Nessa época, o venerável pontífice enviou também a Éterio, Arcebispo de Arles, uma carta, cujo texto é este:
Ao reverendíssimo e santo irmão Etherius, companheiro bispo, Gregório, servo dos servos de Deus.
Embora os religiosos que possuem uma caridade agradável a Deus entre os sacerdotes não necessitem da recomendação de ninguém, como chegou o tempo de escrever, tivemos o cuidado de enviar nossas cartas à vossa irmandade, indicando que o portador destas presentes é Agostinho, servo de Deus, cujo zelo, temos certeza, nos levou, com a ajuda do Senhor, a ele nos dirigir para o benefício das almas; a quem é necessário que Vossa Santidade o auxilie em seu zelo sacerdotal e se apresse em oferecer-lhe suas consolações. Também vos pedimos que exponhais detalhadamente a sua causa, para que estejais mais dispostos a apoiá-lo, sabendo que, tendo-a conhecido, estareis prontos, por amor a Deus, a consolá-lo, pois a situação o exige. Além disso, recomendamos à vossa caridade Cândido, um filho do povo, que enviamos para governar nossa igreja patrimonial. Que Deus vos proteja, reverendíssimo irmão.
Dado no décimo dia das Calendas de Augusto, durante o reinado de nosso senhor Maurício Tibério, o piedosíssimo Augusto, no décimo quarto ano após o consulado de nosso senhor no décimo terceiro ano, pela décima quarta indicação.