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Livro 7 Flávio Josefo

Capítulo 15 Flávio Josefo

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"TITO TORNA A PASSAR POR JERUSALÉM E, UMA VEZ AINDA, DEPLORA-LHE A RUÍNA E A
DESTRUIÇÃO.",
"517. O grande príncipe, bom e ao mesmo tempo valente, voltou a passar
por Jerusalém, que era então um espantoso deserto e, em vez de se alegrar,
como um outro o teria feito, por tê-la depois de tantos esforços reduzido ao
domínio de suas armas, não pôde, comparando aquelas ruínas com o seu
antigo esplendor e magnificência, não se sentir movido à compaixão, por ver
uma tão grande e soberba cidade, reduzida a estado tão deplorável. Fez
imprecações contra os autores da revolta que o haviam obrigado a chegar
àqueles extremos, contra seu natural, tão contrário de buscar a glória com a
infelicidade dos vencidos, ainda que culpados.
As riquezas daquela cidade eram tantas, que ainda muitas coisas
preciosas havia no meio das ruínas. Muitas delas os romanos descobriram, os
prisioneiros indicavam outras mais, de ouro, de prata, bem como outras coisas
preciosas enterradas pelos seus donos, na incerteza em que viviam dos eventos
da guerra.
Tito continuou seu caminho para o Egito e somente atravessou aquela
deplorável solidão. Quando chegou a Alexandria, para ali embarcar, despediu
as duas legiões que o haviam acompanhado pelas províncias, para o lugar de
onde tinham vindo, isto é, a quinta para a Mésia, a décima para a Hungria, e
ordenou que levassem Simão a Roma, bem como João, os dois chefes dos
revoltosos, com setecentos outros dos maiorais e dos mais vistosos dos
prisioneiros, para servirem no ingresso triunfal.",