Português Instrumental
– Comunicação Eficiente

TEOLOGIA
PASTORAL
Bacharelado em
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SUMÁRIO
1 – A COMUNICAÇÃO……………………………………………………………………………………3
1.1. OBJETIVO…………………………………………………………………………………………………3
1.2. ELEMENTOS ESSENCIAIS DO PROCESSO DE COMUNICAÇÃO………………………………………3
1.3. O SEU CORPO FALA …………………………………………………………………………………….4
1.4. BARREIRAS NAS COMUNICAÇÕES ……………………………………………………………………..5
1.5. BASES DA COMUNICAÇÃO………………………………………………………………………………6
2 – LINGUAGEM – LÍNGUA – FALA…………………………………………………………………..7
2.1. LINGUAGEM ………………………………………………………………………………………………7
2.2. LÍNGUA ……………………………………………………………………………………………………8
2.3. FALA……………………………………………………………………………………………………….8
2.4. REGISTROS OU NÍVEIS DE LINGUA(GEM) …………………………………………………………….8
2.5. LÍNGUA FALADA………………………………………………………………………………………….9
2.6. LÍNGUA ESCRITA……………………………………………………………………………………….10
3 – NOÇÃO DE TEXTO ……………………………………………………………………………….. 11
3.1. CONCEITOS BÁSICOS………………………………………………………………………………….11
3.2. CATEGORIAS DE TEXTOS ……………………………………………………………………………..11
3.3. O TEXTO DE INSTRUÇÕES ……………………………………………………………………………13
4 – REDAÇÃO TÉCNICA ……………………………………………………………………………… 13
4.1. O QUE É REDAÇÃO TÉCNICA?……………………………………………………………………….13
4.2. TIPOS DE REDAÇÃO TÉCNICA ………………………………………………………………………..13
5 – GRAMÁTICA E ORTOGRAFIA………………………………………………………………….. 23
5.1. USO DO “A” OU “HÁ” …………………………………………………………………………………..23
6 – CONCORDÂNCIA NOMINAL…………………………………………………………………….. 24
6.1. PROBLEMAS GERAIS DA LÍNGUA CULTA ……………………………………………………………28
7 – CONCORDÂNCIA VERBAL………………………………………………………………………. 33
7.1. CASOS ESPECIAIS ……………………………………………………………………………………..33
8 – ORTOGRAFIA………………………………………………………………………………………. 36
8.1. ALGUMAS REGRAS NOVAS ……………………………………………………………………………37
8.2. QUANTO À GRAFIA CORRETA EM LÍNGUA PORTUGUESA …………………………………………38
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1 – A COMUNICAÇÃO
Comunicar é a utilização de qualquer meio pelo qual um pensamento é
transmitido de pessoa sem perder, tanto quanto possível, a sua intenção original.
Assim, comunicar implica busca de entendimento, de compreensão. Em suma,
contato. É uma ligação, transmissão de sentimentos e idéias.
1.1. Objetivo
Influenciar para afetar com intenção, visando a uma reação específica de uma
pessoa ou grupo (mudança no comportamento).
Em outros tempos, acreditava-se que, para manter uma comunicação, era
necessário apenas um diálogo, ou uma escrita, mas estudos recentes da psicologia
moderna constataram que alguns itens a mais constituem uma comunicação real.
Nessa constatação de processo, deve-se observar que a fonte e o receptor são
sistemas similares. Se assim não fosse, não haveria comunicação.
1.2. Elementos Essenciais do Processo de
Comunicação
Comunicar envolve uma dinâmica que não dispensar as unidades que
englobam o processo e que, dissociadas, constituem os elementos mais importantes
da comunicação.
A. Fonte. Fonte é a origem da mensagem.
• Exemplo: Ao enviar um telegrama, será fonte o redator do mesmo.
B. Emissor. Emissor é quem envia mensagem através da palavra oral ou
escrita, gestos, expressões, desenhos, etc. Pode ser também uma organização
informativa como rádio, TV, estúdio cinematográfico.
• Exemplo: Ao enviar um telegrama, será emissor o telegrafista que codifica a
mensagem.
Geralmente, a fonte coincide com o emissor.
Exemplo: Num diálogo, o falante é fonte e emissor ao mesmo tempo.
C. Mensagem. Mensagem é o que a fonte deseja transmitir, podendo ser
visual, auditiva ou audiovisual. Serve-se de um código que deve ser estruturado e
decifrado. É preciso que a mensagem tenha conteúdo, objetivos e use canal
apropriado.
• Exemplo: No telegrama, a mensagem é o texto.
D. Recebedor/Receptor. Recebedor/receptor é um elemento muito importante
no processo. Pode ser a pessoa que lê, que ouve, um pequeno grupo, um auditório,
uma multidão.
Ao recebedor/receptor cabe decodificar a mensagem e dele dependerá, em
termos, o êxito da comunicação. Temos que considerar, nesse caso, os agentes
externos do recebedor/receptor (ruídos entropia1).
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• Exemplo: Ao enviar um telegrama, o recebedor/receptor será o telegrafista
que decodifica a mensagem.
E. Destino. Destino é(são) a(s) pessoa(s) a quem se dirige mensagem.
• Exemplo: Ao enviar um telegrama, o destino será o destinatário.
Geralmente, o destino coincide com o recebedor/receptor.
Exemplo: Num diálogo, o ouvinte é destino e recebedor/receptor ao mesmo
tempo.
