Livro 4 - Capítulo 35 - Evágrio Escolástico, História Eclesiástica

THOMAS, O MONGE.

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Naquela época vivia também Tomé, que seguia o mesmo modo de vida na Celessíria. Em uma de suas visitas a Antioquia, para receber o estipêndio anual para o sustento de seu mosteiro, proveniente das rendas da igreja local, Anastácio, o administrador da igreja, o atingiu na cabeça com a mão, porque ele o importunava frequentemente. Quando os presentes manifestaram indignação, ele disse que nem ele mesmo receberia o estipêndio, nem Anastácio o pagaria novamente. E assim aconteceu: Anastácio faleceu um dia depois, e Tomé partiu para a vida eterna, no caminho de volta, para o hospital nos arredores de Dafne. Depositaram seu corpo no túmulo destinado a estrangeiros; porém, após o sepultamento de outros dois, seu corpo foi encontrado acima deles, um prodígio extraordinário, obra de Deus, que testemunhou sua existência mesmo após a morte; pois os outros corpos foram lançados a uma distância considerável. Eles relatam o ocorrido a Efrém, em admiração ao santo. Em consequência, seu corpo sagrado é transportado para Antioquia, com uma festa pública e procissão, e é honrado com um lugar no cemitério, tendo, por sua transladação, detido a peste que então assolava o local. A festa anual em cuja honra os filhos dos antioquenos continuam a celebrar até os nossos dias com grande magnificência. Permitam-me, porém, retornar agora ao meu assunto.

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