1 Como és bela, minha amada, como és bela!... São pombas teus olhos escondidos sob o véu. Teu cabelo... um rebanho de cabras ondulando pelas faldas de Galaad.
2 Teus dentes... um rebanho tosquiado subindo após o banho, cada ovelha com seus gêmeos, nenhuma delas sem cria.
3 Teus lábios são fita vermelha, tua fala melodiosa; metades de romã são teus seios mergulhados sob o véu.
4 Teu pescoço é a torre de Davi, construída com defesas; dela pendem mil escudos e armaduras dos heróis.
5 Teus seios são dois filhotes, filhos gêmeos de gazela, pastando entre açucenas.
6 Antes que sopre a brisa e as sombras se debandem, vou ao monte da mirra, à colina do incenso.
7 És toda bela, minha amada, e não tens um só defeito! —
8 Vem do Líbano, noiva minha, Vem do Líbano e faz tua entrada comigo. Desce do alto do Amaná, do cume do Sanir e do Hermon, esconderijo dos leões, montes onde rondam as panteras.
9 Roubaste meu coração, minha irmã, noiva minha, roubaste meu coração com um só dos teus olhares, uma volta dos colares.
10 Que belos são teus amores, minha irmã, noiva minha; teus amores são melhores do que o vinho, mais fino que os outros aromas é o odor dos teus perfumes.
11 Teus lábios são favo escorrendo, ó noiva minha, tens leite e mel sob a língua, e o perfume de tuas roupas é como a fragrância do Líbano.
12 És jardim fechado, minha irmã, noiva minha, és jardim fechado, uma fonte lacrada.
13 Teus brotos são pomar
14 Teus brotos são pomar de romãs com frutos preciosos:
15 nardo e açafrão, canela, cinamomo e árvores todas de incenso,mirra e aloés, e os mais finos perfumes.
16 A fonte do jardim é poço de água viva que jorra, descendo do Líbano!
17 Desperta, vento norte, aproxima-te, vento sul, soprai no meu jardim para espalhar seus perfumes. Entre o meu amado em seu jardim e coma de seus frutos saborosos!