Livro 2 – Capítulo XV História Eclesiástica

Do evangelho de Marcos

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1. Assim foi que, por habitar entre eles a doutrina divina, o poder de Simão se extinguiu e foi reduzido

a nada, junto com ele mesmo. Em troca, o resplendor da religião brilhou de tal maneira sobre as

mentes dos ouvintes de Pedro, que não ficavam satisfeitos apenas ouvindo-o uma vez, nem com

o ensinamento não escrito da pregação divina, mas com todo tipo de pedidos importunavam

Marcos - de quem se diz que é o Evangelho e que era companheiro de Pedro - para que lhes

deixasse também um memorial escrito da doutrina que de viva voz lhes era transmitida, e não o

deixaram em paz até que o homem o tivesse terminado, e desta forma tornaram-se a causa do texto

chamado Evangelho de Marcos.

2. E dizem que o apóstolo, quando por revelação do Espírito soube o que tinha sido feito, alegrou-

se pela boa vontade daquela gente e aprovou o escrito para ser lido nas igrejas. Clemente cita o

fato no livro VI de suas Hypotyposeis128, e o bispo de Hierápolis chamado Papias apóia-o tam-

bém com seu testemunho. Marcos é mencionado por Pedro em sua primeira carta; dizem que

esta foi escrita em Roma mesmo, e que isto se dá a entender ao chamar a cidade,

metaforicamente, de Babilônia, com estas palavras: Saúda-vos aquela que está em Babilônia,

eleita convosco, e meu filho Marcos.

124 2 Co 10:5.

125 At 8:18-23.

126 i.é. o demônio. Sobre a estátua, vide nota 123.

127 Ef 6:14-17; 1Ts 5:8.

128 Clemente na verdade diz que Pedro "nem o impediu nem o estimulou".

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