Entretanto, a Grã-Bretanha de fato havia cessado por um tempo das guerras estrangeiras, mas não das guerras civis. Os extermínios de cidades destruídas e abandonadas pelo inimigo continuaram; cidadãos que haviam escapado do inimigo lutavam uns contra os outros. Contudo, a memória da calamidade e do massacre infligidos ainda estava viva, e reis, sacerdotes, cidadãos comuns e nobres, cada um preservava sua própria ordem. Mas quando eles faleceram, quando uma era os sucedeu, ignorante daquela tempestade e tendo experimentado apenas o estado presente de serenidade, todas as medidas de verdade e justiça foram tão abaladas e subvertidas que não resta nenhum vestígio, nem mesmo uma lembrança, delas, exceto em alguns poucos. Entre outros crimes indizíveis, que seu historiador Gild descreve em linguagem lamentável, eles acrescentaram este: que jamais jurariam fidelidade à nação dos saxões ou ingleses, que habitavam a Grã-Bretanha com eles. Mas a piedade divina não abandonou o seu povo, que ela de antemão conheceu, mas antes designou arautos da verdade muito mais dignos, por meio dos quais o povo da nação mencionada pudesse crer.