Toda a humanidade já se uniu para celebrar com alegres festividades a conclusão do segundo e terceiro período decenal do reinado deste grande imperador; já o recebemos como um conquistador triunfante na assembleia dos ministros de Deus e o saudamos com a devida honra de louvor no vigésimo aniversário de seu reinado; e, mais recentemente, tecemos, por assim dizer, grinaldas de palavras com as quais circundamos sua sagrada cabeça em seu próprio palácio, no trigésimo aniversário.
Mas agora, embora eu deseje expressar alguns dos sentimentos habituais, encontro-me perplexo e incerto sobre qual caminho seguir, completamente absorto em admiração diante do extraordinário espetáculo que se apresenta diante de mim. Pois, para qualquer direção que eu olhe, seja para o leste, para o oeste, para o mundo inteiro ou para o próprio céu, em todo lugar e sempre vejo o bendito ainda administrando o mesmo império. Na terra, contemplo seus filhos, como novos refletores de seu brilho, difundindo por toda parte o fulgor do caráter de seu pai, e ele próprio ainda vivo e poderoso, governando todos os assuntos dos homens de forma mais completa do que nunca, multiplicando-se na sucessão de seus filhos. Eles já haviam tido a dignidade de Césares; mas agora, investidos de sua própria essência e agraciados por suas realizações, pela excelência de sua piedade, são proclamados com os títulos de Soberano, Augusto, Venerável e Imperador.