Teologia Pastoral
– O Pastor Segundo a Bíblia

TEOLOGIA
PASTORAL
Bacharelado em
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SUMÁRIO
1 – INTRODUCAO…………………………………………………………………………………………3
2 – TEOLOGIA PASTORAL……………………………………………………………………………..3
2.1. TEOLOGIA MINISTERIAL…………………………………………………………………………………3
2.2. UMA BASE BÍBLICA PARA O MINISTÉRIO …………………………………………………………….4
3 – VOCAÇÃO ……………………………………………………………………………………………..5
4 – QUALIFICAÇÃO………………………………………………………………………………………6
4.1. BIBLÍCO NEO-TESTAMENTÁRIO………………………………………………………………………..6
4.2. QUALIFICAÇÃO FORMAL ………………………………………………………………………………..7
4.3. QUALIFICAÇÃO INFORMAL………………………………………………………………………………7
4.4. CAPACIDADE CONTEXTUAL …………………………………………………………………………….8
5 – COMPORTAMENTO DO MINISTRO……………………………………………………………..8
5.1. EM CASA………………………………………………………………………………………………….8
5.2. ENTRE O POVO…………………………………………………………………………………………..9
5.3. NO PÚLPITO ………………………………………………………………………………………………9
6 – O IDEAL DO MINISTRO ……………………………………………………………………………9
7 – A ORGANIZAÇÃO DA IGREJA …………………………………………………………………. 10
8 – O HOMEM, O ESPOSO, O PAI E O PASTOR ……………………………………………….. 10
9 – VIDA DEVOCIONAL: MINISTÉRIO, SOFRIMENTOS E RECOMPENSAS …………….. 11
10 – ÉTICA……………………………………………………………………………………………… 11
10.1. A ÉTICA E DEUS ……………………………………………………………………………………….12
10.2. A ÉTICA NO MINISTÉRIO………………………………………………………………………………13
10.3. ÉTICA NA FUNÇÃO PASTORAL ………………………………………………………………………..13
11 – PASTOR: LÍDER NA SOCIEDADE ORGANIZADA ………………………………………. 14
11.1. A COMUNIDADE DE FÉ E SEU LÍDER ……………………………………………………………….14
12 – UM HOMEM, LÍDER RELIGIOSO…………………………………………………………… 14
13 – CORAÇÃO DE PASTOR, ESPÍRITO DE PASTOR……………………………………….. 15
14 – MISSÃO INTEGRAL……………………………………………………………………………. 16
15 – AÇÃO SOCIAL, MINISTÉRIO PASTORAL ………………………………………………… 17
16 – TEOLOGIA SOCIAL: UMA NOVA INTERPRETAÇÃO BÍBLICA? …………………….. 18
17 – O ESPIRITO SANTO NO LABOR PASTORAL ……………………………………………. 19
18 – REVELAÇÃO SALVÍFICA: SENSIBILIDADE MISSIONÁRIA NUMA CONCLUSÃO
OBJETIVA…………………………………………………………………………………………………. 20
19 – ADENDO – CERIMONIAS……………………………………………………………………… 21
19.1. CEIA ……………………………………………………………………………………………………..21
19.2. CERIMÔNIAS FÚNEBRES………………………………………………………………………………21
19.3. CASAMENTO…………………………………………………………………………………………….21
19.4. CERIMÔNIAS CÍVICAS E FORMATURAS………………………………………………………………22
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1 – INTRODUCAO
“Os homens cobiçam, mas não sabem o que; eles caminham, mas perdem a
trilha de chegada; eles lutam e competem, mas esquecem o prêmio. Eles espalham
a semente, mas se recusam a cuidar do solo nas devida estações. Eles buscam
poder e gloria, mas perdem o significado da vida.” (George Gilder).
Excelente obra almejam os que são chamados, vocacionados por Deus para
servirem. Porém, parece que uma desarmonia paira nas mentes de muitos que
vêem para servirem nos ministérios diversificados, existentes hoje no Corpo de
Cristo; onde o lema humano de liderança ou de cabeça toma uma forma mais
abundante, e não menos diferente, do que fala a Bíblia. Parece que o lema eu nasci
para comandar e mandar tem tomado espaço nos corações dos que foram
chamados para servir. Logicamente se respeita e se acata as funções e ministério de
liderança, onde o seu papel se tem como muito importante, porém não sobrepondo
aos demais; onde se pesa a mesma responsabilidade, pois o Dom Supremo dado pôr
Deus, o Espírito Santo, detém o poder de dar ou se manifestar de diversificadas
maneiras e nas mais diversas pessoas, conforme o apraz . Assim que, nada temos
de nós mesmos, pois tudo é dEle, a obra bem como o obreiro.
Se escuta o cambiar ou a desarmonia da vocação, de responsabilidades com a
de privilégios; sou cabeça e não cauda, mas o que não pensam é que devido a
tamanha responsabilidade que ser o cabeça trás, é que se existe após, a condição
de levar o corpo, direcionar o corpo; isto faz com que muitos, as vezes, desejem ser
um pouco cauda; isto para serem ou terem seu tempo de serem conduzidos e
direcionados.
O que também é bom lembrar é que os ataques sempre são na parte vital do
corpo, e talvez não seja tão ruim assim ser ou ter a posição de cauda, não que haja
uma covarde aqui, mas sim um pensar humano; tanto porque, todos tem o seu
devido lugar e sua devida função no corpo; não é em vão que Deus, através do Dom
Supremo, determina o que cada um terá ou será na missão. Responsabilidades e
privilégios se completam, bem como o gozo do trabalho, sendo este onde for deve
preencher nossas vidas. A nossa salvação e alento se baseia na pessoa de Cristo
Jesus, o cabeça do corpo. Pôr Ele fomos chamados, vocacionados, direcionados e
preparados. “Aquele que começou a boa obra, é fiel em completa-la” Gal. 1 verso 15;
Rom 8 verso 28 a 30; Hebreus 12, versos 2,3,11.
2 – TEOLOGIA PASTORAL
Ciência que trata dos fundamentos bíblicos para o ministério pastoral, bem
como das relações do pastor quanto ao seu trabalho, igreja, família, mundo etc.
Mas talvez podemos analisar que esta Teologia Pastoral, a qual pode se confundir,
as vezes, com a Psicologia Pastoral, deveria se iniciar desde de uma visão bíblica
antropocentrica, ou seja, o homem enquanto ser, e em si mesmo; tanto o homem
como ser emissário de Deus, como o homem sendo o alvo. O mais importante, o
homem, depois suas demais relações, família, igreja, mundo etc.
2.1. Teologia Ministerial
Esquadrinhar uma teologia ministerial não deixa de ser uma tentativa de se
tentar falar ou referir-se num mundo de percepções que se dão com muita
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sensibilidade espiritual. Sendo então que, nós nos atamos, em poucas partes deste
todo, mas que demonstram um esboço da teologia pastoral. Teologia Ministerial
implica também os vários ministérios manifestados, como numa engrenagem, a
engrenagem do Reino, onde junta as peças, todas são de importância relevante para
o bom desenvolvimento da missão da igreja (missio eklesia), seja liderança, louvor,
evangelismo, educação, pastoreamento, misericórdia, intercessão etc.
2.2. Uma Base Bíblica Para o Ministério
O homem não pode criar um relacionamento com Deus no sentido de
conhecimento, pois isto seria contraditório sendo o homem criatura limitada. O
conhecimento de Deus pelo o homem somente se manifesta se o próprio Deus se
der a conhecer.
