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Livro 7 Flávio Josefo

Capítulo 32 Flávio Josefo

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,
"ENORME QUANTIDADE DE MUNIÇÃO DE GUERRA E DE BOCA QUE HAVIA EM MASSADA E
POR QUE HERODES, O GRANDE, A HAVIA LEVADO PARA LÁ.",
"536. Se a posição e as fortificações dessa praça tornavam-na tão forte, a
maneira quase incrível com que estava defendida, acrescentava ainda muito à
dificuldade em expugná-la. Havia trigo para vários anos, vinho e óleo em
abundância, toda espécie de legumes, grande quantidade de tâmaras. Quando
Eleazar tomou esse castelo, lá encontrou tudo isso, tão perfeito como quando lá
havia sido colocado, embora se tivessem passado quase cem anos. Quando os
romanos a tomaram, encontraram os restantes, no mesmo estado; deve-se sem
dúvida atribuir a causa disso ao lugar, muito elevado, ao ar, muito puro, que
torna difícil a corrupção de qualquer alimento. Lá havia também armas de
todas as espécies, para uns dez mil homens, uma mui grande quantidade de
ferro, de cobre e de chumbo, que ainda não tinha sido usado. Tantas coisas
úteis mostravam que ali havia sido colocado, com algum fim especial. Julga-se
que o príncipe se queria garantir um refúgio seguro, no caso de algum destes
dois perigos, que tinha motivo de temer: uma revolta dos judeus, para recolocar
no trono algum membro da família dos hasmoneus, e o outro ainda muito
maior e mais temível, isto é, que a rainha Cleópatra obtivesse, por fim, de
Antônio, que o mandasse matar para dar-lhe seu reino. Pois ela o importunava
sem cessar a esse respeito e estava tão apaixonada que há mesmo motivo de se
admirar de que ele lha tenha recusado. Por isso os temores de Herodes tinham
posto essa praça em tal condição que embora fosse a única que ainda restava,
os romanos não podiam, sem tomá-la, terminar a guerra contra os judeus.",