F. Canal. Canal é a forma utilizada pela fonte para enviar a mensagem. Ele
deve ser escolhido cuidadosamente , para assegurar a eficiencia e o bom êxito da
comunicação.
O canal pode ser:
• Natural = Órgãos Sensoriais
• Tecnológicos = Espacial ou Temporal
Canal tecnológico espacial. Leva a mensagem de um lugar para o outro como
o rádio, telefone, telex, teletipo, televisão, fax, etc.
Canal tecnológico temporal. Transporta a mensagem de uma época para a
outra, como os livros, os discos, fotografias, slides, fitas gravadas, videoteipe, etc.
G. Código. Código, é o conjunto de sinais estruturados. O código pode ser:
• Verbal
• Não-Verbal
O código verbal é o que utiliza a palavra falada ou escrita.
• Exemplo: português, inglês, francês, etc.
O código não-verbal é o que não utiliza a palavra.
• Exemplo: Gestos, sinais de trânsito, expressão facial, etc.
O código não-verbal não é só visual ou sonoro, mas plurissignificante.
Apresenta-se fragmentado, imprevisto, não-linear, ao contrário do código verbal,
que é discursivo e onde, geralmente, predomina a lógica.
Alguns códigos não-verbais, pela sua própria natureza, dificultam a
decodificação.
IMPORTANTE!
Devemos ficar atentos para as FALHAS, as DISTORÇÕES, as DEFORMAÇÕES
das mensagens, os DEVANEIOS e as FALSAS verdades, as quais fazem com
que raramente um fato seja relatado da maneira que realmente ocorreu.
1.3. O Seu Corpo Fala
Muita vezes nós não conseguimos harmonizar o que sai da nossa boca com o
que sentimos, outras vezes, o nosso corpo fala por si só. O corpo expressa as
nossas ansiedades, desejos e conquistas de forma natural, mesmo que nossas
palavras digam ao contrário. Os gestos podem significar mais que você imagina! O
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Corpo Fala sem Palavras. Pela linguagem do corpo, você diz muitas coisas aos
outros. E ele têm muitas coisas a dizer a você
Consciente ou inconscientemente: falar é uma atitude consciente, enquanto a
postura é inconsciente.
1.4. Barreiras nas Comunicações
Muitas vezes a comunicação deixa de efetivar-se por barreiras, “obstáculos”,
que restringem a sua eficácia, os quais podem estar ligados ao emissor, ao receptor,
ou a ambos, ou ainda a interferências presentes no canal de comunicação.
Nós podemos entender como barreiras nas comunicações, desde as limitações
de ordem emocional, tais como a incapacidade dos interlocutores para abordar
determinados temas considerados por demais ameaçadores, até as dificuldades
relacionadas a utilização dos códigos de linguagem; todos estes fatores representam
maior ou menor grau de obstáculos a uma comunicação plena.
A idéia que se tem da comunicação é que ela existe em mão dupla, ou seja, um
indivíduo pode ser ou não aceito simplesmente pela sua forma de expressar-se.
Para que haja um sentido bilateral da comunicação, é necessário que tanto o
emissor quanto o receptor percebam o outro.
Não poderá haver uma comunicação correta, ou seja sem interferências,
quando não há sintonia no que se diz, e no que se ouve.
A. Opiniões e atitudes. O pai pede ao filho: “Vá a padaria da esquina, comprar
pães.”, mas o pai não justifica qual o tipo de pão a ser comprado. O garoto terá
neste caso livre conduta para comprar o pão que ele quiser.
B. Egocentrismo ou Competição. Essas duas palavras juntas acarretam um
monólogo coletivo, onde o que predomina é o interesse individual e não o interesse
do grupo. O locutor está falando enquanto o receptor, “quem ouve”, rebate tudo o
que o outro diz, sem ao menos processar e analisar o que lhe está sendo dito. Esta
atitude é muito comum para pessoas egocêntricas e/ou competitivas, pois esses
indivíduos não aceitam ser o segundo plano, eles precisam estar sempre em
evidência. “A pessoa egocêntrica ou competitiva quase sempre se envolve em
situações ridículas e equívocas sem ao menos se dar conta.”
C. Percepção. Para ter percepção com as coisas que nos rodeiam, precisamos
antes de mais nada é ter sensibilidade. Sabemos que a nossa percepção é
influenciada por preconceitos e estereótipos. São esses fatores que nos predispõem
a fazer com prestemos atenção ou não no que nos é dito ou vice-versa, ou ainda é
assim que fazemos que as pessoas prestem a atenção no que falamos.
É através da percepção que “captamos os fatos e adquirimos informações com
auxílio de todos os sentidos”
A percepção não é estática; é um processo dinâmico a envolver não somente a
apreensão dos estímulos sensoriais, mas também a interpretação, por parte do
receptor, da realidade observada.
Uma característica da percepção consiste no seu caráter individual, isto é,
cada pessoa capta uma mesma situação de forma única e inteiramente particular.
Percebemos as situações de acordo com as nossas experiências anteriores, nossas
expectativas e necessidades, e também nos deixamos influenciar pelos fatores
circunstanciais.
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A percepção é seletiva. Não percebemos, mas é através da percepção que
selecionamos com quem nos relacionamos. Começamos um relacionamento
buscando características que nos atraem no outro. Quando nos simpatizamos com
alguém, tendemos a ver e reconhecer somente as suas qualidades, eliminando
quase que por completo os seus defeitos, mas quando o indivíduo já não nos é tão
querido, passamos a realçar seus defeitos, não mais vendo qualidades mesmo que
elas existam.