Mas este princípio, de aventurarmos a fazer teologia, se dá mediante a
revelação de Deus; revelação esta que o homem procura sempre acrescentar ou
desvirtuar. O que é axiomático é a realidade de que Deus se revelou ao homem
dando demonstração de amor e desejo profundo de relação. “O homem traz em si
mesmo o sentimento ao intranscedente, absoluto e como diria Barth em sua
teologia, ao Deus totalmente outro”. Ao que afirmamos, que o homem tem em si
mesmo a prova desta revelação que é este desejo a Deus e este sentir de buscá-lo,
Santo Agostinho chama de “semem religionis”. O homem tem em si isto, uma prova
de sua revelação no homem e ao homem, além de muitas outras já conhecidas
como a revelação natural, moral, escrita, encarnada e cultural, como dogmatismo já
definido na teologia sistemática. Mas o que é importante ressaltar, e nem mesmo
temos o que mais comentar, é que tudo que somos ou temos vem dEle.
Jesus Cristo é a máxima revelação de Deus, expressão plena de seu amor para
com o homem
Nesta conclusão, observamos que Deus tem o homem como o mais importante
seja ele quem seja ou como esteja. Assim a Bíblia trás referencias do seu IDE,
visando o homem , objeto de seu amor.
Neste contexto, de que Deus deseja este relacionamento podemos rever dados
bíblicos para formação de uma teologia pastoral. Pôr exemplo: Quando a Bíblia
trás palavras do próprio Jesus “ Eu vim para …”, Meu Pai me enviou para …”, Eu
fui enviado para …”. Toda teologia que nós aventuramos formalizar seria dentro de
uma focalização cristocêntrica na missão e construção de uma teologia pastoral,
esta frase “fui enviado …”, não tem menos que 40 vezes”.
Não venho de min mesmo, mas sim que fui enviado pôr Aquele que é
verdadeiro, o qual vocês não o conhecem, Eu o conheço pôr que procedo dEle e foi
Ele que me enviou- Jo 7:28
Assim que, como Tu me enviaste ao mundo, Eu também vos envio Jo 17:18.
“Os termos mais importantes ou destacados são enviar ou vir, e são termos
usados constantemente. Os apóstolos estão sempre envolvidos a estes termos que
sempre, também, os estão usando, como é o caso de Galatas 4:4 Quando chegou a
plenitude dos tempos, Deus enviou a seu Filho…; e o caso de I Jo 4:9 NEle se
manifestou o amor de Deus pôr nós, que enviou seu Filho único ao mundo para que
vivêssemos pôr Ele”.
A questão teológica está aplicada num contexto; vir revelação e vir
escatológico. Referindo-se também a um constante vir no sentido de sempre estar
se adorando e servindo, pois a Divindade está sempre neste relacionamento do céu
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para com a terra; e neste vir, de revelar-se e de se manifestar escatológico (Ap 1:7;
22:7;22:17,20; 1:4-8; 4:8). Além destes versos outros permeiam a idéia de vir, ir,
sair, e o ofício sacerdotal, (Jo 7:16; 5:36; Mt 9:13; Jo 10:10; 12:46). Assim descreve
o comentarista e escritor: “Como o ser envolve a totalidade do universo assim
também o vir envolve a totalidade do ministério cristão.
No decorrer de sua mensagem ou do desenvolvimento de sua reflexão vemos
um tempo onde a igreja se torna instrumento desta missão, sendo ela capacitada,
comissionada e enviada pôr Jesus Cristo. Estes textos acima fazem uma referência
específica a Jesus e a Missio Dei, mas a igreja passa a receber referência que agora
a responsabilidade lhe pertence, e as citações bíblicas são a ela direcionadas.
Jesus os deu o nome de enviados, Apóstolos (Mt10:2, 5, 6 …; Mt 28:19; Jo 20:21.
Pôr outro lado é muito bom, e necessário, ressaltar a teologia pastoral
que além de bíblica e cristocêntrica, que logicamente não poderia de deixar de ser,
tem sua ênfase caracterizada, esta pôr alguns pontos, que são eles: “Proclamação,
Ensino, Serviço, Comunhão, Profecia e Adoração”.
• Ensino. Este é o aspecto disciplinar e formativo da igreja. Era a primazia
do ministério de Jesus. Mt 4:23; 9:35; 7:29; Mc 1:22; 9:31; Lc 19:47; Jo
7:14; At 15:35; Col 1:28.
• Proclamação. Este tem haver com o aspecto “kerigmático” da igreja. Esta
afirmação é enfática e axiomática pois nada, ninguém ou até qualquer
instituição tem tamanho privilégio de ser proclamadora do Reino de Deus.
O Dom maior, Espírito Santo, com suas ferramentas, são presentes para a
igreja cumprir o seu ministério. Mt 4:23;9:35; 10:7; Mc 16:15; Lc 24:47; Jo
20:21-22; At 1:8; 10:42; Rom 10:8-17.
• Serviço. Ressaltamos aqui o aspecto diaconal (Diaconia e a palavra grega
para serviço) Mt 9:36; 25:31-46; Lc 10:25:37; Jo 1:14; At 2:44-47; Gal 6:9-
10.
• Comunhão. Esta palavra deriva do grego koinonia, denota um pensamento
homogêneo dos que se dizem cristãos e fazem parte de um mesmo corpo; é
uma convivência e edificação. Mt 18:15-22; Rom 13: 8-10; I Cor 13:4-7; IJo
1:7-11; Jo 17; At 2:42.
• Profecia. A igreja nunca poderá deixar este aspecto, pois faz parte de sua
natureza mesma, ser profética. Aqui se mostra ou se ressalta a igreja como
a boca de Deus no sentido a denunciar o pecado e suas formas ou
estruturas de pecado, tanto individual como organizado. Mt 3:7-10; 14:1-
12; 23:13-36; At 4:18-20; 5:27-32; 22:26.
• Adoração. Como um dos principais privilégios da igreja, e função, é ser
adoradora. A igreja é uma comunidade de louvor, exaltação e adoração. Mt
28:17; Lc 22:31-32; Jo 4:20-23; Jo 17; ICor 14:23-25; I Tim 1:1-4; Ez
22:30; Ap 7:9-12; 22:9.
Aqui desenvolvemos uma teologia que não se aplica sem a atividade da igreja.
Cabe a igreja entende-los e realiza-los, jamais negligencia-los. A primazia deste
ensino e teologia logicamente vem da Teologia Pastoral.
3 – VOCAÇÃO
“Sacro santa é a vocação”, Depois de um esboço sobre uma base bíblico
teológica sobre o ministério pastoral devemos nos deter um pouco sobre esse
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específico chamado, onde generalizando, devemos nomear como o “sacerdócio de
cada cristão” onde nenhum é isento, pois todos devemos ser testemunhas. Mas
vocação específica para o desenvolvimento da missão é delimitarmos a discussão no
aspecto da verdade existente e convicção latente de determinado serviço dentro da
engrenagem do Reino.
• I Tim 3:1 (Excelente obra)
• Rom 11:29 (Vocação é irrevogável)
• I Cor 1:26-30 (Vocação não é obra carnal e ou material)
• Ef 4:1-6 (Características do vocacionado)
• II Tim 1:8-10 (Santa vocação segundo propósito de Deus).
Ser vocacionado expressa muitos aspectos bem individuais e específicos para
cada um, porém permita-me citar alguns para uma reflexão sobre o que é ser e
como entender ser um vocacionado:
Ter convicção particular e íntima, mesmo que lhe seja notório que isto se
requer como sendo o ‘Sacrifício do altar”.
Entender que a seu devido tempo (Kairós), e não ao nosso (Cronos), a
capacitação, bem como o preparo e unção vem; o que traduz numa submissão
constante à Deus em tudo que realizamos. Seja este através do Dom em si e dos
talentos.
A igreja, como corpo de Cristo, reconhecerá ministério e vocação. Ela será
como o instrumento de confirmação e aceitação. Cabendo aqui um adendo de que
não existe definição de ministério se o mesmo não for manifesto pela própria igreja.
Vocação não se pode confundir com função. A função se extingue a vocação
não.
Que há benção em tudo que se faz na obra de Deus, mas o importante não é
fazer algo para Deus e sim o que Ele realmente requer. Mesmo no ministério somos
ativistas, “tapa buracos”, mas temos que buscar conhecer o que Ele tem preparado
especificamente.
