Tendo agora aprendido por experiência o poder divino e misterioso que residia no troféu salutar, por meio do qual o exército de Constantino se habituara à vitória, ele advertiu seus soldados a nunca dirigirem seu ataque contra esse estandarte, nem mesmo por descuido permitirem que seus olhos repousassem sobre ele; assegurando-lhes que possuía um poder terrível e era especialmente hostil a ele; de modo que fariam bem em evitar cuidadosamente qualquer colisão com ele. E agora, tendo dado essas instruções, preparou-se para um conflito decisivo com aquele cuja humanidade o impelia a ainda hesitar e a adiar o destino que previa aguardar seu adversário. O inimigo, porém, confiante no auxílio de uma multidão de deuses, avançou para o ataque com uma poderosa formação militar, precedida por certas imagens de mortos e estátuas sem vida , como sua defesa. Do outro lado, o imperador, seguro na armadura da divindade, opôs à superioridade numérica do inimigo o sinal salutar e vivificante, como simultaneamente terror para o adversário e proteção contra todo mal. E por um tempo ele fez uma pausa e, a princípio, manteve uma atitude de tolerância, em respeito ao tratado de paz ao qual havia dado sua aprovação, para não ser o primeiro a iniciar a contenda.