D. Frustração. A pessoa frustada também produz uma barreira na
comunicação. Inconscientemente ele bloqueia o que lhe é dito, mas o seu problema
é diferente dos casos mostrados anteriormente. A pessoa frustada não vê saída para
os problemas que lhe são apresentados, nada tem solução. O que lhe causa um
negativismo muito grande, podendo ser passado para outras pessoas influenciáveis.
E. Inconsistência nas comunicações verbais e não verbais. As comunicações
verbais e não verbais nem sempre estão sintonizadas, e por este motivo causam
alguns inconvenientes quando uma ou mais pessoas tentam dialogar.
Pessoas que não conseguem concatenar e expressar os seus movimentos
corporais, e até mesmo a sua expressão verbal, em razão de suas variáveis culturais
ou falta de sensibilidade nas relações humanas, ocasiona para si o afastamento e
incompreensões de seus amigos, colegas, enfim, das pessoas que o rodeiam.
Os movimentos corporais, a voz e as expressões faciais expressam o
inconsciente, muita vezes omitido e aflorado sem que o indivíduo perceba.
• Exemplo: movimentos bruscos podem vir acompanhados de palavras
dóceis, ou ainda palavras enraivecidas podem muitas vezes ser
acompanhadas de olhares mansos, etc.
1.5. Bases da Comunicação
As recompensas das boas comunicações são grandes, mas difíceis são os
meios de se obtê-las, para isto sempre esteja atento às bases para a boa
comunicação, para que ocorra comunicação entre duas pessoas
(transmissor/receptor) é vital que se observem as seguintes regras:
A. Saber Ouvir. Demonstre estar apto a ouvir informações mesmo que
desagradáveis e críticas, procurando vê-las de forma construtiva. Escute, ouça
atentamente, demonstrando interesse pelo que está sendo apresentado, não
interrompa desnecessariamente.
B. Examine o ponto criticado. Seja humilde e examine o ponto criticado para
dar crédito as boas idéias e ao trabalho sincero. Ao receber criticas, procure extrair
os aspectos positivos e construtivos. Posteriormente analise e estabeleça
procedimentos de ajuste e/ou correções.
C. Evite termos técnicos. Não use gírias e evite termos técnicos que podem
atrapalhar na comunicação, se for imprescindível o seu uso, explique qual o
significado dos termos usados. Você pode estar falando com alguém que quer
entender o que você está falando e não consegue, provavelmente na próxima vez ele
não lhe procurará. Use uma linguagem que descreva a realidade.
D. Esclareça suas idéias. Esclareça suas idéias antes de transmiti-las, faça
com que elas sejam precisas. Analise se as suas idéias estão coerentes com o que se
deseja transmitir.
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E. Expresse o seu interesse. Entre frequentemente em contato com os seus
funcionários e escute. Expresse seu interesse pelos seus problemas e escute.
Questione o interlocutor, peça detalhes.
F. Ações X Informações. Demonstre que ações são tomadas baseadas em
informação, caso contrário o pessoal pensará que não valeu a pena o tempo e o
esforço despendidos para manter o fluxo de comunicação. Execute suas ações com
base nas informações adquiridas e validadas.
G. Suas ações apóiam o que você diz? Suas ações refletem o que você pensa e
diz para os outros.
H. Procure ser objetivo. Seja objetivo, não faça rodeios, mesmo que a
mensagem seja o que as pessoas não gostariam de ouvir.
I. Que mensagem quero transmitir? Trace qual é o objetivo da mensagem, o
que você deseja que os receptores da mensagem absorvam, qual é o verdadeiro
propósito da comunicação.
J. A quem vou me dirigir? Antes de transmitir alguma informação procure
conhecer qual vai ser o público. A quem você quer afetar e qual é o momento
adequado. Se necessário, PREPARE-SE.
L. Consulte outras pessoas. Consulte outras pessoas para planejar as
comunicações, peça opiniões, lembre que aqueles que o ajudam a planejar, com
certeza o apoiarão.
M. Como transmitir? Como você deve transmitir a sua mensagem, esteja
atento a sua tonalidade de voz, da receptividade de quem ouve, bem como da
linguagem que você irá utilizar.
N. Verifique se foi entendido. Sempre verifique se você foi entendido, faça
perguntas, pergunte o que foi entendido e não se a pessoa entendeu. Após
transmitir a informação, faça perguntas como: O que você entendeu? Você poderia
repetir o que eu transmiti?
O. Suas ações. Esteja certo de suas ações apóiam aquilo que você diz, lembre
que ações falam mais alto do que palavras.
P. Entendimento. Procure não só ser compreendido como compreender, seja
um bom ouvinte não só para os significados explícitos, mas também para os
implícitos.
Q. Compartilhe. Compartilhe tanta informação quanto for possível, isto trará
ganhos para todos os envolvidos.
R. Feedback. O retorno de informações é importante para manter seus
parceiros atualizados nos processos e atividades de interesse comum, sempre
retorne a informação, mostre os resultados e ações conseqüentes de informação
recebida anteriormente.
2 – LINGUAGEM – LÍNGUA – FALA
2.1. Linguagem
É o exercício oriundo da faculdade, inerente ao homem, que lhe possibilita a
comunicação.
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Embora nem todos os teóricos assumam esse posicionamento, podemos dizer
que todo ser humano possui, ao nascer, uma predisposição que faculta a aquisição
da mesma (característica inata).
A linguagem tem um lado individual e um lado social, sendo imposível
conceber um sem o outro.