Assim que, vocação pode ser compreendida de dois modos:
• Geral (Jo 3:16 Mat 28:18-19; o sacerdócio de cada crente nos méritos da
morte de Cristo).
• Específica (Ef 4:8-12. Onde se manifesta a soberania de Deus nestes
desígnios estritamente pessoal e individual).
4 – QUALIFICAÇÃO
4.1. Biblíco Neo-Testamentário
No N.T. vemos a eficácia do trabalho de estabelecimento da igreja,
primeiramente por ocasião do mover do Espírito Santo em Pentecoste, na tarefa
delegada a igreja da misio eklesia (missão da igreja) manifestada na diversidade
cultural presente naqueles dias. “Então, designou doze para estarem com Ele e para
os enviar a pregar e a exercer a autoridade de expelir demônios” Marcos 3:13-14. O
termo “para” (= a fim de que) vem do grego “hina” e permite somente uma
conclusão: o período que os díscipulos passaram com Jesus e Ele os “enviou” a
pregar (grego = proclamar). Mas o termo no N.T. é “DISCIPULO” (literalmente é a
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pessoa que segue com a intenção de aprender) era mais que um seguidor ; o aluno
deixava sua casa, seus pais, parentes e se dedicava a absorver no cotidiano do
RABI, o seja do mestre. Jesus basicamente tinha o seguinte projeto, segundo a
analise do hermeneuta:
• Nenhum díscipulo devaria deixar e desfrutar da vida do Mestre;
• Jesus dava autoridade e responsabilidades;
• Os díscipulos foram instruídos sobre Reino, igreja e humildade. Em resumo
podemos ressaltar que os discípulos tivessem o caráter de Cristo.
A liderança foi estabelecida, de entre aqueles que aos pés do Mestre estavam; e
posteriormente, saindo fronteiras afora dos limites judaicos, iniciando por Barnabé
numa visão da igreja para com outros povos, posteriormente passado a Paulo, onde
sistematiza seu trabalho, na valorização do povo gentil convertido, no levante de
liderança nativa e preparada, na edificação de igrejas em cidades estrategicamente
pré-estabelecidas, na confirmação dos pastores, no zelo da correção, na supervisão
4.2. Qualificação Formal
Ao contrário de uma secularização de nossa fé, o fator preparação é
fundamental para o vocacionado. Hoje temos uma consciência da exigência do povo
para o qual se prega; mas, mais do que isto é a capacidade ser melhores do que
somos para edificação do Reino de Deus. Um inimigo cada dia latente em nosso
meio da reflexão teológica é a secularização da preparação dos obreiros e a
elitização. Mas se faz necessário se Ter o conhecimento. “Errais em não conhecer as
Escrituras (doutrina) e nem o poder de Deus (unção)”. A qualificação formal
equilibra e dá sólida consciência para as formalidades cerimoniais que o ministro
deve estar à frente, desde uma consagração de crianças, ao batismo, sacramentos
diversos, sermões, funerais, aconselhamentos, discursos formais religiosos, e até
mesmo para se Ter a adequada atitude de informalidade num culto bem
“pentecostal” se deve buscar o entendimento e a boa atitude. Muitos acreditam ser
desnecessário o estudo pois Deus encherá a boca de palavras no momento da
pregação. De uma certa forma sim, mas se somos tão incapazes de buscar saber
bem o que falaremos não somos exemplo de dedicação e empenho. Um bom
ministro deve saber manusear bem a Palavra da verdade, não numa ótica ou
cosmovisão simplista superficial, mas ética e verdadeira, mesmo quando desagrade
os que se tem como ouvintes. O compromisso de buscar saber e estudar não é
vaidade ou outro tipo de glória particular; é compromisso com a obra dentro de
uma visão ministerial apurada, recheada com humildade e soberania de Deus.
4.3. Qualificação Informal
Não vemos tanta dificuldade em explanar sobre este tema, pois a
informalidade e a facilidade de se quebrar uma ética espiritual institucionalizada ou
humanamente estruturada, Deus é quem “entende” muito disto; como foi com a
Samaritana, referindo-se contrário ao pensamento então existente (se em Jerusalém
ou no Monte é onde se deveria adorarar, pois assim se ensinava a tradição
institucional judaica). Toda experiência com Deus é bem particular e pessoal, mas a
dificuldade está em saber administrar o que Deus nos dá.
Para demonstrar esta latente incapacidade atual, há quantas ovelhas que
dizem não necessitarem de pastor e ensino, são pastores de si mesmos; e na
maioria sem vínculos com igreja ou ligação denominacional nenhuma. Eis o perigo:
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a solitária e particular visão de formar o seu próprio reino, de orgulho, dentre
outras das vãs glórias humanas e medíocres. Mas uma arma imbativel é quando o
relacionamento pessoal e particular é amparado por um sobre modo sentimento de
dependência de Deus. Eis a chave de vitória em tudo quanto vamos realizar, seja
desde uma área técnica às mais diversas formas ministeriais existentes. Nosso
maior temor são as chamadas “experiências” espirituais que estão longe de uma
unidade e conformidade com a Palavra e Deus, sobrepondo às autoridades no
Senhor, ferindo a ética cristã e absorvendo, o que é pior, tudo em nome de uma sã
religiosidade.
4.4. Capacidade Contextual
Essa área é a qual o ministro é capaz de se adequar ao local, povo, condições
diversas, cultura etc; tudo após minucioso estudo, sendo um visionário,
estrategista, visão espiritual para ver oportunidade para desenvolver seu ministério
em muitas áreas, ver a oportunidade de crescer onde ninguém viu, fazendo brotar
uma veia talentosa, dons naturais, espontâneo e carismático. Um exemplo disto é o
livro “O Apóstolo dos Pés Sangrentos”.
5 – COMPORTAMENTO DO
MINISTRO
5.1. Em Casa
Ter uma esposa dedicada é de grande proveito. Temos necessidades de
orientação Divina na escolha da companheira para toda a vida. João Wesley foi um
exemplo notório dos obstáculos que um homem terá que enfrentar se cometer o
erro na escolha da esposa (Pv. 18. 22 / Lc. 10. 1 / Ec. 4. 1 – 12).
Uma relação conjugal de paz e amor é essencial para a espiritualidade e o
progresso. É da vontade de Deus que o pastor e sua esposa se conduzam no lar
como padrão para os crentes (Tt. 2. 7). A Igreja certamente notará como a família do
pastor se porta e fará comentários a respeito (Ef. 5. 25 – 33 / 1Co. 7. 1 – 5).
O sucesso do marido obreiro depende, em grande parte, do bom
comportamento de sua esposa. Ela pode, verdadeiramente, fazer ou desfazer o
trabalho do marido, pois está tão próxima dele, que tem condições de influenciá-lo
do modo mais decisivo (1Tm. 3. 11 / 1Pe. 4. 15).
Governar bem a família é necessário para o sucesso na obra pastoral. Ver os
exemplos de Eli e Abraão (1Tm. 3. 4 / 1Sm. 3. 13 / Gn. 18. 17 – 19 / Ef. 6. 4).
A. Regras certas na família:
• Cultos domésticos – Infelizmente, uma raridade.
• Pontualidade nos horários – Estipular horas de dormir, de acordar, de
trabalho, de lazer, de estudo, etc.
• Higiene – Uma carreira de vitórias na vida de um pastor, depende de uma
série de fatores, e a higiene pessoal e higiene no lar fazem parte desse
conjunto.
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5.2. Entre o Povo
Na rua, como embaixador ou representante de Cristo (2Co. 5. 20 / Fl. 4. 5),
visitando os crentes e incrédulos, com prudência (Cl. 4. 5 – 8).
