Livro Nono Flávio Josefo
Capítulo 10 Flávio Josefo
,
"AMAZIAS, REI DEJUDÁ, AJUDADO POR DEUS, DERROTA OS AMALEQUITAS,
OS IDUMEUS E OS GABALITANOS. ESQUECE-SE DE DEUS E OFERECE
SACRIFÍCIOS AOS ÍDOLOS. COMO CASTIGO PELO SEU PECADO, É VENCIDO E
FEITO PRISIONEIRO POR JEOÁS, REI DE ISRAEL, A QUEM É OBRIGADO A
ENTREGAR JERUSALÉM. É ASSASSINADO PELOS SEUS PARTIDÁRIOS.
UZIAS, SEU FILHO, SUCEDE-O.",
"396. No segundo ano do reinado de Jeoás, rei de Israel, Amazias, rei de
Judá, cuja mãe, Jeoadã, era de Jerusalém, sucedeu-o, como dissemos, no reino
de seu pai. Embora fosse ainda muito jovem, manifestou extremo amor pela
justiça. Começou o seu reinado vingando a morte de seu pai e não perdoou aos
que, declarando-se amigos dele, o haviam tão cruelmente assassinado. Porém
não causou mal algum aos seus filhos, porque a Lei proíbe castigar os filhos
pelos pecados dos pais. Resolveu fazer guerra aos amalequitas, aos idumeus e
aos gabalitanos e recrutou para esse fim, em seus territórios, trezentos mil
homens, os mais jovens com cerca de vinte anos. Deu-lhes chefes e mandou
cem talentos de ouro a jeoás, rei de Israel, a fim de que o ajudasse com cem mil
homens.
2 Reis 14; 2 Crônicas 25. Quando estava prestes a se pôr em campo com
aquele grande exército, um profeta ordenou-lhe, da parte de Deus, que
devolvesse os israelitas, porque eram ímpios, e certamente ele seria vencido
caso se servisse deles. Ao passo que, com o auxílio de Deus, as suas próprias
forças lhe seriam suficientes para derrotar os inimigos. Isso o surpreendeu e
deixou-o aborrecido, porque já entregara o dinheiro combinado para a
manutenção da tropa. O profeta, contudo, exortou-o a obedecer à ordem de
Deus, que podia compensá-lo generosamente por aquela perda.
Ele obedeceu e devolveu os cem mil homens sem exigir a devolução do di-
nheiro. Marchou contra os inimigos, venceu-os num grande combate, matou
dez mil no campo e fez um número igual de prisioneiros, aos quais mandou
levar para um lugar denominado A Grande Rocha, perto da Arábia, de onde
mandou lançar todos abaixo. Conseguiu também ricos despojos. Nesse mesmo
tempo, todavia, os israelitas que ele havia despedido, julgando-se ofendidos,
devastaram-lhe o país até Bete-Semes, levaram um grande número de cabeças
de gado e mataram três mil habitantes dessa cidade.
397. Amazias, orgulhoso com o êxito de suas armas, esqueceu-se de que
tudo devia a Deus e, por uma ingratidão sacrílega, em vez de lhe referir toda a
glória, abandonou o seu divino culto para adorar as falsas divindades dos
amalequitas. O profeta veio falar com ele e disse que muito se admirava de vê-lo
agora ter em boa conta e adorar como verdadeiros os deuses que não haviam
sido capazes de defender contra ele os seus próprios adoradores nem de
impedir que matasse um grande número deles e aprisionasse também uma
grande quantidade e levasse escravos outros ainda, com os seus ídolos, a
Jerusalém, juntamente com os despojos.