A cada instante, a linguagem implica, ao mesmo, um sistema estabelecido e
uma evolução.
Por outro lado, sem o convívio social, essa predosposição se atrofia. Assim,
tudo indica que a aprendizagem, na criança, se dá por imitação (característica
adquirida).
2.2. Língua
Há um instrumento peculiar de comunicação – a língua – distinta da fala e
que representa a parte social da linguagem, exterior ao indivíduo, que por si só não
pode modificá-la. Língua é forma.
Enquanto a linguagem, como faculdade natural, é um todo heterogêneo, a
língua é de natureza homogênea – sistema de signos (código) convencionais e
arbitrários.
2.3. Fala
A fala, ao contrário, é um ato intencional, em nível individual, de vontade e de
inteligência.
2.4. Registros ou Níveis de Lingua(gem)
A comunicação não é regida por normas fixas e imutáveis. Ela pode
transformar-se, através do tempo, e, se compararmos textos antigos com atuais,
percebemos grandes mudanças no estilo e nas expressões.
Por que a pessoas se comunicam de formas diferentes? Temos que considerar
múltiplos fatores: época, região geográfica, ambiente e status sócio-cultural dos
falantes.
Há uma língua padrão? O modelo de língua-padrão é uma decorrência dos
parâmetros utilizados pelo grupo social mais culto. Às vezes, a mesma pessoa,
dependendo do meio em que se encontra, da situação sócio-cultural dos indivíduos
com quem se comunica, usará níveis diferentes de língua. Dentro desse critério,
podemos reconhecer, num primeiro momento, dois tipos de língua: a falada e a
escrita.
CULTA
COLOQUIAL
A LÍNGUA FALADA INCULTA OU VULGAR
PODE SER REGIONAL
GRUPAL GÍRIA
TÉCNICA
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LÍNGUA PADRÃO
COLOQUIAL
NÃO LITERÁRIA VULGAR OU INCULTA
A LÍNGUA ESCRITA REGIONAL
PODE SER GRUPAL GÍRIA
TÉCNICA
LITERÁRIA
2.5. Língua Falada
A. Língua Culta. Língua culta é a língua falada pelas pessoas de instrução,
niveladas pela escola. Obedece à gramática da língua-padrão. É mais restrita, pois
constitui privilegio e conquista cultural de um número reduzido de falantes.
• Exemplo: Temos conhecimento de que alguns casos de delinquência
juvenil no mundo hodierno decorrem da violência que se proteja,
através dos meios de comunicação, co, programas que enfatizam a
guerra, o roubo e a venalidade.
B. Língua Coloquial. Língua coloquial é a língua espontânea, usada para
satisfazer as necessidades vitais do falante sem muita preocupação com as formas
linguísticas. É a língua cotidiana, que comete – mas perdoáveis – deslizes
gramaticais.
• Exemplo: Cadê o livro que te emprestei? Me devolve em seguida, sim?
C. Língua Vulgar ou Inculta. Língua vulgar é própria das pessoas sem
instrução. É natural, colorida, expressiva, livre de convenções sociais. É mais
palpável, porque envolve o mundo das coisas. Infringe totalmente as convenções
gramaticais.
• Exemplo: Nóis ouvimo falá do pograma da televisão.
D. Língua Regional. Língua Regional, como o nome já indica, está circunscrita
a regiões geográficas, caracterizando-se pelo acento linguístico, que é a soma das
qualidades físicas do som (altura, timbre, intensidade). Tem um patrimônio
vocabular próprio, típico de cada região.
• Exemplo: Égua! Esse carimbó tem um ritmo paid’égua!
E. Língua Grupal. Língua grupal é uma língua hermética, porque pertence a
grupos fechados.
Língua Grupal (Técnica). A língua grupal técnica desloca-se para a escrita.
Existem tantas quantas forem as ciências e as profissões: a língua da Medicina
(como é difícil entender um diagnóstico…), a do Direito (restrita aos meios jurídicos),
etc. Só é compreendida, quando sua aprendizagem se faz junto com a profissão.
• Exemplo: O materialismo dialético rejeita o empirismo realista e
considera que as premissas do emprirismo materialista são justas no
essencial.
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Língua Grupal (Gíria). Existem tantos quantos grupos fechados. Há a gíria
policial, a dos jovens, dos estudantes, dos militares, dos jornalistas, etc.
• Exemplo: O negocio agora é comunicação, e comunicação o cara
aprende com material vivo, deslocando um papo legal. Morou?
IMPORTANTE!
Quando a gíria é grosseira, recebe o nome de calão.
2.6. Língua Escrita
A. Língua Não-Literária. A língua não-literária apresenta as mesmas
características das variantes da língua falada tais como língua-padrão, coloquial,
inculta ou vulgar, regional, grupal, incluindo a gíria e a técnica e tem as mesmas
finalidades e registros, conforme exemplificaremos abaixo:
Língua-Padrão. A língua-padrão é aquela que obedece a todos os parâmetros
gramaticais.
• Exemplo: “O problema que constitui o objeto da presente obra põe-se,
com evidente principalidade, diante de quem quer que enfrente o
estudo filosofico ou o estudo só científico do conhecimento. Porém não
é mais do que um breve capítulo de gnosiologia.” (Pontes de Miranda)
Língua Coloquial
• Exemplo: “- Me faz um favor. Vai ao banco pra mim.”
Língua Vulgar ou Inculta
• Exemplo: (Trecho de uma lista de compras)
o – assucar (= açúcar)
o – basora (= vassoura)
o – qejo (= queijo)
o – xalxixa (= salsicha)
Língua Regional
• Exemplo: Deu-lhe com a boladeira nos cascos, e o índio correu mais
que cusco em procissão.