A visitação é de suma importância para o crescimento da Igreja. Deve-se
visitar especialmente os enfermos, os que se ausentam dos cultos, e também os
desinteressados. Preferivelmente, visitar os lares em companhia da esposa. A
gentileza, o tato e as boas maneiras devem estar presentes na vida do ministro no,
seu relacionamento com qualquer pessoa.
5.3. No Púlpito
• Aparência. Roupas simples e limpas. Estar barbeado. As roupas em ordem,
a gravata colocada corretamente, a camisa devidamente abotoada, os
sapatos limpos e engraxados. Os cabelos penteados.
• A Posição do Corpo. Não se deve sentar escarrapachando-se na cadeira,
nem balançar as pernas. Ao levantar-se para pregar, deve fazê-lo com
serenidade, deliberação e respeito. Não convém se escorar no púlpito.
• Os Gestos. De conformidade com as palavras. Não devem ser exagerados.
Evitar imitações de outros pregadores. Quando estiver pregando não se
deve manusear nervosamente qualquer objeto na mão, ou abotoar e
desabotoar o paletó, olhar a todo momento para o relógio. Estas coisas
tiram a atenção do auditório, que deixa de ser abençoado pelo sermão.
• A Voz. Que as palavras soem em voz alta e suficientemente clara para
serem entendidas por todos, mas ao mesmo tempo natural, sem serem
articuladas forçadamente. Deve-se evitar a tonalidade artificial, de falsa
unção e efeitos estudados.
• Deve-se Evitar a Gritaria sem Sentido. Só para impressionar. Evite-se
também um tom baixo demais e monótono. Fazer pausas nas horas certas.
Controlar o volume e tom da voz de acordo com o ambiente. O pastor deve
cuidar bem de sua voz, conservá-la, pois é uma ferramenta indispensável
para o seu trabalho.
• Maus Hábitos a Evitar. Nada de dizer que não está preparado para sua
tarefa ou é incapaz. Isso diminui a expectativa em relação à sua imagem. Se
Deus te chamou para tarefa da pregação, certamente Ele te capacitou para
o trabalho. Procurar usar a língua portuguesa o mais correto possível.
Evitar as gírias ou brincadeiras desnecessárias.
6 – O IDEAL DO MINISTRO
A vida mais abundante é o alvo ideal do ministro. A compreensão do seu
ministério e o seu objetivo são de muita importância a ele.
Ele não só busca a verdade para conhecê-la, mas para usá-la de modo prático,
para produzir vida espiritual.
A Bíblia tem passado pelo fogo do cristianismo racionalista, mas nada sofreu
com isso. O pregador não precisa defender a Bíblia, mas usá-la para produzir
resultados na vida dos que ouvem. A Bíblia se defende a si mesma.
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Não há trabalho mais sublime que o de ministro. Estes são os homens que
Deus conta nessa terra. São os profetas para esta geração, entretanto a
responsabilidade é imensa. Porém, Deus nunca decepcionou aqueles que nEle
confiam e pregam a Palavra com intrepidez.
7 – A ORGANIZAÇÃO DA IGREJA
Uma das figuras que o Novo Testamento usa para a Igreja é o corpo. Ora uma
das características principais de um corpo é a organização. Isso em vista da
posição, função e capacidade dos diferentes membros. Se essa diversidade não for
organizada, resultará em confusão.
O propósito da organização é tríplice.
1. Em primeiro lugar, a Igreja precisa moldar-se à natureza de Deus. Ele é
um Deus de ordem. Sua criação funciona com precisão, com cada coisa no
seu devido lugar. No princípio do livro de Gêneses, lemos a história de um
Deus organizando o caos primitivo. Como poderia a Igreja, que é o corpo de
Cristo, ser desorganizada?
2. Em segundo lugar, a organização visa a eficiência. Há muito trabalho a
fazer e o tempo é pouco. Se não houver uma perfeita coordenação na Igreja,
perder-se-a muito tempo fazendo pouco trabalho.
3. Em terceiro lugar, a organização evita a má distribuição de atividades,
assegura o controle, sem ocorrer injustiça no seio da Igreja.
8 – O HOMEM, O ESPOSO, O PAI E
O PASTOR
A Psicologia Pastoral, área esta, como antes já referimos, é uma nova
disciplina alinhada no contexto da Teologia Pastoral. Quando envolvemos no
trabalho ministerial pastoral, envolvemos numa tarefa de se dar ao próximo, e as
vezes numa intensidade maior do que podemos imaginar. Dai vem a necessidade da
psicologia para nos ensinar a não nos envolver ao ponto de observarmos uma
dependência de ambas as partes. A isso chamamos de transferência e contratransferência,
bem como nos ensina uma ótica de prioridades cristãs, num senso de
valores bem definidos, onde o exemplo é o maior testemunho para este ponto
definimos o resumo do livro “Pastores em Perigo”. A visão de um profissionalismo
ministerial, sem exageros numa humana racionalização, tem crescido muito.
Existem muitas lacunas no trabalho pastoral devido a falta de conhecimento básico
em aconselhamento, em saber simplesmente saber ouvir, em questões éticas, com
erros primários de imprudência.
A principal falha podemos ressaltar é a errônea prioridade familiar de
ministros, onde seus exemplos convergem a uma total alienação e desconforto.
Muitos pastores são excelentes empregados eclesiásticos, bons pastores à frente da
igreja, mas desqualificados; principalmente por crerem que a igreja é a prioridade
de sua vida e ministério. Não conseguem tirar tempo para lazer, passeio ou
qualquer divertimento com a família por acharem ser quase um pecado e dor na
consciência. As lacunas deixada pela falta de visão para com nosso lado humano e
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familiar pode ser manifestas posteriormente nas muitas transferências que surgem
em meio ao cotidiano pastoral. Pastores correm perigo.
9 – VIDA DEVOCIONAL:
MINISTÉRIO, SOFRIMENTOS E
RECOMPENSAS
Uma frase foi dita “Deus não tem compromisso de fidelidade conosco, Ele tem
fidelidade com sua Palavra e sua Palavra é repleta de bênçãos e promessas de Deus
para os que a cumprem; e assim sendo manifesta a sua fidelidade para conosco”.
Um “mega-evangelista” respondeu a uma repórter quando perguntado qual a
razão que ele próprio atribuía a seu “deslize” moral, e assim respondeu: “Meu erro
foi em descuidar de meu devocional diário”. Uma certa pessoa ao passar e ver que
seu pastor estava trabalhando limpando seu lote e cuidando do asseio de sua casa
disse: “muito bem meu pastor gosto de lhe ver assim trabalhando esforçado” e o
pastor nada lhe respondeu. Ao retornar observou que seu pastor estava sentado,
com roupa limpa, Bíblia do lado, muito quieto e pensativo. O irmão então disse: “Ei,
meu pastor, em pleno meio-dia descansando? O pastor não se conteve e respondeu
de forma natural: “A primeira vez que você passou eu estava me distraindo, agora
eu estou trabalhando por você”.
Um ativismo religioso atrapalha, e muito, nossa vida ministerial e pessoal.
Gostaria de ver que irmãos investissem mais em suas famílias, pois se neste ponto
for bem sucedido o ministério e a igreja só tem a ganhar. A oração, o sermão vivido
e preparado, o tempo a sós com Deus, uma cumplicidade espiritual com o cônjuge,
a ministração do esposo sobre a esposa e da esposa sobre o esposo é de
fundamental importância para uma sólida estrutura para um pastorado de
sucesso.
A maioria dos fracassos vem de uma infeliz atitude de menosprezar nossa
limitação humana, nossas pequenas falhas, não respondendo à tempo oportuno e
deixando acumular, não revendo, não nos auto-avaliando, não nos auto-criticando
e assumindo e corrigindo nossas falhas. “Se queremos Ter um ministério de êxito,
devemos começar por entender nossas próprias limitações e não esconde-las, como
se perfeito fossemos”. Somos sim carentes de Deus em tudo, este sim é um bom
começo de caminhada.
