Enquanto as coisas estavam nesse estado, ocorreu um ultraje na igreja. Os criados de um homem de posses, estrangeiros, tendo sofrido maus tratos por parte de seu senhor, fugiram para a igreja; e assim correram até o altar com suas espadas desembainhadas. Nem mesmo súplicas os convenceram a se retirar, impedindo a realização dos serviços sagrados; mas, como se mantiveram obstinadamente em sua posição por vários dias, brandindo suas armas em desafio a qualquer um que ousasse se aproximar — e de fato mataram um dos eclesiásticos e feriram outro —, foram finalmente obrigados a se suicidar. Uma pessoa que presenciou essa profanação do santuário observou que tal profanação era um presságio sinistro e, para corroborar sua visão sobre o assunto, citou os dois versos iâmbicos seguintes de um antigo poeta:—
Pois tais prognósticos acontecem em um momento em que os templos são profanados por crimes ímpios.
Nem aquele que fez a previsão se decepcionou com esses presságios sinistros: pois eles significavam, ao que parece, uma divisão entre o povo e a deposição do autor da profecia.