Tendo-lhes assim dirigido-se, acompanhando suas palavras com muitas lágrimas, ele operou uma mudança instantânea na mente de todos, como se por algum impulso divino. Imediatamente pediram permissão para se retirarem da reunião e deliberarem entre si sobre o caminho a seguir. Após um breve intervalo, retornaram e se colocaram à disposição do bispo. Contudo, ao ser mencionado o nome de Filipo, para que eles próprios lhe solicitassem um comandante, declararam que todo o exército havia se comprometido nesse ponto com juramentos temíveis; mas o bispo, imperturbável por isso, sem a menor demora, disse que era bispo por permissão divina e tinha autoridade para ligar e desligar tanto na terra quanto no céu, e ao mesmo tempo citou o oráculo sagrado. Tendo cedido também nesse ponto, ele propiciou a Divindade com súplicas e orações, administrando-lhes, ao mesmo tempo, a comunhão do Corpo Imaculado; pois era o segundo dia da Semana Santa da Paixão. Após ter oferecido um banquete a todos, cerca de dois mil, em camas improvisadas na relva, ele retornou para casa no dia seguinte. Ficou também combinado que os soldados se reuniriam onde bem entendessem. Gregório, então, enviou mensageiros a Filipo, que na época se encontrava em Tarso, na Cilícia, com a intenção de seguir imediatamente para a cidade imperial; e relatou esses acontecimentos ao governo, comunicando ao mesmo tempo a súplica dos soldados a respeito de Filipo. Assim, encontraram-se com Filipo em Teópolis e, utilizando aqueles que haviam sido admitidos a participar da regeneração divina para intercederem por eles, curvaram-se em súplica diante dele e, ao receberem uma solene promessa de anistia, retornaram ao seu posto. Tal foi o desenrolar desses eventos.