Língua Grupal. Os exemplos dados no item 2.5.E. servem para ilustrar tanto
a lingua grupal gíria como a técnica.
IMPORTANTE!
Quando redigimos um texto, não devemos mudar o registro, a não ser que o
estilo permita, ou seja, se estamos dissertando – e, nesse tipo de redação, usase
geralmente, a lingua-padrão – não podemos passar desse nível para um
outro, como a gíria, por exemplo.
B. Língua Literária. A língua literária é o instrumento utilizado pelos
escritores. Principalmente, a partir do modernismo, eles cometeram certas infrações
gramaticais, que, de modo algum, se confundem com os erros observados nos
leigos. Enquanto nestes as incorreções acontecem por ignorância da norma,
naqueles as mesmas ocorrem por imposição da estilística.
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• Exemplo: “Macunaima ficou muito contrariado. Maginou, maginou e
disse prá velha…” (Mário de Andrade)
3 – NOÇÃO DE TEXTO
3.1. Conceitos Básicos
O que é texto? É um conjunto de frases? É uma entidade material por meio da
qual se comunica algo.
3.2. Categorias de Textos
A. Narração. A narração é um texto dinâmico, que contém vários fatores de
dependência que são extremamente importantes para a boa estruturação do texto.
Narrar é contar um fato, e como todo fato ocorre em determinado tempo, em toda
narração há sempre um começo um meio e um fim. São requisitos básicos para que
a narração esteja completa.
Elementos que formam a estrutura da narrativa.
• TEMPO: O intervalo de tempo em que o(s) fato(s) ocorre(m). Pode ser
um tempo cronológico, ou seja, um tempo especificado durante o
texto, ou um tempo psicológico, onde você sabe que existe um
intervalo em que as ações ocorreram, mas não se consegue distinguilo.
• ESPAÇO: O espaço é imprescindível, e deve ser esclarecido logo no
início da narrativa, pois assim o leitor poderá localizar a ação e
imaginá-la com maior facilidade.
• ENREDO: É o fato em si. Aquilo que ocorreu e que está sendo narrado.
Deve ter um começo, um meio e um fim.
• PERSONAGENS: São os indivíduos que participaram do acontecimento
e que estão sendo citados pelo narrador. Há sempre um núcleo
principal da narrativa que gira em torno de um ou dois personagens,
chamados de personagens centrais ou principais (protagonistas).
• NARRADOR: É quem conta o fato. Pode ser em primeira pessoa, o qual
por participar da história é chamado narrador-personagem, ou em
terceira pessoa, o qual não participa dos fatos, e é denominado
narrador-observador.
Alguns elementos que ajudam na construção do enredo.
• INTRODUÇÃO: Na introdução devem conter informações já citadas
acima, como o tempo, o espaço, o enredo e as personagens.
• TRAMA: Nessa fase você vai relatar o fato propriamente dito,
acrescentando somente os detalhes relevantes para a boa
compreensão da narrativa. A montagem desses fatos deve levar a um
mistério, que se desvendará no clímax.
• CLÍMAX: O clímax é o momento chave da narrativa, deve ser um
trecho dinâmico e emocionante, onde os fatos se encaixam para chegar
ao desenlace.
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• DESENLACE: O desenlace é a conclusão da narração, onde tudo que
ficou pendente durante o desenvolvimento do texto é explicado, e o
“quebra-cabeça”, que deve ser a história, é montado.
• Para que no seu texto estejam presentes esses elementos, é necessário
que na organização do texto você faça alguns questionamentos: O que
aconteceu? (enredo), quando aconteceu? (tempo), onde aconteceu?
(espaço), com quem aconteceu? (personagens), como aconteceu?
(trama, clímax, desenlace).
B. Descrição ou texto descritivo. O objetivo do texto descritivo é mostrar algo,
retratar, relatar as características de uma pessoa, um objeto, uma situação, um
local. Essa categoria de texto é construída por uma série de enunciados
simultâneos, ele não é regido por uma cronologia, como no texto narrativo, ou por
uma lógica, como no texto dissertativo.
O texto descritivo por excelência, consiste em uma percepção sensorial,
representada pelos cinco sentidos (visão, tato, paladar, olfato e audição) no intuito
de relatar as impressões capturadas com base em uma pessoa, objeto, animal,
lugar ou mesmo um determinado acontecimento do cotidiano.
É como se fosse uma fotografia traduzida por meio de palavras, sendo que
estas são “ornamentadas” de riquíssimos detalhes, de modo a propiciar a criação de
uma imagem do objeto descrito na mente do leitor.
A descrição pode ser retratada apoiando-se sob dois pontos de vista: o objetivo
e o subjetivo.
IMPORTANTE!
Após fazer essas perguntas e responder a elas, pode-se iniciar a redação da
narrativa, na qual são incluídos todos os itens citados. Para a produção de
uma boa redação, o melhor é que se distribuam as informações dessa forma:
Introdução: Com quem aconteceu? Quando aconteceu? Onde aconteceu?
Desenvolvimento: O que aconteceu? Como aconteceu? Por que aconteceu?
Conclusão: Qual a conseqüência desse acontecimento?
Se essas dicas forem seguidas, com certeza a narração estará completa e não
faltará nenhuma informação para que se possa entender os fatos.
