Não muito tempo depois, o imperador levou a julgamento por traição Éterio e Adeu, membros do Senado que ocupavam os cargos mais altos na corte de Justiniano. Éterio confessou ter planejado envenenar o imperador, dizendo que Adeu era cúmplice na conspiração e o auxiliou durante todo o processo. Este último, porém, asseverou, com terríveis imprecações, que desconhecia completamente o ocorrido. Ambos foram, portanto, decapitados. Adeu afirmou, no instante da execução, que fora falsamente acusado, mas admitiu ter recebido o que merecia da Justiça onisciente, por ter assassinado Teódoto, prefeito do palácio, por meio de feitiçaria. Não sei dizer até que ponto essas afirmações são verdadeiras; mas ambos eram homens de má índole. Addaeus, entregue a uma luxúria antinatural, e Aetherius, empenhado ao máximo num sistema de falsas acusações e saqueando os bens tanto dos vivos quanto dos mortos, em nome da casa imperial, da qual fora controlador na época de Justiniano. Assim terminou a discussão.