10 – ÉTICA
É o conjunto de normas/deveres que regem o comportamento ou conduta de
um determinado grupo. Bem, seria este um conceito bem definido e esquadrinhado
dentro de um contexto geral, porém este tema existe suas variantes que são as mais
diferentes, pela grande diversidade cultural dos povos, os quais regem ou elegem
sua ética dentro de seus princípios de valores, sejam estes das mais diversas áreas:
moral, religiosa, política, familiar, etc. Nós necessitamos de ética, mas Deus não
tem ética, nem necessita de uma, Ele é soberano, Ele é seu próprio realizar, da
forma que o apraz.
Nossa visão ética evangélica deve ser baseada primordialmente no ser para
depois se referir ao Ter. Assim visualizamos um contexto de ética protestante com
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ética evangélica. A ética protestante se faz com referência a uma constante
pregação de oposição baseada num contexto fundamentalista de distanciamento do
social e secular e apego as beneficias oportunistas e convenientes dos
institucionalizados (religião, progresso e liberdade; discurso fundam. Americano na
época do início da atuação missionária nos países latinos) onde o céu é o fim da
igreja, mesmo estando na terra . Por outro lado a ética evangélica que deve ser
focada no compromissos da missão do Reino, com sacrifício, labor, renúncias, as
vezes, envolvimento com o ser integral, o homem, e todo o seu contexto espiritual e
social. Oposição ao pecado e suas estruturas de pecado, como ecologia,
relacionamentos interpessoais, prostituição, saúde, injustiças, entre outras. “Ética
evangélica não pode ser desvirtuada da ação cristã verdadeira, mas estamos em
falha com isto”.
Ética, verdadeiramente parte do pressuposto bíblico cristão e de consciente
convicção de vontade de Deus e de uma harmonia que rege a satisfação pessoal,
espiritual, familiar, social religiosa, denominacional, etc. O que para finalizar
lembrei-me de uma frase: “Somos verdadeiramente livres quando formos livres do
olhar do outro”. Nada mais ético do que um bom relacionamento com Deus,
conosco mesmo e com os demais.
10.1. A Ética e Deus
Estive pensando nestes dias sobre valores. Estive analisando sobre a moral
do homem, sua cultura e seu senso de valor decorrente a seu habitat cultural,
sobre as posições e imposições da sociedade.
A gama de boas maneiras e o manual de condutas equilibradas e saudáveis,
para que o homem viva bem, se dá o nome de ética. ética não é um sentimento,
tão pouco é uma ação isolada, mas é motivação que acompanha a ação ou que gera
atitudes corretas ou recheadas de um querer, de uma vontade de acertar.
Assim é o homem, incapaz de se conduzir a si mesmo, movido e removido
pelas normas e padrões da estabelecida e necessária ética.
Mas Deus não tem ética. Porque ética para o Ser que em si mesmo reside
valores incontestáveis? Não se pode questionar os valores e as atitudes de Deus,
pois elas apesar de diferentes e indiferentes aos olhos e a ética humana, são os
melhores para nós.
Para quem lê o livro de Jó, observa que Deus permitiu o diabo tocar em seus
bens, que não eram poucos, e Ele mesmo toca na vida de Jó, este, íntegro e reto.
Pôr que? Deus tem ética? Na realidade Deus não tem ética, se Deus é mau ou
sanguinário, o digo desde a minha ótica humana assumida e recebida via veias da
sociedade, assim Ele continua sendo incontestável. Pois o mau de Deus é o melhor
prá nós, Isaias 54 v.16; 45 v 7.
Tudo é dEle, bem e mal, tudo está sujeito a Ele, até os demônios. Para que
ética para Deus?; pôr acaso Ele é homem, sujeito as formalidades da sociedade que
dita a cultura, os moldes, e a ética humana? Não, Deus não tem Ética, Ele tem a
ética, a Ética é Ele.
Me faz lembrar o texto de Jó 42 onde ele diz: “Bem sei que tudo podes e
nenhum dos teus planos podem ser frustrados, … eu te conhecia só de ouvir mas
agora de vêem os meus olhos” .
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10.2. A Ética no Ministério
No ministério, também como nas sociedades organizadas, existem seus valores
acompanhados de ações de bom senso nas atividades ministeriais. A ética no
ministério é preponderante, frente as demais classes profissionais existentes, pois
tratamos com veemência, e assim o somos, representantes do que se chama ser
correto e íntegro. Assim que nomeamos alguns passos dos vocacionados ao
ministério:
• Elevado senso de responsabilidade.
• Vivenciar o ministério da confidência.
• Buscar sempre o discernimento, sem ser inconseqüente e precipitado ao
emitir opiniões.
• Ser amoroso, humilde e discreto nas situações diversas.
• Saber claramente, o buscar saber, o que é ético no grupo ou instituição a
que pertence.
• Profunda visão ministerial (profissional) do trabalho.
• Responsabilidade de representante religioso/espiritual; com respeito devido
às demais competências profissionais, como médicos, psicólogos etc. Tendo
sempre presente nossa autocrítica com relação às nossas limitações.
• Respeito, naturalidade e atenção às pessoas com distintas diferenças
doutrinárias.
• Evitar sugestionalismo; sem também deixar de si posicionar nas ocasiões
necessárias colocando a necessidade das mudanças devidas.
10.3. Ética na Função Pastoral
Com relação ao pastor e sua função, em especial no contato e relação com os
membros, se faz necessário também sugerir devidas atitudes, para que, mediante
ao cotidiano do trabalho e experiências vividas, se formule alguns princípios
práticos que só vêm para edificar.
• Evitar estado de conformação do aconselhado, ou até minimização dos
problemas por parte do fiel ou do pastor. (Confronto x conforto, Col. 3:16;
Rom. 15:14; Col 1:28; At 20:31).
• Evitar falsas posturas e hipocrisia para com os outros.
• Mesmo enfrentando pressões, demonstrar ser totalmente cristocêntrico.
• As reações devem ser menores que os problemas.
• Deve se Ter uma flexibilidade, mais que uma linha sistematicamente
traçada.
• Que o “Salvador da pátria” é Deus; há momentos que devemos respeitar
posições contraditórias ou contrárias às corretas.
• Deve se evitar exagerado envolvimento emocional.
• Prepotência e autoritarismo.
• Crítico cínico x submissão e humildade.
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11 – PASTOR: LÍDER NA
SOCIEDADE ORGANIZADA
Este tema, envolvendo ainda o campo da ética ministerial, mostra o pastor na
sua função de líder comunitário; tendo em vista hoje o papel não pouco expressivo
da comunidade cristã evangélica brasileira. Onde o pastor exerce um papel de
importância na sociedade; mas bem que o mesmo poderia ser de relevância maior
se todos deixassem de lado a herança negativa de uma hermenêutica errônea de
que “do mundo não somos”, o que de certa forma é claro, mas de uma outra ótica
deveríamos Ter maior evidência como lideres do povo e não somente de nossa
congregação. No livro “Bioética” nos mostra com maior amplitude as expectativas da
sociedade concernente nossa posição cristã evangélica sobre temas profundos
como: reprodução, aborto, suicídio, eutanásia, desenvolvimento genético,
depressões e outros temas atuais. Para de forma simplificada e generalizada
pautamos alguns pontos:
• Liderança madura em fé; representante eficaz na área religiosa.
• Posição firme e integral de cidadania e política sem comprometimento da fé
e da doutrina. A convicção de fé cristã não deixa de trazer consigo uma
aprovação pública, um senso de responsabilidade e uma visível maturidade
na visão do povo para com o pastor.
• Boas relações políticas com autoridades governamentais estabelecidas;
mesmo se as posições sejam de concordância ou de posições contrárias em
pontos específicos na visão edificadora do Reino.
• Admitir e buscar ser um dos primeiros a alavancar nas responsabilidades
sociais e filantrópicas.
