Livro Decimo Primeiro Flávio Josefo
Capítulo 5 Flávio Josefo
,
"XERXES SUCEDE A DARIO, SEU PAI, NO REINO DA PÉRSIA. PERMITE QUE
ESDRAS, SACERDOTE, RETORNE COM GRANDE NÚMERO DE JUDEUS A
JERUSALÉM E CONCEDE TUDO O QUE ELE DESEJA. ESDRAS OBRIGA OS QUE
HAVIAM DESPOSADO MULHERES ESTRANGEIRAS A RESTITUÍ-LAS. SUA MORTE.
NEEMIAS OBTÉM DE XERXES LICENÇA PARA RECONSTRUIR OS MUROS DE
JERUSALÉM E TERMINA ESSA GRANDE OBRA.",
"443. Esdras 7. Xerxes sucedeu a seu pai, Dario, e não foi menos herdeiro
de sua piedade para com Deus que sucessor no trono. Nada mudou a respeito
do que fora determinado com relação ao culto a Ele, e Xerxes teve sempre uma
grande afeição pelos judeus. Joaquim, filho de jesua, era sumo sacerdote
durante o seu reinado, e Esdras era o primeiro e o mais considerável dentre
todos os sacerdotes que haviam ficado na Babilônia. Era um homem de bem e
muito instruído nas leis de Moisés. Desfrutava grande fama no meio do povo e
era muito amado pelo rei.
Assim, quando resolveu voltar a Jerusalém e levar consigo alguns judeus
que estavam morando na Babilônia, ele obteve desse príncipe algumas cartas
de recomendação endereçadas aos governadores da Síria, nestes termos:
Xerxes, rei dos reis, a Esdras, sacerdote e leitor da lei de Deus, saudação,
julgando que é de nossa bondade permitir a todos os judeus, quer sacerdotes,
quer levitas, bem como a outros que desejarem voltar a Jerusalém para lá servir
a Deus, nós, com o conselho de nossos sete auxiliares, concedemos essa graça
e vos encarregamos de apresentar ao vosso Deus o que nós e nossos amigos
fizemos voto de lhe oferecer. Damo-vos o poder de levar todo o ouro e toda a
prata que os vossos conterrâneos ainda espalhados pelo reino da Babilônia
quiserem ofertar a Deus, a fim de que seja empregado na aquisição de vítimas a
serem oferecidas sobre o altar, na confecção de vasos de ouro e de prata para o
seu serviço e no que mais vós e vossos irmãos desejarem. Devereis oferecer
também ao vosso Deus os vasos sagrados que vos entregaremos. Damo-vos o
poder de fazer, além disso, tudo o que julgardes conveniente e entendemos que
o fundo necessário deva ser tirado de nosso tesouro. Para isso, estamos
escrevendo ao nosso tesoureiro-mor da Síria e da Fenícia que vos entregue sem
demora tudo o que lhe pedirdes. E, para que Deus seja favorável a nós e à
nossa posteridade, queremos que lhe sejam oferecidas, por nós, cem medidas
de trigo, de conformidade com a Lei. Proibimos a todos os nossos oficiais exigir
algo dos sacerdotes, dos levitas, dos cantores, dos porteiros e dos outros que
servem no Templo de Deus ou impor-Ihes tributos e obrigações. Quanto a vós,
Esdras, usareis da prudência e da sabedoria que Deus vos concedeu para
estabelecer na Síria e na Fenícia juizes que administrem a justiça, e que os já
instruídos nas vossas leis ensinem aos que ainda as ignoram e castiguem com
multas ou mesmo com a morte os que não temerem violar os vossos
mandamentos e os nossos.
Esdras, ao receber essa carta, adorou a Deus e deu-lhe imensas graças,
pois só podia atribuir ao seu auxílio demonstrações de bondade tão
extraordinárias da parte do rei. Reuniu em seguida todos os judeus que
estavam na Babilônia, leu-lhes as cartas e, conservando o original, enviou
cópias aos judeus que estavam na Média. Pode-se imaginar a alegria que eles
sentiram por saber da piedade do rei para com Deus e de seu afeto por Esdras.
Muitos decidiram dirigir-se imediatamente à Babilônia com o que possuíam de
bens a fim de irem com Esdras a Jerusalém. Mas o resto dos israelitas não quis
abandonar esse país. Assim, somente as tribos de Judá e de Benjamim
voltaram a Jerusalém, e estão ainda hoje sujeitas, numa parte da Ásia e da
Europa, ao domínio dos romanos. As outras dez tribos permaneceram além do
Eufrates, e é incrível o quanto se multiplicaram.
Dentre os que se dirigiram em grande número a Esdras, havia muitos
sacerdotes, levitas, porteiros, cantores e outros consagrados ao serviço de Deus.