Essas palavras encolerizaram Amazias de tal modo que ele ameaçou
matar o profeta, caso este se atrevesse a continuar falando daquele modo. Ele
respondeu que ficaria quieto, mas Deus não deixaria de castigá-lo como ele
merecia. O orgulho de Amazias crescia cada vez mais, e ele sentia prazer em
ofender a Deus, em vez de reconhecer que toda a sua felicidade vinha dEle e de
dar-lhe graças. Ele escreveu pouco depois a Jeoás, rei de Israel, ordenando-lhe
que o obedecesse com todo o seu povo, assim como as dez tribos que ele
governava haviam obedecido a Salomão e a Davi, seus antepassados. E, se não
o fizesse voluntariamente, que se preparasse para a guerra, pois ele a declararia
e resolveria a questão pelas armas.
Jeoás respondeu-lhe nestes termos: O rei Jeoás ao rei Amazias. Havia
antigamente no monte Líbano um cipreste muito grande e um cardo. O cardo
mandou pedir ao cipreste a filha deste em casamento para o seu filho, mas ao
mesmo tempo que lhe fazia esse pedido uma fera veio sobre ele e o esmagou.
Servi-vos deste exemplo, para que não empreendais coisa alguma acima de
vossas forças e não vos orgulheis demasiado por causa da vitória que
conquistastes contra os amalequitas, pondo-vos em risco de vos perderdes com
todo o vosso reino.
Amazias, irritadíssimo com essa carta, preparou-se para a guerra, e Deus
a ela o impelia, sem dúvida para fazer cair sobre ele a sua vingança. Quando os
exércitos se enfrentaram e enquanto a luta se preparava, o exército de Amazias
viu-se de repente tomado de grande terror, enviado por Deus, por Ele não lhes
ser favorável, de modo que fugiram incontinenti, mesmo antes de travarem
combate, abandonando Amazias à mercê do inimigo. Jeoás, tendo-o em seu
poder, disse-lhe que não podia evitar a morte senão abrindo a ele e a todo o seu
exército as portas de Jerusalém. O desejo de salvar a própria vida fez com que
ele persuadisse os habitantes da cidade a aceitar aquela condição.
Jeoás, depois de abater quatrocentos côvados das muralhas da cidade,
entrou triunfante sobre o seu carro na capital do reino, seguido por todo o seu
exército, tendo Amazias perto de si como prisioneiro. Ele carregou todos os
tesouros que estavam no Templo e todo o ouro e toda a prata que encontrou no
palácio do rei. Deu liberdade a Amazias e voltou a Samaria. Isso aconteceu no
décimo quarto ano do reinado de Amazias.
Vários anos depois, esse infeliz príncipe, vendo que os próprios amigos
tramavam contra ele, fugiu para a cidade de Laquis. Mas isso não o salvou.
Eles o perseguiram e o mataram, levando o seu corpo a Jerusalém, onde foi
enterrado com as cerimônias ordinárias das homenagens aos reis. Eis de que
modo terminou miseravelmente os seus dias, no vigésimo ano de seu reinado,
que foi o qüinquagesimo quarto de sua vida, castigado como merecia por haver
desprezado a Deus e abandonado a verdadeira religião para adorar os ídolos.
Uzias, seu filho, sucedeu-o.",
"CAPITULO 11",
"O PROFETA JONAS PREDIZ A JEROBOÃO II, REI DE ISRAEL, QUE ELE VENCERÁ OS
SÍRIOS. HISTÓRIA DESSE PROFETA, ENFIADO POR DEUS A NÍNIVE PARA
PREDIZER A RUÍNA DO IMPÉRIO DA ASSÍRIA. MORTE DEFEROBOÃO II.
ZACARIAS, SEU FILHO, SUCEDE-O. EXCELENTES QUALIDADES DE UZIAS, REI DE
JUDÁ, QUE FAZ GRANDES CONQUISTAS E FORTIFICA JERUSALÉM. SUA
PROSPERIDADE O FAZ ESQUECER DE DEUS. DEUS O CASTIGA DE MANEIRA
TERRÍVEL. JORÃO, SEU FILHO, SUCEDE-O. SALUM ASSASSINA ZACARIAS, REI DE
ISRAEL, E USURPA A COROA. MENAÉM MATA SALUM E REINA DEZ ANOS.
