Assim, ele se lançou em uma guerra implacável contra seu benfeitor, desconsiderando completamente as leis da amizade, a obrigação dos juramentos, os laços familiares e os tratados já existentes. Pois o benevolente imperador lhe dera uma prova de sincera afeição ao conceder-lhe a mão de sua irmã, outorgando-lhe, assim, o privilégio de um lugar na linhagem familiar e em sua própria antiga descendência imperial, investindo-o também com o posto e a dignidade de seu colega no império. Mas o outro seguiu o caminho oposto, empregando-se em maquinações contra seu superior e arquitetando diversos meios para retribuir o favor de seu benfeitor com injúrias. A princípio, fingindo amizade, agiu com astúcia e traição, esperando assim conseguir ocultar seus planos; mas Deus permitiu que seu servo percebesse os esquemas assim tramados nas trevas. Descoberto, porém, em suas primeiras tentativas, recorreu a novas fraudes; ora fingindo amizade, ora alegando a proteção de tratados solenes. Então, subitamente, violando todos os seus compromissos e implorando perdão às embaixadas, mas depois de vergonhosamente descumprindo sua palavra, ele finalmente declarou guerra aberta e, tomado por um desesperada obsessão, resolveu dali em diante pegar em armas contra o próprio Deus, cujo adorador ele sabia que o imperador era.