1. O mesmo escrito sobre os citados mártires contém ainda outro relato digno de menção e não
haverá inconveniente em que eu o proponha ao conhecimento dos leitores. É assim:
2. Alcibíades, um deles, levava uma vida austera até a miséria. A princípio não recebia nada em
absoluto, nada ingerindo além de pão e água. Inclusive no cárcere tratava de seguir o mesmo
regime. Mas a Atalo, depois de seu primeiro combate travado no anfiteatro, foi revelado que
Alcibíades não fazia bem não usando das criaturas de Deus e deixando para os outros um
exemplo de escândalo338.
3. Alcibíades, persuadido, começou a tomar de tudo sem reservas e dava graças a Deus339. A graça de
Deus não se descuidava deles, mas antes, o Espírito Santo era seu conselheiro. E baste assim
destes casos.
4. Como foi justamente então que os partidários de Montano, Alcibíades340 e Teodoto, começaram a
dar a conhecer entre muitos na Frígia sua opinião sobre a profecia (pois os muitos outros
milagres do carisma de Deus, que até então ainda vinham se realizando pelas diversas igrejas,
produziam em muitos a crença de que também aqueles eram profetas), havendo surgido
discrepâncias por sua causa, novamente os irmãos da Gália formularam seu próprio juízo,
precavido e inteiramente ortodoxo, sobre eles, expondo também diferentes cartas dos mártires
consumados entre eles, cartas que, estando ainda no cárcere, haviam escrito aos irmãos da Frígia, e
não somente a eles, mas também a Eleutério, então bispo de Roma, como embaixadores em favor
da paz das igrejas.