Descrição objetiva. Na descrição objetiva, como literalmente ela traduz, o
objetivo principal é relatar as características do “objeto” de modo preciso,
isentando-se de comentários pessoais ou atribuições de quaisquer termos que
possibilitem a múltiplas interpretações.
Descrição subjetiva. A subjetiva perfaz-se de uma linguagem mais pessoal,
na qual são permitidas opiniões, expressão de sentimentos e emoções e o emprego
de construções livres em que revelem um “toque” de individualismo por parte de
quem a descreve.
C. Dissertação ou texto dissertativo. Esse tipo de texto caracteriza-se pela
defesa de uma ideia, de um ponto de vista, ou pelo questionamento acerca de um
determinado assunto. O texto dissertativo dá ênfase ao enunciado e não ao
enunciador. E nele se evitam os verbos me primeira pessoa, como: digo, afirmo,
falo, concluo, entre outros. Deve-se utilizar a linguagem formal. Em geral, para se
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obter maior clareza na exposição de um ponto de vista, costuma-se distribuir a
matéria em três partes.
3.3. O Texto de Instruções
Essa talvez seja o tipo de texto com o qual mais nos deparamos em nosso dia a
dia. Você já reparou nos textos afixados nos quartos de hotel, geralmente atrás das
portas? Eles veiculam uma série de informações, desde o horário do café da manhã,
até avisos que visão à segurança dos hóspedes. São textos escritos numa linguagem
bem clara e objetiva para que o leitor tenha fácil acesso às informações e para que
não haja dúvida sobre o teor da mensagem.
Outros exemplos desse tipo de texto são regras de jogos, receitas culinárias ou
manuais de montagem de determinado equipamento.
• Introdução – Apresenta-se a idéia ou o ponto de vista que será defendido.
• Desenvolvimento ou argumentação – Desenvolve-se um ponto de vista para
tentar convencer o leitor; para isso, deve-se usar uma sólida argumentação
, citar exemplos, recorrer à opinião de especialistas, fornecer dados, etc.
• Conclusão – Nela se dá um fecho ao texto, coerente com desenvolvimento,
com os argumentos apresentados.
IMPORTANTE!
Uma das diferenças entre esses textos é o uso do imperativo negativo nas
orientações. O modo imperativo é muito utilizado nos textos instrucionais,
mas, nas regras de jogos e nas receitas, encontramos mais frequentemente
sua forma afirmativa.
4 – REDAÇÃO TÉCNICA
4.1. O Que é Redação Técnica?
Primeiramente, vejamos esses dois termos em separado:
• Redação é o ato de redigir, ou seja, de escrever, de exprimir pensamentos e
ideias através da escrita.
• Técnica é o conjunto de métodos para execução de um trabalho, a fim de se
obter um resultado.
Logo, para que você escreva uma redação técnica é necessário que certos
processos sejam seguidos, como o tipo de linguagem, a estrutura do texto, o
espaçamento, a forma de iniciar e finalizar o texto, dentre outros.
Dessa forma, a necessidade de certa habilidade e de se ter os conhecimentos
prévios para se fazer uma redação técnica é imprescindível.
4.2. Tipos de Redação Técnica
A redação técnica engloba textos como: atas, cartas, certificados, declarações,
e-mail’s comerciais/empresariais, memorandos, ocorrências (termo de), ofícios,
relatórios.
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A. Ata (de reunião). “Ata é o resumo escrito dos fatos e decisões de uma
assembléia, sessão ou reunião para um determinado fim” (Martins, 2003, p. 148).
Medeiros (2005, p. 178), conceitua “…como um registro em que se relata o que
se passou numa reunião, assembléia ou convenção”.
A. Normas. Geralmente, as atas são transcritas a mão pelo secretário, em livro
próprio, que deve conter um termo de abertura e um de encerramento, assinados
pela autoridade máxima da entidade ou por quem receber daquela autoridade
delegação de poderes para tanto; esta também deverá numerar e rubricar todas as
folhas do livro.
Por ser um documento de valor jurídico a ata deve ser lavrada de tal forma,
que nada lhe poderá ser acrescentado ou modificado.Caso haja engano, o secretário
escreverá “digo”, retificando o pensamento. Se o engano for notado no final da ata,
escrever-se-á a expressão – “Em tempo: Onde se lê…, leia-se…”.
No livro de atas, os números dever ser escritos por extenso, evitando também
as abreviações. As atas são redigidas sem se deixarem espaços ou parágrafos, a fim
de se evitarem acréscimos.
O tempo verbal preferencialmente utilizado na ata é o pretérito perfeito do
indicativo. Com relação às assinaturas, todas as pessoas presentes deverão assinar
a ata, ou, quando deliberado, apenas o presidente e o secretário.
Para se evitar a fraude, permite-se também a transição da ata em folhas
digitadas, desde que as mesmas sejam convenientes arquivadas. Só em casos
especiais, usam-se formulários já impressos, como os das seções eleitorais.
Medeiros (2005, p. 179), destaca os elementos constitutivos básicos de uma
ata.
• dia, mês, ano e hora da reunião (por extenso);
• local da reunião;
• relação e identificação do presidente e secretário;
• ordem do dia (pauta) e
• fecho.