PECAÍAS, SEU FILHO, SUCEDE-O. PECA ASSASSINA-O E REINA EM SEU LUGAR.
TIGLATE-PILESER, REI DA ASSÍRIA, FAZ-LHE CRUEL GUERRA. VIRTUDES DEFOTÃO,
REI DEFUDÁ. O PROFETA NAUM PREDIZ A DESTRUIÇÃO DO IMPÉRIO ASSÍRIO.",
"398. 2 Reis 14. No décimo quinto ano do reinado de Amazias, rei de Judá,
Jeroboão II sucedeu a Jeoás, seu pai, no reino de Israel e durante os quarenta
anos em que ele reinou sempre teve, tal como os seus predecessores, sua resi-
dência em Samaria. Nada se poderia acrescentar à impiedade desse soberano e
à sua inclinação para a idolatria, que o levou a fazer coisas extravagantes, atra-
indo sobre o seu povo males infinitos. O profeta Jonas predisse-lhe que ele
venceria os sírios e levaria os limites do reino até a cidade de Hamate, do lado
norte, e até o lago Asfaltite, do lado sul, que eram os antigos limites da terra de
Canaã, fixados por Josué. Jeroboão II, animado por essa profecia, declarou
guerra aos sírios e conquistou todo o país, conforme Jonas havia predito, do
qual se tornaria senhor.
Como prometi narrar sincera e fielmente tudo o que está escrito nos
Livros Santos, não devo passar em silêncio o que eles referem acerca desse
profeta. Deus ordenou a Jonas que fosse anunciar aos habitantes de Nínive,
grande e poderosa cidade, que o império da Assíria, de que era a capital, seria
destruído. Essa ordem pareceu-lhe perigosa a ponto de ele decidir não a
executar. Como se pudesse esconder-se dos olhos de Deus, ele embarcou em
Jope, a fim de fugir para a Cilícia. Porém se levantou uma tão grande
tempestade que o piloto do barco e os marinheiros, vendo-se em perigo de
naufragar, faziam votos pela sua salvação.
Jonas era o único que, retirado a um canto e coberto com a sua capa, não
imitava o exemplo deles. A tempestade crescia cada vez mais, e eles imaginaram
logo que alguém dentre eles atraíra aquela infelicidade. Para saber quem era,
tiraram a sorte, e ela caiu sobre o profeta. Perguntaram-lhe quem ele era e que
motivos o levavam a empreender aquela viagem. Ele respondeu que era hebreu
e profeta do Deus Todo-poderoso, e, se queriam evitar o perigo de que estavam
ameaçados, teriam de lançá-lo ao mar, porque era o único culpado.
De início, não quiseram fazê-lo, pois julgavam desumanidade atirá-lo às
águas, expondo assim a uma morte certa um estrangeiro que lhes havia
confiado a vida. Quando se viram prestes a morrer, todavia, o desejo de salvar
as próprias vidas e a insistência do profeta fizeram-nos decidir lançá-lo ao mar.
No mesmo instante, a tempestade cessou. Diz-se que um grande peixe o engoliu
e, depois de ele ter passado três dias em seu ventre, ele o restituiu vivo e sem
ferimento algum à praia do Ponto Euxino, de onde ele partiu para Nínive,
depois de pedir perdão a Deus, e anunciou ao povo que eles perderiam bem
depressa o império da Ásia.
399. 2 Reis 14 e 15. Voltemos agora a jeroboão II, rei de Israel. Ele
morreu depois de reinar feliz durante quarenta anos, e foi enterrado em
Samaria. Zacarias, seu filho, sucedeu-o. Uzias, do mesmo modo, no quarto ano
do reinado de Jeroboão II, sucedeu a Amazias no reino de Judá. Nasceu este de
Jecolias, mulher de Amazias. Ela era de Jerusalém.
400. 2 Crônicas 26. O rei Urias tinha tanta bondade e amor pela justiça e
era tão corajoso e previdente que essas excelentes qualidades, unidas, levaram-
no a realizar grandes empreendimentos. Venceu os filisteus e tomou-lhes
muitas cidades, entre as quais Gate e Jabné, da qual abateu as muralhas.
