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Livro Nono Flávio Josefo

Capítulo 12 Flávio Josefo

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,
"MORTE DEJOTÃO, REI DEJUDÁ. ACAZ, SEU FILHO, QUE ERA MUITO ÍMPIO,
SUCEDE-O. REZIM, REI DA SÍRIA, E PECA, REI DE ISRAEL, FAZEM-LHE GUERRA.
ESSES REIS SE SEPARAM. PECA É VENCEDOR, EM UMA BATALHA SANGRENTA.
O PROFETA OBEDE LEVA OS ISRAELITAS A RESTITUIR OS PRISIONEIROS.",
"404. 2 Reis 18; 2 Crônicas 28. Jotão, rei de Judá, morreu na idade de
quarenta e um anos, depois de reinar dezesseis, e foi enterrado no sepulcro dos
reis. Acaz, seu filho, sucedeu-o. Esse soberano foi muito ímpio: calcou aos pés
as leis de Deus e imitou os reis de Israel em suas abominações. Ergueu em
Jerusalém altares sobre os quais sacrificou aos ídolos, chegando a oferecer o
próprio filho em holocausto, segundo o costume dos cananeus, e cometeu
vários outros crimes detestáveis.
Rezim, rei da Síria e de Damasco, e Peca, rei de Israel, que já era inimigo
de Acaz, declararam-lhe guerra e o sitiaram em Jerusalém. Mas a cidade estava
tão fortemente defendida que eles foram obrigados a levantar o cerco. Rezim
tomou em seguida a cidade de Elá, situada à beira do mar Vermelho. Mandou
matar todos os seus habitantes e lá estabeleceu uma colônia síria. Tomou
também várias outras cidades fortes, matou um grande número de judeus e,
carregado de des-pojos, voltou a Damasco com o seu exército. Quando Acaz viu
que os sírios se retiravam, julgou não ser mais fraco que o rei de Israel sozinho
e assim marchou contra ele. Eles travaram uma batalha na qual Deus, para
castigar Acaz pelos seus crimes, permitiu que este fosse vencido, com uma
perda de cento e vinte mil homens e de Maaséias, seu filho, morto por Zicri,
general do exército de Peca, que matou também Azricão, comandante da
guarda, e aprisionou Elcana, general do exército. O rei de Israel levou também
um grande número de escravos, de ambos os sexos.
Quando os israelitas voltavam triunfantes e carregados de despojos para
Samaria, o profeta Obede veio à presença deles e disse-lhes que eles não
deviam atribuir a vitória às próprias forças, mas à cólera de Deus contra Acaz.
Censurou-os acremente porque, não se contentando com a sua felicidade,
atreviam-se a levar tantos prisioneiros que, sendo pessoas da tribo de Judá e de
Benjamim, tinham a sua origem no mesmo sangue que eles. Disse-lhes ainda
que, se eles não os pusessem em liberdade, Deus os castigaria severamente.
Os israelitas reuniram-se em conselho, e Berequias, homem de grande
autoridade entre eles, e três outros com ele disseram que não tolerariam que
aqueles prisioneiros entrassem em suas cidades, para não atrair sobre eles a
cólera e a vingança de Deus, e que eles já haviam cometido muitos outros
pecados, de que os profetas os haviam recriminado, não sendo necessário
acrescentar novas im-piedades. Os soldados, comovidos por essas palavras,
dispuseram-se a fazer o que eles julgassem melhor e mais conveniente. Então
esses quatro homens tão sábios retiraram as cadeias dos prisioneiros,
cuidaram deles, deram-lhes os meios para regressar e os acompanharam não
somente até jerico, mas até próximo de Jerusalém.",