Por volta da mesma época, Eunômio separou-se de Eudóxio e realizou assembleias separadas, pois, após ter suplicado repetidamente que seu preceptor Aécio fosse recebido na comunhão, Eudóxio continuou a se opor. Ora, Eudóxio agiu contra a sua vontade, pois não rejeitava a opinião de Aécio, visto que era a mesma que a sua; mas cedeu ao sentimento predominante de seu próprio grupo, que considerava Aécio heterodoxo. Essa foi a causa da divisão entre Eunômio e Eudóxio, e tal era a situação em Constantinopla. Mas a igreja de Alexandria foi perturbada por um édito dos prefeitos pretorianos, enviado por intermédio de Eudóxio. Diante disso, Atanásio, temendo a impetuosidade irracional da multidão e receoso de ser considerado o autor dos excessos que poderiam ser cometidos, ocultou-se por quatro meses inteiros em um túmulo ancestral. Contudo, como o povo, devido à afeição que lhe dedicava, tornou-se sedicioso e impaciente com a sua ausência, o imperador, ao constatar que, por esse motivo, a agitação prevalecia em Alexandria, ordenou por meio de cartas que Atanásio fosse autorizado a presidir as igrejas sem ser molestado; e essa foi a razão pela qual a igreja alexandrina gozou de tranquilidade até a morte de Atanásio. Como a facção ariana se apoderou das igrejas após o seu falecimento, revelaremos ao longo da nossa narrativa.