Modelo de Ata (de Reunião)
ATA DA 52ª SESSÃO ORDINÁRIA DE 2006
Aos quatorze dias do mês de abril do ano de dois mil e seis, às quatorze horas,
no Conselho de Terras da União, quinto andar, sala quinhentos e vinte e três,
do Edifício do Ministério da Fazenda, na cidade _____________, reuni-se o
Conselho, em Sessão Ordinária, presidido pelo Conselheiro-Presidente, Senhor
_________________, presentes e Conselheiros, Senhores: ______________;
presente, também, o Procurador–Representante da Fazenda Nacional, Senhor
______________. Iniciados os trabalhos, o Senhor Procurador – Representante
da Fazenda remeteu ao Relator-Conselheiro, Senhor ___________________, o
processo nº 242.958-87, do interesse de __________________ e outros, do qual
tivera vista. A seguir, com a palavra o Conselheiro, Senhor
___________________, iniciou-se a discussão do processo nº 66.634-98, do
interesse de __________________________ e outros, ocasião em que o Senhor
Conselheiro-Relator rememorou as principais fases do processo bem como
suas implicações no âmbito do Poder Judiciário, até que foi atingido o término
da hora regimental dos trabalhos, sustando-se, em conseqüência, a
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continuação dos debates. E, após a leitura da pauta para a próxima reunião, o
Senhor Presidente encerrou esta, da qual, para constar, eu
___________________, lavrei está Ata. Sala das Sessões, em 14 de abril de 2006.
B. Carta Comercial Tradicional e Moderna. A carta comercial, também
chamada de correspondência técnica, é um documento com objetivo de se fazer
uma comunicação comercial, empresarial.
A redação comercial tem como características comuns:
• Clareza: o texto, além de ser claro, deve ser objetivo, como forma de evitar
múltiplas interpretações, o que prejudica os comunicados e negócios.
• Estética: a fim de causar boa impressão, o texto deve estar bem organizado
e dentro da estruturação cabível. Não pode haver rasuras ou “sujeiras”
impregnadas ao papel.
• Linguagem: seja conciso e objetivo: passe as informações necessárias, sem
ficar usufruindo de recursos estilísticos. Seja impessoal, ou seja, não faça
uso da subjetividade e de sentimentalismo. E por fim, escreva com
simplicidade, mas observando a norma culta da língua.
É muito importante que haja correção, pois um possível equívoco pode gerar
desentendimento entre as partes e possíveis prejuízos de ordem financeira.
Estrutura de uma Carta Comercial
• 1º passo: O papel deve ter o timbre e/ou cabeçalho, com as informações
necessárias (nome, endereço, logotipo da empresa). Normalmente, já vem
impresso.
• 2º passo: Coloque o nome da localidade e data à esquerda e abaixo do
timbre. Coloque vírgula depois do nome da cidade! O mês deve vir em letra
minúscula, o ano dever vir junto (2008), sem ponto ou espaço. Use ponto
final após a data.
• 3º passo: Escreva o nome e o endereço do destinatário à esquerda e abaixo
da localidade e data.
• 4º passo: Coloque um vocativo impessoal: Prezado(s) Senhor(Senhores),
Caro cliente, Senhor diretor, Senhor Gerente, etc.
• 5º passo: Inicie o texto fazendo referência ao assunto, tais como: “Com
relação a…”, “Em atenção à carta enviada..”, “Em atenção ao anúncio
publicado…”, “Atendendo à solicitação…”, “Em cumprimento a…”, “Com
relação ao pedido…”, “Solicito que…”, “Confirmamos o recebimento”, dentre
outras.
• 6º passo: Exponha o texto, como dito anteriormente, de forma clara e
objetiva. Pode-se fazer abreviações do pronome de tratamento ao referir-se
ao destinatário: V.Sª.; V. Exa.; Exmo.; Sr.; etc.
• 7º passo: Corresponde ao fecho da carta, o qual é o encerramento da
mesma. Despeça-se em tom amigável: Cordialmente, Atenciosamente,
Respeitosamente, Com elevado apreço, Saudações cordiais, etc.
IMPORTANTE
Evite iniciar com “Através desta”, “Solicito através desta”, “Pela presente” e
similares, pois são expressões pleonásticas, uma vez que está claro que o meio
de comunicação adotado é a carta.
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Evite terminar a carta anunciando tal fato (Termino esta) ou de forma muito
direta (Sem mais para o momento, despeço-me).
Modelo de Carta Comercial
Loja da Maria
Maria e Cia. Ltda.
Comércio de utensílios
Av. José Malcher, 1000
Belém – Pa
Belém, 03 de março de 2008.
Ao diretor
Joaquim Silva
Rua das Palmeiras, 600
Belo Horizonte – MG
Prezado Senhor:
Confirmamos ter recebido uma reivindicação de depósito no valor três mil
reais referente ao mês de fevereiro. Informamo-lhe que o referido valor foi
depositado no dia 1º de março, na agência 0003, conta corrente 3225, Banco
dos empresários. Por favor, pedimos que o Sr. verifique o extrato e nos
comunique o pagamento. Pedimos escusas por não termos feito o depósito
anteriormente, mas não tínhamos ainda a nova conta bancária.
Nada mais havendo, reafirmamos os nossos protestos de elevada estima e
consideração.
Atenciosamente,
Amélia Sousa
Gerente comercial
C. Certificado. Certificado, como o próprio nome já diz, certifica alguma coisa
que a pessoa fez. É um documento comprobatório de que o indivíduo fez um curso
ou participou de um simpósio, encontro, congresso ou oficina. É emitido pelos
organizadores ou realizadores do evento.
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O certificado é o conteúdo, ou seja, o corpo da certificação. Esta última atesta
“ser verdade” algo que está declarado. Portanto, fazer a certificação é um ato sério,
pois quem assina está assumindo a responsabilidade sobre aquilo que afirma o
documento.