11.1. A Comunidade de Fé e Seu Líder
Dentro de uma teologia pentecostal, onde o normal é vivenciar a fé em Cristo
Jesus, na ação atual do Espírito Santo, bem como dotado da mesma fé responsável
e madura, sem extremos, focalizamos o aspecto espiritual da função e da pessoa do
líder nos seguintes pontos em resumo:
• Conduzir
• Vivenciar a fé
• Esperança e convicção
• Conforto e amparo
• Confronto e guerra
• Koinonia: união do Corpo de Cristo
• Santidade: modelo de vida do cristão.
12 – UM HOMEM, LÍDER
RELIGIOSO
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Admitir nossa função e posição teológica religiosa não significa uma postura
alienada da nossa própria estrutura humana, carnal e limitada, mas sim uma
dependência incondicional de Deus em graça e misericórdia. Assim que,
entendendo que nós, humanamente somos desprovido de qualquer poder e
condição extra-humana, somos limitados, mas apesar de nós mesmos Deus tem
nos fortalecido. Alguns cuidados devemos ter:
• Não transmitir uma imagem de onipotência ministerial.
• Aceitar e dar ajuda; saber que necessita ser pastoreado.
• Boa motivação para com os demais irmãos, igreja e ministérios sem
sobrepor ou sacrificar à família.
• Como harmonizar o conceito de Instituição religiosa e Corpo de Cristo.
• Respeitar nossa própria limitação humana.
• Entender que o melhor conselho é o exemplo.
• Dentro da consciência cristã “ser livre do olhar do outro”.
13 – CORAÇÃO DE PASTOR,
ESPÍRITO DE PASTOR
Quando uma pessoa se abre e se mostra vulnerável e sua humanidade
aparece, os seus valores ressaltam como virtudes. Sendo todos nós homens
podemos afirmar que se tem imperfeições e ao contrário dos que pensam que estas
imperfeições pastor não às tem, são as mesmas que ao invés de nos tornar
vulneráveis servirão de exemplo e cura para nosso ministério.
• Evidência da Derrota da Auto Suficiência: Como o caso de Pedro andar pôr
sobre as águas, mas começa afundar. Em outra ocasião, é repreendido pôr
pensar que sabia todas as coisas “não me lavareis os pés”.
• A Consciência da Total Dependência. A fragilidade e limitação humana se
manifesta, fazendo do coração amargurado um campo a ser plantado, o
peso das derrotas particulares e de frustrações pessoais pode humanizar, e
a humanidade, antes infalível, trás decepção e invade corações. Insistindo
que nossa clara fragilidade deve Ter o alento da dependência de Deus como
nosso porto seguro.
• Que um Coração de Pastor e Espírito de Pastor, é aquele que quando se
deixa tratar, se busca sempre ser vitorioso, e o que pensamos que não nos
traz crescimento é o que mais nos ensina; nossa vulnerabilidade,
humanização, cara limpa. Pastorear é Ter coração de pastor e espírito de
pastor; É saber que os valores eternos de Cristo são primeiros para nós
depois para os outros, “…pelo que eu recebi do Senhor, o que também vos
ensinei” a começar pelo perdão, pela auto avaliação e correção.
Ser pastor e ministro é ser tratável, vulnerável, humano, propício a erros; mas
no caminho vem as vitórias, o gozo de se estar no centro da vontade de Deus.
Nosso maior conselho é o exemplo.
“Por que eu recebi do Senhor, o que também vos ensinei…” (Ap. Paulo).
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14 – MISSÃO INTEGRAL
A reorganização de toda a estrutura eclesiástica se faz necessária, com
especial visão voltada para homem integral, o que sempre foi uma carência ou um
vazio deixado como herança pela igreja evangélica; esta sempre voltada para o
espiritual, ou com toques espiritualizados. Com certeza a sociedade também
exercem sua pressão para com esta lacuna, criticando a falta de mobilização dos
evangélicos para uma teologia um pouco mais antropocêntrica e menos
intranscedente espiritualista.
Para uma comunidade cristã, que prega paz e justiça, não poderia se esperar
que ela viesse a ser complacente com a desigualdade e a injustiça dos dias de hoje.
Ou pelo menos realizaria sua tarefa particular de cumprir com sua parte realizando
trabalhos sociais, filantrópicos, assistência, e claro espiritual.
Registrada no Pacto de Lausane, uma declaração vem demonstrar grande
preocupação sobre este “dever cristão” de uma teologia integral. Assim relata esta
mensagem:
“A mensagem de salvação implica também uma mensagem de juízo para toda
a forma de alienação, opressão e discriminação; logo, não devemos ter medo de
denunciar o pernicioso e injusto, onde quer que ele exista. Quando as pessoas
recebem a Cristo e a seu Reino, são nascidas de novo devendo não somente
proclamar sua fé, mas também a justiça de Deus no meio de um mundo que não
tem justiça”.
A igreja não é uma adepta do plano de terceirização aplicada pela estratégia
empresarial atual no que diz respeito de deixarem outros fazerem o que compete a
ela. A globalização desta missão ou do que chamamos engrenagem do Reino,
usamos o nome de “Missão Integral”, onde também outros podem chamar de
realização de um “Mandato Cultural . Vejamos o parecer de Peter Wagner sobre
“mandato cultural” em três aspectos, os quais são :Origem, Necessidades e Alcance.
• Origem. O mandato cultural está em Deus, que delegou a Adão e a Eva o
privilégio de cumprir com este mandato. “Sede fecundos multiplicai-vos e
enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar sobre as aves do
céus e sobre todo animal que rasteja sobre a terra Gn 1:28). Esse mandato
poderia ser denominado como a versão do Antigo Testamento. Sendo que a
que chamaríamos de versão do Novo Testamento é o texto de Mt 22:37-39,
onde Jesus diz em forma de mandamento expressões que se podem
entender ainda melhor: “Amarás o Senhor teu Deus de todo vosso coração,
alma e entendimento” e o outro continua dizendo: “Amarás o teu próximo
como a ti mesmo”. Jesus então resume que estes dois estão na lei e nos
ensinos dos profetas e que, como cristãs temos a responsabilidade (e não é
opção) de amar o próximo e como amaremos a Deus se não amamos ao
próximo?
• Necessidade. E as necessidades são as prioridade e as emergências. Seria
tudo que envolvesse a integridade, família, integridade cultural, libertação
do oprimido, manutenção da paz (se é da vontade de Deus que vivamos em
paz). Deus conhece o nosso potencial e nos mostra que estas são
características das necessidades descritas também no sermão do monte.
• Alcance. O mandato cultural nunca foi anulado: da criação até a conclusão
da história escatológica. Os agentes de Deus são os que realizam sua obra.
Todos tem uma parte a cumprir; os crentes são os agentes escolhidos pôr
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Deus para fazerem coisas acontecerem. Contudo, grandes estudiosos, como
é o caso de um dos ex-diretores do Seminário Fuller, existem em afirmar
que mandato cultural como também de “DEVER CRISTÃO”.
Essa visão é integral ao homem, “feitura especial de Deus” (Hebraico Yatsar)
de uma forma generalizada, ao ser emocional, espiritual, físico, sentimental. Somos
muito bons em espiritualizar situações, mas pobres de uma visão antropocêntrica
(onde é uma visão de amor de Deus ao homem).
15 – AÇÃO SOCIAL, MINISTÉRIO
PASTORAL
Deve-se ver de forma reservada a ação social feita com o título de divulgação
denominacional ou até mesmo com o título de “ganhar” almas. Na verdade, na
maioria das vezes isto se dá não visando o ser humano mas o institucionalismo.
Não passa de mero apego sentimental e de uma auto justificação, sem falar no que
se diz respeito a sua denominação ou instituição da qual é membro. A acão social
é, e deve ser uma ação no tocante a se viver o mandato cultural, a missão integral,
visando o homem em si, total e completo, e não uma salvação da alma somente mas
vocaliza-lo como criatura de Deus, independente de sua posição religiosa, um ser
que chamamos nosso próximo. As facções estão vivas dentro do meio evangélico
não se fala de missões relacionada com ação social, existem as facções baseadas
numa visão puramente pessoal e egoísta.