Atacou os árabes, vizinhos do Egito, e construiu uma cidade perto do mar
Vermelho, onde deixou uma forte guarnição. Ele também subjugou os
amonitas, tornando-os tributários. Reduziu ao seu domínio todos os países que
se estendem até o Egito e empregou em seguida todo o seu cuidado na
restauração e fortificação de Jerusalém.
Mandou consertar e refazer as muralhas, que estavam em muito mau
estado, pela incúria de seus predecessores, inclusive aquele espaço de
quatrocentos côvados que Jeoás, rei de Israel, mandara derrubar ao entrar
triunfante na cidade, após aprisionar o rei Amazias. Mandou também reedificar
várias torres com altura de cento e cinqüenta côvados e construiu fortificações
nos lugares mais afastados da cidade. Fez ainda vários aquedutos.
Ele criava um número enorme de cavalos e de gado, porque a região é rica
em pastagens. Como amava muito a agricultura, mandou plantar uma grande
quantidade de árvores frutíferas e toda espécie de plantas. Mantinha trezentos
e setenta mil soldados, todos escolhidos, armados com espadas, arcos, fundas,
escudos e couraças de bronze, distribuídos em regimentos e comandados por
dois mil bons oficiais. Mandou também fazer uma grande quantidade de máqui-
nas de atirar pedras e dardos, grandes ganchos e instrumentos semelhantes,
próprios para os ataques e as guerras.
O orgulho de tão grande prosperidade envenenou o Espírito do soberano e
corrompeu-o de tal modo que esse poder passageiro e temporal o fez desprezar
o poder eterno e subsistente de Deus. Não observou mais as suas santas leis e,
em vez de continuar a praticar a virtude, procedeu à imitação do pai na
impiedade, entregando-se ao crime. Assim os seus felizes empreendimentos e a
glória de tantas ações beneméritas só serviram para destruí-lo e para fazer ver o
quanto é difícil aos homens conservar a moderação na prosperidade.
No dia de uma festa solene, ele revestiu-se dos paramentos sacerdotais e
entrou no Templo para oferecer a Deus as incensações no altar de ouro. O
sumo sacerdote Azarias, acompanhado por oitenta sacerdotes, correu e disse-
lhe que aquilo não era permitido. Proibiu-lhe passar além e ordenou que saísse,
para não irritar a Deus com aquele incrível sacrilégio. Uzias ficou de tal modo
encolerizado que o ameaçou de morte, bem como a todos os outros sacerdotes,
se não permitisse que ele fizesse o que desejava. Mal pronunciou essas
palavras, sentiu-se um terrível tremor de terra. O alto do Templo abriu-se, e um
raio de sol feriu o ímpio rei no rosto. No mesmo instante, ele ficou coberto de
lepra. O mesmo tremor de terra dividiu também em dois, num lugar próximo da
cidade, de nome Eroge, o monte que está voltado para o ocidente, do qual uma
metade foi levada a quatro estádios dali contra outro monte, que está voltado
para o levante, o que barrou toda a estrada principal e cobriu de terra os
jardins do rei.
Os sacerdotes, vendo o rei coberto de lepra, imaginaram facilmente a
causa. Disseram que aquele castigo era um sinal visível da justiça de Deus e
ordenaram que ele saísse da cidade. A sua extrema confusão tirou-lhe a
ousadia de resistir, e ele obedeceu. Assim, foi castigado pela sua impiedade
para com Deus e pela temeridade que o levara a se elevar acima da sua
condição humana. Ele passou algum tempo fora da cidade, onde viveu como
um homem qualquer, enquanto Jotão, seu filho, dirigia os destinos da nação.
Urias morreu de desgosto por ver-se reduzido àquele estado. Tinha sessenta e
oito anos, dos quais reinara cinqüenta e dois. Foi enterrado em seus jardins,
em um sepulcro separado, e Jotão sucedeu-o.
