CÓPIA DE UMA CARTA IMPERIAL MEDIANTE A QUAL ORDENA QUE OS PRESIDENTES DAS IGREJAS SEJAM EXIMIDOS
DE TODA FUNÇÃO PÚBLICA CIVIL.
1. "Saúde, estimadíssimo Anulino. Como parece, por uma série de fatos, que sempre que a religião
em que se conserva o supremo respeito ao santíssimo poder do céu foi desprezada, foi causa de
grandes perigos para os assuntos públicos, e por outro lado, quando foi admitida e preservada
legalmente proporcionou ao nome romano enorme fortuna e uma prosperidade singular a todos
os assuntos dos homens - pois isto é obra dos benefícios divinos -, decidi, estimadíssimo
Anulino, que aqueles varões que com a devida santidade e com a familiaridade desta lei estão
prestando seus serviços pessoalmente ao culto da divina religião recebam a recompensa de seus
próprios trabalhos.
2. Por esta razão, aqueles que dentro da província a ti confiada estão prestando pessoalmente seus
serviços a esta santa religião na Igreja católica, que é presidida por Ceciliano, e os que se
costuma chamar clérigos, quero que, sem mais e uma vez por todas, fiquem isentos de toda
função pública civil, para que não ocorra que por algum erro ou por um extravio sacrílego vejam-se
afastados do culto devido à divindade; antes, estejam ainda mais entregues ao serviço de sua própria
lei sem estorvo algum, já que, se eles rendem à divindade a maior adoração, parece que
711 O uso do plural se deve à divisão da diocese da África em províncias por parte de Diocleciano.
acarretarão incontáveis benefícios aos assuntos públicos. Que tenhas saúde, meu estimadíssimo e
mui querido Anulino."