Este pensamento, de que há dificuldades para se entender esta visão dentro
de um contexto socio-evangélico, se choca com uma missão de progressiva marcha
e de futuro promissor, na tarefa da igreja em cumprir a missão de Deus. Peter
Wagner diz:
“Cada nova estruturação social (evangélica) que surge em nossos países, em
transformação, se necessita novas unções do Espírito para cumprir novas tarefas”.
Peter Wagner relata que é sem dúvidas difícil implantar uma visão missionária
com esta estrutura social devido ao sistema já estabilizado existente,
principalmente sul-américa , um sistema recheado de autoritarismo e com forma
ditatorial eclesiástica. Ele relata seis cuidados e perigos para a igreja compreender
esta visão social:
• Perigo das Seleções. Os lideres perdem contato com o básico, com os que
querem servir mas não alcançam ter esta visão, e este grupo é maioria,
humildes e legítimos cristãos, mas que são descrentes nos termos de ação
social, quando tiveram num passado exemplos ruins de seus lideres.
• Perigo das Divisões. A ação social é controvertida, causará divisões ao
menos que a igreja entenda a missão.
• Perigo da Impotência Social. Os pregadores da ação social, não concordando
com a passividade da igreja e da sociedade, as vezes se enredam por
caminhos da crítica e esquecem da tarefa prioritária. “O próprio Papa disse
aos pregadores da Teologia da Libertação: Preguem o evangélico e não se
envolvam com política”.
• Perigo da Desumanização. É quando o social se transforma em plataforma
política, e isto se dá manifestando a Desumanização negando uma teologia
do corpo e uma antropologia cristã.
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• Perigo da Imperfeição. É não conseguirem fazer bem uma coisa e outra,
não se leva a pastoral de forma eficaz, e nem mesmo o pastor é esperto em
ação social deixando a desejar em algumas áreas. A imperfeição se
manifesta forma generalizada.
• Perigo de “Constantilismo”. (Este termo vem do Imperador Constantino).
Qual a meta da igreja: controlar a sociedade ou a política? Este é o perigo
de se querer somente mudar as estruturas sociais e não fazer ação sociais.
Queremos somente revolucionários sociais ou queremos evangelistas que
desenvolvem ação social?
Para refletirmos um pouco mais sobre a missão com uma perspectiva de
missão integral observemos o relato resumido do comitê de Lausana com respeito
ao tema de urgência da obra missionária.
“Todos nós sentimos repugnância ante a pobreza de milhões de seres
humanos e ficamos perturbados ao saber das injustiças que a provocam. Nós que
vivemos em situação de abastança, aceitamos como obrigação a observância de um
viver simples, a fim de contribuirmos mais generosamente tanto para a assistência
social como para a evangelização”.
16 – TEOLOGIA SOCIAL: UMA NOVA
INTERPRETAÇÃO BÍBLICA?
As muitas barreiras existentes para uma sadia interpretação bíblica são, sem
dúvida nenhuma, o maior obstáculo que pode existir. Não obstante as escapadas
dos fatores externos à Comunidade Evangélica, temos que conviver com nossos
próprios ardores na busca de uma consciência missionária integral onde o ato
social, ou a ação social, não tem desvinculação. Ação pastoral sem ação social
deixa de ser missão integral, e sendo assim, fora da Missio Dei. Deus não
compactua com uma atitude de desapego à dor do outro, mas sim,
independentemente e de forma incondicional, Deus ama e atua em favor do homem.
Essas barreiras, por existirem, não nos remete a uma nova interpretação, mas
a uma releitura, numa ótica mais humana, ou seja teocêntrica.
Teocêntrica porque é incondicional o amor de Deus ao homem; onde mostra
que esse Amor se manifesta mais no lugar que se impera a fragilidade humana, o
descaso, desamor, a dor . Ótica mais humana por que passamos a ver com as
lentes de um amor doador e sacrificial. Isto é Missio Dei.
Ao contrário, parece que o lado das barreiras, por que não dizer internas,
dificultam essa nossa sadia interpretação da Missio Dei. O institucionalismo ou
leríamos denominacionalismo, parece sufocar o humano, o tradicionalismo dos
dogmas, talvez estes pessoais até, superam a tese da fé e da teologia pura, onde
amar o próximo como a ti mesmo, dá lugar a busca do sucesso dos sistemas
humanos, e isto as vezes é confundido com que chamam de levar o Evangelho.
Timóteo Carriker define de forma clara e simples essas principais dificuldades para
uma consciência social evangélica.
• Psicológica. A primeira barreira a uma compreensão da responsabilidade
social cristã está relacionada a atitude do leitor e do expositor. Do expositor
por que sempre está relacionada como o dono da mensagem e seu tom
exortador está repleto de uma aparente atitude de desamor ; e justamente
isto se passa para o leitor, onde com muita tendência passa a absorver que
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para esta situação ele é incapaz. “Chega de tanto discurso de coisas tão
distantes para nós e que, com certeza, nada mais de novidade teremos,
somente muitos pregadores exortadores e gritadores; é, estamos cansados”
Este tipo de sentimento, podendo ser inconsciente, se apossa dos cristãos.
• Doutrinária. Esta tem haver com a questão das boas obras, e parecem que
isto soa diferente quando se fala das obras. Na realidade esta atitude não é
exatamente uma postura ou posição e sim uma contraposição aos então
denominados “inimigos da fé”, que são os católicos e os espíritas. Na
realidade esta contraposição não é exatamente uma barreira doutrinária,
pois de doutrinária não tem nada, muito menos base bíblica escriturística
para se opor a atitudes sociais e filantrópicas de outros seguimentos
religiosos. Como agir frente a referências bíblicas exortativas a atitudes
sociais como papel de um bom cristão? (Ef 2:8-10 e Tg 2:14-17). Existem
muitos seguimentos evangélicos radicais, ou para ser mais moderado nos
termos, zelosos que nem sabem a conotação do que é Doutrina, mas
conhecem “dotrina” que são fundamentos estereotipados nos chavões de
alguns pregadores de renome ou de nome “grandes homens de Deus”.
• Histórica. Segundo nosso escritor de fonte, Carriker, esta barreira vem
definindo duas influências: uma externa e outra interna. Esta externa tem
haver com a influência dos europeus e norte-americanos na formação da
consciência cristã evangélica. No caso de igrejas norte-americanas vindas
do contexto do fundamentalismo ou de uma política nacionalista cristã, nos
antigos chavões “trouxemos fé e progresso” (haja petróleo em alguns
países). A influência interna é justamente política de contexto nacional, que
foi durante a repressão militar a ideologia política de 64. Nesta época estar
do lado da direita (militares) era estar do lado de Deus, como se Deus fosse
filiado a algum partido. Robison Cavalcante explica bem este pensamento
político que pairava nas mentes da época do ensino duro ou ditadura.
Nesta circunstâncias se aprendeu não questionar nada que partisse da
autoridade, e esta repressão ideológica também se manifestava na liderança
cristã evangélica, muito menos expressarem suas interpretações sociais
cristãs de nossa responsabilidade como igreja, este discurso parece ter a ver
com marxismo.
17 – O ESPIRITO SANTO NO LABOR
PASTORAL
Falar do Espírito Santo é referir, com relação a Jesus, a uma outra pessoa,
que tem os mesmos objetivos com funções específicas. Jesus mesmo sendo Deus
tinha suas limitações, as quais seriam então suprimidas na pessoa do Espírito
Santo. A obra de Cristo Jesus tem suas proporções universais e eternas e as
mesmas seriam levadas e anunciadas pela igreja, que sem um auxílio Divino não
conseguiria as dimensões que hoje podemos constatar.
