Livro 4 – Capítulo XIII História Eclesiástica

Uma carta de Antonino ao concilio da Ásia sobre a nossa doutrina

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1. "O imperador César Marco Aurélio Antonino Augusto Armênio, pontífice máximo, tribuno da

plebe pela décima quinta vez, cônsul por três vezes, ao concilio da Ásia, saudações275;

2. Eu sei que também os deuses se ocupam de que estes não permaneçam ocultos. Efetivamente,

eles castigariam muito mais do que vós aos que não queiram adorá-los.

3. "A estes estais empurrando para a agitação, uma vez que os confirmais na doutrina que

professam acusando-os de ateus. Para eles seria preferível, assim acusados, parecer que morreram

por seu próprio Deus a seguir vivendo. Por isso inclusive estão vencendo, porque entregam suas

próprias vidas em vez de obedecer ao que vós pretendeis que façam.

4. Quanto aos terremotos passados e atuais, não será demais recordar-vos que vos sentis

acovardados quando chegam, e comparais nossa situação à sua.

5. Eles, efetivamente, têm muito maior confiança em Deus, enquanto que vós, em todo o tempo

pareceis estar em completa ignorância, descuidais dos outros deuses e do culto ao imortal. Os

cristãos o adoram, e vós os maltratais e perseguis até a morte.

6. Em favor destes já escreveram a nosso diviníssimo pai276 muitos governadores das províncias, aos

quais respondeu que em nada fossem aqueles molestados, a não ser que fosse evidente que

empreendiam algo contra o poder público de Roma. Também a mim muitos me falaram sobre

eles, e também respondi seguindo o parecer de meu pai.

7. Mas se alguém persistir em levar algum deles ao tribunal apenas por ser deles, fique o acusado

livre de encargos, ainda que seja evidente que é cristão; por outro lado, o acusador ficará sujeito

a castigo. "Publicado em Éfeso, no concilio da Ásia."

8. Que assim sucederam as coisas é atestado pelo bispo da igreja de Sardes, Meliton, célebre

naquela época, pelo que se percebe na Apologia que dirigiu ao imperador Vero em favor de nossa

doutrina.

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