Ele os reuniu ao longo do Eufrates e, depois de jejuarem durante três dias e
orarem a Deus pedindo proteção na viagem, puseram-se a caminho no décimo
segundo dia do primeiro mês do sétimo ano do reinado de Xerxes, sem que
Esdras quisesse receber a escolta da cavalaria, oferecida pelo príncipe,
declarando que confiava no auxílio de Deus, que cuidava dele e de seu povo.
Chegaram no quinto mês do mesmo ano a Jerusalém. Esdras entregou
logo aos que tinham a guarda dos tesouros do Templo e que eram da
descendência dos sacerdotes o depósito sagrado que o rei, os amigos dele e os
judeus que moravam na Babilônia lhe haviam confiado e que consistia de
seiscentos e cinqüenta talentos de prata, vasos de prata no valor de cem
talentos, vasos de ouro no valor de vinte talentos e vasos de cobre, mais
preciosos que o ouro, no peso de doze talentos.
Em seguida, Esdras ofereceu a Deus em holocausto, como a Lei ordenava,
doze touros para a salvação do povo e, pelos pecados, setenta e dois carneiros e
cordeiros e doze bodes. Na Síria e na Fenícia, entregou aos governadores e
oficiais do rei a carta que o soberano lhes escrevera. E, como não podiam deixar
de obedecer, prestaram grandes honras à nação judaica e nos ajudaram em
nossas necessidades. Deve-se a Esdras a honra dessa transmigração. E ele não
somente a idealizou, como também não tenho dúvidas de que a sua virtude e a
sua piedade foram a causa do feliz êxito que Deus lhe quis outorgar.
444. Pouco tempo depois, ele soube que alguns sacerdotes e levitas, não
querendo se sujeitar à disciplina, haviam, por um insolente desprezo às leis de
seus maiores, desposado mulheres estrangeiras e manchado a pureza da ordem
sacerdotal. Os que lhe deram esse aviso rogaram-lhe que se armasse do zelo da
religião para impedir que o crime de alguns atraísse a cólera divina sobre todo o
povo e os precipitasse de novo na desgraça da qual acabavam de sair. Como
eram de qualidade as pessoas culpadas desse pecado, esse santo homem,
considerando que uma ordem para despedir as mulheres e os filhos não seria
obedecida por eles, foi tomado de tão viva dor que rasgou as próprias vestes,
arrancou a barba e os cabelos e lançou-se por terra banhado em lágrimas. Os
outros homens de bem reuniram-se a ele e juntaram as suas lágrimas às dele.
Nessa amargura de coração, ele elevou os olhos e as mãos ao céu e disse:
Tenho vergonha, meu Deus, de ousar levantar os meus olhos ao céu, quando
penso que este povo recai sempre mais no pecado e perde logo a lembrança dos
castigos com que punistes a impiedade de seus maiores. Todavia, Senhor, como
a vossa misericórdia é infinita, tende, por favor, piedade destes que restaram do
antigo cativeiro que suportamos e que quisestes reconduzir à antiga pátria.
Perdoai-lhes, Senhor, mais esse crime e, embora eles mereçam a morte, não vos
canseis de lhes demonstrar a vossa bondade, conservando-lhes a vida.
Esdras 10. Enquanto assim falava e todos os presentes, homens e
mulheres, choravam com ele, Secanias, que era o primeiro cidadão de
Jerusalém, aproximou-se e disse que, não se podendo duvidar de que os que
tomaram esposas estrangeiras haviam cometido um grande pecado, era preciso
convencê-los a restituí-las, bem como aos filhos que delas haviam gerado, e
castigar os que recusassem obedecer à lei de Deus. Esdras aprovou essa
proposta e fez jejuar os principais sacerdotes, os levitas e o povo, o qual os
ajudaria a obrigá-los a isso. Depois que saiu do Templo, foi para a casa de
Joana, filho de Eliasibe, e passou ali o resto do dia sem comer nem beber, tão
abatido estava pela dor. Mandou em seguida publicar por toda parte que todos
os que haviam voltado da escravidão deveriam vir dentro de dois ou três meses
a Jerusalém, sob pena de serem excomungados e de terem os seus bens
confiscados em favor do tesouro do Templo, segundo o juízo que seria
pronunciado pelos anciãos.
No terceiro dia, que era o vigésimo do nono mês, que os hebreus chamam
tebete, e os macedônios, apeléia, os da tribo de Judá e de Benjamim dirigiram-
se à parte superior do Templo, e os principais assentaram-se. Esdras levantou-
se e disse-lhes que os que haviam desposado mulheres estrangeiras, contra a
proibição da Lei, tinham cometido um grande pecado e que Deus só tornaria a
ser-lhes favorável se as mandassem embora. Todos responderam em voz alta
que o fariam de boa vontade, mas o número delas era tão grande e a estação
tão contrária, pois era inverno, de frio intenso, que aquilo não podia ser feito
imediatamente. Assim, seria necessário um pouco de paciência. Enquanto isso,
os principais dentre o povo que estivessem isentos desse pecado, ajudados
pelos anciãos, informar-se-iam com exatidão a respeito dos que haviam
transgredido a determinação da Lei.