A missão da igreja nunca poderia seguir um caminho de vitória sem a ação do
Espírito Santo. A missão da igreja, bem como a deste consolador, é conduzir uma
mensagem multicultural e transformadora numa dimensão totalmente diferente a
de Jesus concernente a proporção que o cristianismo já tinha; e não somente neste
aspecto mas como a palavra anunciada é de âmbito Divino deve ser anunciada com
uma dimensão extra humana, espiritual, ungida pôr Deus e com toda certeza
humanamente ninguém conseguiria, e seria somente uma oratória cheia de
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eloquência e conhecimento mas que faltaria o essencial, o fator Divino que produz
mudança de vida e que responde as inquietude da humanidade; caso contrário não
poderíamos diferenciarmos das muitas outras religiões existentes.
A evangelização ou a encarnação do evangelho na vida da igreja, numa
coletividade e numa individualidade de um tratamento ou relação pessoa a pessoa;
tem haver com quem sou e como sou, e como sou no mundo, e tudo isto tem haver
com minha relação com Deus, na pessoa do Espírito Santo. Ele é o mais
interessado na eficácia da “Missio-eklesia”.
Esta é a evidência da necessidade de comunhão na tarefa da proclamação. A
tarefa requer unção e dedicação em dependência para que, mais do que aparentes
“donos” de uma mensagem sejam honrosos pelo privilégio de termos a direção do
Espírito Santo, pois se Ele não falar pôr nós (e em nós) nada podemos relatar.
Poderia relatar com amplitude muitas das outras ações mas além de seu
trabalho no convencimento da situação pecaminosa do homem e sua necessidade
de Deus, que é algo impossível ao homem, as ações que são a de capacitar,
confirmar, animar a igreja, fazer a pessoa de Cristo viva e seu sacrifício, bem como
seu retorno, são realidades na vida dos homens e da igreja.
18 – REVELAÇÃO SALVÍFICA:
SENSIBILIDADE MISSIONÁRIA
NUMA CONCLUSÃO OBJETIVA
“Em perspectiva teocêntrica diremos que a revelação está ordenada para a
glória de Deus; em perspectiva antropocêntrica afirmamos que a revelação está
ordenada para salvação do homem” (Rene Latourelle).
Se entende que um conceito de revelação de Deus tem conotação salvífica;
então concluímos que revelação e salvação vem do próprio Deus. A fé tem seu
papel importante nesta tarefa de aceitar e reconhecer esta situação de revelação e
salvação como uma só. Definir revelação sem referência a salvação seria definir em
pleno erro; salvação de Deus, em Cristo Jesus, é “essencialmente revelação”. E esta
revelação dada pôr Deus não pode ser restringida a nenhuma forma ou conceito
humano, a nenhum parâmetro institucional, ou encaixada e sistematizada num
circulo de particular interesses e pensamentos; mas deve-se ressaltar e fazer
sobressair que a revelação é. O desejo de Deus é que todos se salvem e tenham um
relacionamento com Ele, pôr isso Deus se revela e se faz conhecido tanto como
criador como salvador do homem, em graça e amor em Jesus Cristo.
Num comentário sobre a revelação Rene Latourelle assim refere-se: “O
Cristianismo não é uma metafísica abstrata, mas sim uma história de salvação,
ordenada segundo um plano Divino”. Assim é também o enfoque joanino
concernente a apresentação de Jesus como o Cristo de Deus. O Concílio Vaticano
II, citado pôr Lautorelle diz:
“A revelação é absolutamente necessária, pôr que Deus em sua infinita
bondade, estabeleceu o homem a um fim sobrenatural, é dizer a participar dos bens
Divinos que sobressaem totalmente a inteligência da mente humana”.
Deus se envolve com o homem e se dá a conhecer e este mesmo homem,
alcançado e constrangido pelo amor de Deus somos impulsionados a ter e viver a
vida que Cristo oferece, o pastor deve desejar ter e viver o caráter de Cristo. Paulo
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refere-se a uma necessidade sua de estar em pleno envolvimento com a vontade de
Deus, e esta necessidade é quase física, algo que é fundamental para aquele que
toma consciência de todo ato de amor, criação e salvação de Deus, que vai além da
realidade consciente do homem.
“O Pai se revela pela ação conjugada do Verbo e do Espírito, que são como os
braços de seu amor a humanidade, e a atrai para Cristo. O envolvimento de amor
para aquele que o Pai se manifesta, pôr Cristo, aos homens, e a correspondência do
amor dos homens pela fé e caridade, aparecem como submersos no fluxo e refluxo
de amor que une ao Pai e ao Filho no Espírito. A revelação inicia um diálogo sem
interrupções entre o Pai e seus filhos, adquiridos pelo sangue de Cristo. Tem lugar
uma vez no plano dos acontecimentos históricos e no da eternidade. Se inaugura
com a Palavra e se culmina na visão, no encontro facial”.
Tendo conhecimento e a sensibilidade espiritual o pastor deve buscar com
esmero pontos importantes e que facilitam a prática, sem nenhum ato de
imprudência e desrespeito para com o povo pode se obter a aprovação de Deus,
glorificando seu nome através da igreja com a consciência de que ela é a
responsável para realizar a “Missio-Dei”. Levar as ovelhas a esta consciência de
reprodução espiritual e a Ter o caráter de Cristo é o dever e o privilegio dos que
optam pelo ministério. Assim que devemos nos esmerar em tudo que Deus nos
confia.
19 – ADENDO – CERIMONIAS
19.1. Ceia
Manifesta nossa teologia, credo e consciência cristã, declarando publicamente
que cremos no Deus encarnado, nascido entre os homens, morreu por nós,
pecadores, nos redimindo transportando para o Reino Eterno de Deus. Bem como
na sua vinda escatológica, esperança do homem salvo em Cristo.
Não podemos interpretar como sendo que os elementos se tornam em sangue
e carne literais (transubstânciação) que é a interpretação Católica Romana, mas
sim um simbolismo. Usar textos com interpretação do contexto da ceia. A atitude de
fé sobrepõe a que tipo de pão, se vinho ou suco (mas é melhor conhecer o que
pensa a igreja sobre o caso de se usar vinho ou não, e o porque) e quantas vezes
participar.
19.2. Cerimônias Fúnebres
Usar textos específicos sobre a esperança do cristã; não negligenciar a dor,
espiritualizando-a no momento para os que sofrem a perda; não tonar o momento
para fazer um culto evangelístico e “ganhar almas”, por mais que por si só já o é,
mas não podemos dar essa conotação de exortação neste momento, mas de
descanso e consolo. Deve se conhecer quem era a pessoa, como foi, o que pensa a
família entre todos outros pormenores do contexto da pessoa falecida. Sermão
objetivo e direto, mas com muito carinho e respeito.
19.3. Casamento
Neste ato se coloca a ética e a formalidade tendo em vista o lugar oficialmente
reconhecido pelo estado ao ministrante. Daí a importância da seriedade legal, e não
Teologia Pastoral – 22
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menos pela espiritual. De acordo com o estabelecido pelos noivos, com sugestão do
pastor quando requerido, com sermão objetivo, direto e contextualizado. Pois
depende do local, tempo, entre outros. Mas é necessário focalização e atenção aos
principais da ocasião, em especial, como dita a primazia em nossa cultura, para a
noiva. Termos formais e legais são necessários para o caso de ser civil/religioso, e
caso seja somente as bênçãos seria mais prático e direto na ação espiritual das
bênçãos.
19.4. Cerimônias Cívicas e Formaturas
Deve se conhecer bem o ato e para quem se ministrará, conhecer termos
técnicos da área; conhecer a história que envolve a cerimonia; conhecer e saber
sobre as autoridades presentes, bem como os devidos termos de tratamento aos
mesmos, ser direto, objetivos e com conotação acadêmica, se for o caso a
ministração seja discurso, por mais que de cunho religioso logicamente. Uma
demonstração de conhecimento, bem como de dependência de Deus torna de um
garbo especial uma formatura ou reunião cívica.

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