na frente,
para repelir as escaramuças dos inimigos e fazerem explorações e batidas nos
bosques e em outros lugares, onde poderiam haver emboscadas. Uma parte da
infantaria e da cavalaria romana seguia, e dez soldados de cada companhia,
com suas armas e as coisas necessárias para fazer o acampamento. Os
exploradores acompanhavam-nos para aplanar os caminhos, cortar as árvores
que lhes poderiam impedir a passagem e retardar-lhes a marcha. A bagagem
dos oficiais ia depois, com a cavalaria, escoltando-a. Vespasiano marchava com
tropas escolhidas e alguns lanceiros; tirava, para esse fim, cento e vinte mestres
de cada um dos corpos de cavalaria. As máquinas, para a tomada das praças,
vinham em seguida, e depois, os tribunos e os oficiais, acompanhados por
soldados escolhidos. Vinha depois a águia imperial, ilustre insígnia dos
romanos, que eles julgavam dever colocar à frente de seus exércitos, para
mostrar que assim como a águia reina no ar sobre todas as aves, eles reinam
na terra sobre todos os homens e que em qualquer lugar ao qual levarem a
guerra, ela lhes serve de presságio de que serão sempre vencedores. As outras
insígnias, nas quais havia imagens, que eles diziam sagradas, estavam em
redor da águia. As trombetas e os clarins vinham depois; marchavam seis a
seis, de frente, com oficiais encarregados de conservar a ordem e manter a
disciplina. Os servos de cada legião acompanhavam os soldados e levavam suas
bagagens sobre mulas e cavalos. Por último vinham os que traziam os víveres,
os operários e outros mercenários escoltados ainda por um bom número de
cavaleiros e de soldados de infantaria.
Vespasiano marchou nessa ordem e chegou à fronteira da Galiléia e ali
acampou, embora tivesse podido então avançar ainda mais; mas ele julgou
dever infundir o terror no espírito dos inimigos, com a presença do exército e
dar-lhes a oportunidade de se arrepender, antes de travar combate. Não deixou,
porém, de pôr em ordem tudo o que era necessário para um cerco.",