A proposta foi aprovada, e no primeiro dia do décimo mês começou-se a
indagação dos que haviam contraído matrimônio ilícito. A investigação durou
até quase o primeiro dia do mês seguinte, e vários parentes de Jesua, sumo
sacerdote, dos outros sacerdotes, dos levitas e de outros dentre o povo
devolveram imediatamente as suas mulheres, preferindo assim a observância
da Lei à paixão que sentiam por elas, por maior que fosse. Depois ofereceram a
Deus carneiros em sacrifício, para aplacar-lhe a cólera. Eu poderia citar nomes,
mas não julgo necessário. Dessa forma, Esdras remediou o erro cometido por
esses matrimônios profanos e aboliu esse mau costume, no qual ninguém mais
caiu.
No sétimo mês, que era o tempo de se comemorar a festa dos
Tabernáculos, quase todo o povo reuniu-se próximo da porta do Templo, a qual
está do lado do oriente, e rogou a Esdras que lhes desse a lei de Moisés. Ele
consentiu, e essa leitura durou desde a manhã até a tarde. Eles se foram tão
comovidos que derramavam lágrimas, porque aquelas santas leis não somente
lhes mostraram o que eles deviam fazer no tempo presente e no futuro, como
também revelaram que, se as tivessem observado no passado, não teriam caído
em tantas desgraças. Esdras, vendo-os naquela aflição, disse-lhes que se
retirassem para as suas casas e enxugassem as lágrimas, pois não deviam
chorar no dia de uma festa tão solene, e sim alegrar-se e regozijar-se e
aproveitar o arrependimento que demonstravam pelas suas faltas passadas
para não cometer outras semelhantes no futuro. Essas palavras consolaram-
nos, e eles celebraram alegremente durante oito dias essa grande festa, gratos a
Esdras pela reforma de seus costumes, e voltaram cantando hinos de louvor a
Deus. Um feito tão importante, somado às outras obrigações de que a nação lhe
era devedora, conquistou-lhe tanta glória que quando ele terminou os seus
dias, em venturosa velhice, enterraram-no em Jerusalém com grande
magnificência. Joaquim, sumo sacerdote, morreu também nesse mesmo tempo,
e Eliaquim, seu filho, substituiu-o.
445. Neemias 1. Depois da morte de Esdras, um judeu dentre os escravos,
de nome Neemias, que era mordomo do rei Xerxes, passeando um dia fora da
cidade de Susã, capital da Pérsia, viu uns estrangeiros que vinham de
províncias distantes e percebeu que eles falavam a língua hebraica. Aproximou-
se deles para perguntar de onde vinham e soube que eram da Judéia.
Perguntou-lhes como ia aquele país, particularmente Jerusalém. Responderam-
lhe que tudo estava em muito mau estado, que as muralhas da cidade estavam
em ruínas e que não havia males que os povos vizinhos não lhes causassem,
pois devastavam continuamente os campos, levavam prisioneiros os habitantes
da cidade, e freqüentemente encontravam-se cadáveres pelas estradas.
Neemias ficou tão desconsolado pela aflição do povo de seu país que não
pôde reter as lágrimas. E, elevando os olhos ao céu, disse a Deus: Até quando,
Senhor, permitireis que a vossa nação seja perseguida e torturada por tantos
males? Até quando permitireis que ela seja presa de vossos inimigos? O sofri-
mento fez-lhe esquecer até o momento em que se encontrava, pois vieram dizer-
lhe que o rei estava prestes a se pôr à mesa, e ele correu para servi-lo.
Neemias 2. O príncipe, que estava de bom humor, tendo notado ao sair da
mesa que Neemias estava muito triste, perguntou-lhe o motivo. Ele respondeu,
depois de rogar a Deus em seu coração que tornasse as suas palavras bem
persua-sivas: Como poderia, majestade, não estar triste pela aflição de saber a
que estado se acha reduzida a cidade de Jerusalém, minha querida pátria, onde
estão os sepul-cros de meus antepassados? Os seus muros estão
completamente em ruínas, e as suas portas, reduzidas a cinzas. Fazei-me,
Senhor, o favor de permitir que eu vá reerguê-las e de fornecer o que falta para
completar a restauração do Templo!
O soberano recebeu tão bem esse pedido que não somente concedeu o que
ele desejava, como também prometeu escrever aos seus governadores para que
o tratassem com muita honra e o ajudassem em tudo o que ele desejasse.
