Ao mesmo tempo, como se costuma dizer, chegou outro bretão, viajando perto do mesmo local onde a referida batalha fora travada; e viu uma porção de terra mais verde e mais bela do que o resto do campo; e começou a conjecturar com sua mente sagaz que não havia outra causa para o verde incomum daquele lugar, a não ser que ali algum homem mais santo do que o resto do exército tivesse sido morto. Então, levou consigo um pouco da poeira daquela terra, amarrando-a num pano de linho, pensando que seria útil aos doentes, pois a mesma poeira lhes seria benéfica; e continuando sua jornada, chegou a uma certa aldeia ao entardecer e entrou numa casa onde os aldeões estavam festejando; e sendo recebido pelos donos da casa, sentou-se com eles à festa, pendurando o pano de linho com a poeira que havia trazido num dos postes da parede. E quando já estavam há muito tempo ociosos em festas e bebedeiras, com uma grande fogueira acesa no meio deles, aconteceu que o telhado da casa, que era trançado com sarças e coberto de palha, subitamente se encheu de chamas, com faíscas voando alto. Quando os convidados viram isso, ficaram aterrorizados e fugiram para fora, incapazes de fazer qualquer bem à casa em chamas e àquele que estava prestes a perecer. Assim, a casa foi consumida pelas chamas, apenas o poste em que ele estava pendurado, envolto em poeira, permaneceu a salvo do fogo e intacto. Ficaram muito admirados com a visão dessa virtude; e, investigando mais atentamente, descobriram que a poeira havia sido retirada do lugar onde o sangue do Rei Oswald fora derramado. Quando esses milagres se tornaram públicos e se espalharam por toda parte, muitos começaram a frequentar aquele lugar por dias e a receber ali a graça da cura para si e suas famílias.