401. 2 Reis 15. Quanto a Zacarias, rei de Israel, ele reinava havia apenas
seis meses, quando Salum, filho de jabes, assassinou-o e usurpou o trono. Mas
Salum desfrutou somente um mês do governo que tão grande crime lhe
outorgara. Menaém, general do exército, que então estava na cidade de Tirza,
marchou com todas as suas forças para Samaria, combateu-o, venceu-o e o
matou. Por sua conta, pôs a coroa na própria cabeça e voltou a Tirza com o
exército vitorioso. Os seus habitantes, porém, não quiseram reconhecê-lo e
fecharam-lhe as portas. Então ele devastou toda a área, tomou a cidade à força
e matou todos os seus habitantes, não poupando nem mesmo as crianças.
Desse modo, foi cruel contra a sua própria nação, tanto que não se teria
coragem de agir assim nem mesmo para com os bárbaros. E ele não procedeu
com maior humanidade durante os dez anos de seu reinado em Israel.
Pul, rei da Assíria, declarou-lhe guerra, e ele, não se sentindo bastante
forte para resistir, deu-lhe mil talentos de dinheiro para conservar a paz. Exigiu
em seguida a mesma quantia do povo, por uma imposição de cinqüenta
dracmas por cabeça. Morreu logo depois, e foi enterrado em Samaria.
Pecaías, seu filho, sucedeu-o e não herdou menos a sua crueldade que o
trono, porém reinou somente dois anos. Peca, filho de Remalias, chefe de
campo de um regimento de mil homens, matou-o à traição num banquete com
vários outros de seus familiares. Ele apoderou-se do trono e reinou vinte anos,
sem que se possa dizer se ele era mais ímpio ou mais injusto. Tiglate-Pileser, rei
da Assíria, fez-lhe guerra, apoderou-se de toda a área de Gileade, de toda a
região que está além do Jordão e daquela parte da Galiléia próxima de Quedes e
de Hazor, aprisionou todos os habitantes e levou-os escravos para o seu reino.
402. 2 Crônicas 27. jotão, filho de Uzias, rei de Judá, e de )erusa, que era
de Jerusalém, reinava nessa época. Nenhuma virtude faltava a esse príncipe,
pois ele foi tanto religioso para com Deus quanto justo para com os homens.
Tomou grande cuidado em restaurar e embelezar essa grande cidade. Mandou
refazer o átrio e as portas do Templo e reerguer uma parte das muralhas, que
havia caído. A isso acrescentou torres grande e fortes e eliminou todas as
desordens do reino. Venceu os amonitas, impôs-lhes um tributo de cem
talentos, dez mil medidas de trigo e outras tantas de cevada por ano. Aumentou
de tal modo a extensão e a força do país que ele era não menos temido por seus
inimigos quanto amado pelo seu povo.
403. Durante o seu reinado, um profeta, de nome Naum, predisse a ruína
do império da Assíria e a destruição de Nínive, nestes termos: Tal como às
vezes as águas de um grande reservatório são agitadas pelo vento, assim se
verá igualmente todo o povo de Nínive agitado e perturbado pelo temor, e a sua
hesitação será tão grande que num mesmo tempo dirão uns aos outros:
Fujamos! Outros dirão: Não! Fiquemos para apanhar o nosso ouro e a nossa
prata. Mas nenhum deles seguirá esse conselho, porque eles preferirão salvar a
vida, e não os seus bens. Assim, só se ouvirão entre eles gritos e lamentações.
O seu terror será tão grande que muito mal sobreviverão, e as suas cidades
ficarão irreconhecíveis. Para onde irão então os leões e as mães dos leõezinhos?
Nínive, diz o Senhor, eu te exterminarei, e não se verão mais sair de ti os leões
aue assustavam o mundo.
O profeta acrescentou várias outras coisas semelhantes com relação a
essa poderosa cidade, as quais não refiro para não aborrecer os leitores. Cento
e quinze anos depois, constatou-se a veracidade dessa profecia.",