Acrescentou o príncipe: Esquecei então a vossa aflição e continuai a servir-me,
com alegria. Neemias adorou a Deus e deu ao rei os seus humildes e sinceros
agradecimentos por tão grande favor. O seu rosto tornou-se tão alegre quanto
antes estava triste.
No dia seguinte, o rei entregou-lhe as cartas endereçadas a Sadé,
governador da Síria, da Fenícia e de Samaria, pelas quais ordenava tudo o que
dissemos há pouco. Neemias partiu com essas cartas para a Babilônia, de onde
levou várias pessoas de sua nação, e chegou a Jerusalém no vigésimo quinto
ano do reinado de Xerxes. Depois de entregar as cartas a Sadé e as que eram
endereçadas aos outros, mandou reunir todo o povo e falou: Não ignorais o
cuidado que o Deus Todo-poderoso teve de Abraão, de Isaque e de Jacó, nossos
antepassados, por causa da piedade deles e de seu amor pela justiça. E hoje
ainda Ele nos faz ver que não nos abandonou, pois obtive do rei, por auxílio
dEle, permissão para reedificar as nossas muralhas e ultimar a construção do
Templo. No entanto, como não posso duvidar do ódio que nos têm as nações
vizinhas, as quais, quando virem o entusiasmo com que trabalhamos nestas
obras, tudo farão para nos atrapalhar, creio que temos duas coisas a fazer. A
primeira é pormos toda a nossa confiança no auxílio de Deus, que pode sem
dificuldade confundir os desígnios de nossos inimigos. A segunda é trabalhar
dia e noite com ardor infatigável, para terminarmos a nossa empresa sem perda
de tempo, pois este nos é favorável e deve ser para nós muito precioso.
Depois dessas palavras, Neemias ordenou aos magistrados que
mandassem medir o perímetro das muralhas. Dividiu o trabalho entre o povo,
fixou a cada porção um número de aldeias e de vilas, para também trabalharem
com eles, e prometeu ajudá-los o quanto possível. Todos animaram-se com
essas palavras e puseram mãos à obra. Foi então que se começou a chamar de
judeus os que de nossa nação regressaram da Babilônia e da judéia ao país,
porque fora outrora propriedade da tribo de Judá.
Neemias 4 e 6. Quando os amonitas, os moabitas, os samaritanos e os
habitantes da Baixa Síria souberam que a obra progredia, sentiram grande
desgosto, e nada houve que não fizessem para dificultar o empreendimento:
faziam emboscadas aos nossos, matavam os que lhes caíam nas mãos e, como
Neemias era o principal objeto de seu ódio, deram dinheiro a alguns assassinos,
para que o matassem. Procuraram também assustar os judeus com vãos
terrores, fazendo correr o boato de que um exército formado por diversas
nações avançava para atacá-los. Tantos esforços e artifícios acabaram
assustando o povo, e pouco faltou para que abandonassem o empreendimento.
Nada, porém, foi capaz de assustar ou desanimar Neemias. Intrépido em
meio a tantas dificuldades, continuou a trabalhar com mais ardor do que
nunca e fez-se acompanhar por alguns soldados, para lhe servirem de guardas,
não que tivesse medo da morte, mas por saber que os seus concidadãos
perderiam a coragem se não o tivessem mais entre eles para animá-los na
execução de tão santa empresa. Ordenou aos operários que, no trabalho,
mantivessem a espada sempre ao lado e perto de si os seus escudos, para deles
se servirem em caso de necessidade. Colocou trombeteiros de quinhentos em
quinhentos passos, para dar o alarme e obrigar o povo a tomar logo as armas se
aparecessem os inimigos. Ele mesmo fazia, durante toda a noite, a ronda pela
cidade. Para fazer o trabalho progredir não bebia, não comia e não dormia,
exceto quando obrigado pela necessidade. Isso ele fez não por pouco tempo,
mas de forma contínua pelo espaço de vinte e sete meses, que foi o quanto
empregaram na restauração das muralhas da cidade. Por fim, a obra foi
concluída, no nono mês do vigésimo oitavo ano do reinado de Xerxes.
Então Neemias e todo o povo ofereceram sacrifícios a Deus e passaram
oito dias em festas e banquetes de regozijo, o que causou aos sírios visível
desprazer. Neemias, vendo que Jerusalém não estava bastante povoada,
induziu os sacerdotes e os levitas que moravam no campo a vir para a cidade
morar nas casas que ele mandara construir e obrigou os camponeses a lhes
trazer os dízimos (o que eles fizeram com prazer), a fim de que nada os pudesse
impedir de se dedicar inteiramente ao serviço de Deus. Assim, Jerusalém
povoou-se, e esse grande homem, após realizar ainda outras coisas dignas de
mérito, morreu em idade avançada. Era um homem tão bom, justo e zeloso do
bem de sua pátria, a quem ela é devedora de tantos benefícios, que a sua
memória jamais há de perecer entre os judeus.",