Diante da recusa dos cidadãos em atender às suas exigências, eles deixaram Prisco ali e, capturando Germano, que então comandava a Fenícia da Líbia, o elegeram seu general e imperador, enquanto ele resistia e eles se tornavam cada vez mais insistentes; e assim surgiu uma luta, da parte de um para escapar da coerção, e dos outros para impor seu objetivo. Depois de o ameaçarem de morte, a menos que aceitasse o cargo oferecido, e ele, por sua vez, aceitar prontamente a alternativa, negando todo medo e consternação, eles passaram a usar certas severidades e métodos de crueldade que pensavam que ele não seria capaz de suportar; pois não supunham que ele demonstrasse maior resistência do que a força da natureza e sua idade permitiam. Submetendo-o à prova inicialmente com cautela e parcimônia, conseguiram forçá-lo a ceder às suas exigências e a jurar solenemente que lhes seria fiel. Assim, o obrigaram a ser seu governante sob domínio, seu soberano súdito, seu senhor em servidão. Então, expulsando-os os oficiais de todas as patentes, elegeram outros em seus lugares, insultando abertamente o governo imperial. Trataram os provincianos, em geral, com menos severidade do que os bárbaros, mas de uma maneira muito diferente da de aliados ou servidores da república: pois não cobravam suas provisões de acordo com medidas ou pesos estabelecidos, e não se contentavam com os alojamentos que lhes eram atribuídos; mas a vontade de cada indivíduo era a regra, e seu capricho, uma medida estabelecida.