Em Agostinho, quando recebeu uma sé episcopal na cidade real, como já dissemos, recuperou nela, com o apoio real, uma igreja que soube ter sido construída ali pela antiga obra dos fiéis romanos, e a consagrou em nome do santo Salvador Deus e de nosso Senhor Jesus Cristo, e ali estabeleceu uma morada para si e para todos os seus sucessores. Construiu também um mosteiro não muito longe da própria cidade, a leste, no qual, por sua insistência, Etelberto construiu desde os alicerces a igreja dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo, e a enriqueceu com várias dádivas, na qual os corpos do próprio Agostinho, e de todos os bispos da Dordonha, e dos reis de Cantuária, puderam ser sepultados. Contudo, esta igreja não foi consagrada pelo próprio Agostinho, mas pelo seu sucessor, Lourenço.
O primeiro abade do mesmo mosteiro foi Pedro, um sacerdote que, tendo sido enviado como legado à Gália, se afogou numa baía chamada Amfleat e foi entregue a um sepultamento ignóbil pelos habitantes do local; mas Deus Todo-Poderoso, para mostrar o quão meritório ele fora, uma luz celestial apareceu todas as noites sobre seu túmulo, até que os vizinhos, ao verem que ali estava sepultado um homem santo, e indagando onde ou quem ele era, removeram o corpo e o colocaram numa igreja na cidade de Bolonha, segundo a honra que tal homem merecia.