Modelo de Certificado
CERTIFICADO
Certifico que o(a) aluno(a) ___________________________________________
participou do V Simpósio sobre educação infantil, no período de _______ a
__________, perfazendo um total de ________ horas.
Belém, ________________.
________________________
Diretor Geral do Departamento de Letras da UFPA
D. Declaração. A declaração é um tipo de texto muito ligado às situações
cotidianas, que constitui-se num relato proferido por alguém a favor de outra
pessoa, procurando evidenciar uma verdade em que se acredita.
Trata-se de uma comunicação escrita, cuja estética segue alguns padrões fixos
que envolvem conhecimentos linguísticos adequados, tais como o tipo de
linguagem, a estrutura textual, o espaçamento, a forma de iniciar e finalizar a
mensagem, dentre outros fatores.
Estrutura de uma Declaração
Visando aprimorar nossos conhecimentos acerca da composição textual em
evidência, enfatizaremos as seguintes particularidades:
• Tal documento deverá fazer referência ao objetivo pretendido por meio do
discurso, ou seja, a expressão “declaração” é grafada com letras
maiúsculas, ocupando uma posição de destaque sobre as demais;
• Em seguida redige-se a mensagem pretendida, focalizando o assunto
específico;
• Ao final, cita-se o local, a data, enfatizando dia, mês e ano, seguida da
assinatura do emissor (declarante) e seu respectivo cargo (função), quando
for o caso.
Modelo de Declaração
DECLARAÇÃO
DECLARAMOS para os devidos fins que a aluna __________________ (nome da
pessoa a que se refere as informações prestadas), encontra-se regularmente
matriculada na seguinte instituição de ensino (nome da escola, faculdade).
Situada à Rua (endereço completo da instituição).
Por ser verdade, afirmo o presente documento.
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______________________
(local e data)
______________________________________________
Assinatura do emissor
E. E-mail’s (mensagens eletrônicas). “A mensagem eletrônica é como qualquer
outra mensagem escrita” (Medeiros, 2005, p. 60).
Ao redigir um e-mail comercial, levam-se em consideração os mesmos
aspectos técnicos da carta comercial, inclusive seus elementos estruturais. Deve
haver clareza, simplicidade, coerência e coesão entre as ideias.
Um perigo constante neste tipo de comunicação é o vício de linguagem. Muitos
acham que o e-mail deve ser redigido com palavras abreviadas (ex. vc = você, td =
tudo bem), mas lembre-se estamos escrevendo uma carta comercial (a um cliente,
fornecedor, etc.) em nome de nossa empresa e devemos passar seriedade e
confiança ao receptor da mensagem.
Ao terminar o texto, sempre coloque seu nome completo, para que o
interlocutor possa identificar quem escreveu o e-mail.
Lembramos que estas regras se aplicam aos e-mails comerciais. Não temos
aqui o intuito de criticar ou querer normatizar os e-mail’s particulares, que tem
suas próprias regras e linguagem.
IMPORTANTE!
O e-mail é uma forma de comunicação eficiente e veloz. Entretanto, assim
como em uma carta, a formalidade não deve ser dispensada em determinadas
oportunidades, como é o caso de comunicações comerciais, dentre outras.
Modelo de E-mail comercial
__________________________________
(localidade), (dia) de (mês) de (ano).
Para (destinatário/empresa)
Atenção a (pessoa ou departamento)
Assunto (tema da comunicação)
Prezados Senhores,
Somos uma empresa de representações em vendas e temos em nosso quadro
funcional apenas vendedores altamente capacitados e profissionalizados.
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Anexamos nesta oportunidade nosso portfólio para análise e manifestamos
nossa intenção de representar sua empresa em municípios da região.
Caso haja interesse por parte de sua empresa, nos colocamos à disposição
para novos contatos.
Agradecemos a atenção.
Atenciosamente,
Sua Empresa
Seu Nome – Seu Cargo
_____________________________________
F. Memorando. O memorando é um aviso por escrito de caráter interno e
administrativo, uma vez que estabelece a comunicação entre as unidades,
departamentos ou setores de uma mesma empresa, instituição, órgão.
Pode apresentar algumas finalidades: complementar uma correspondência
anteriormente enviada, expor projetos e ideias, apresentar novas diretrizes, dentre
outras.
É uma carta de tramitação rápida, simples e eficaz, sem se prender a
burocracias iminentes. O despacho pode ser realizado na própria folha do
memorando de modo resumido, o que permite agilidade e transparência no
andamento das decisões tomadas.
Estrutura de um Memorando
Quanto à estrutura, o memorando deve ter identificação por número, data,
vocativo, assunto, texto objetivo e claro, despedida e a assinatura, acompanhada do
cargo que se atribui ao remetente do referido documento. A linguagem é formal.
Modelo de Memorando
Memorando Nº 01/09 Em _____de ______ de______.
Ao Sr. Chefe de Recursos Humanos
Assunto: Desligamento de funcionário
Com base na determinação do próprio funcionário Luciano da Silva,
comunicamos que o mesmo foi desligado, hoje, deste departamento e,
portanto, está sob orientação dos senhores para as tramitações legais.
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Atenciosamente,
______________________________________
Chefe administrativo do Departamento de Produção.
G. Ocorrência (Termo de). O Termo de Ocorrência é um livro que encontra-se
meio esquecido hoje em dia pelas empresas.
Nele deve-se registrar a abertura de todos os livros que a empresa é obrigada a
ter (entradas, saídas, inventário, ICMS, entre outros), além de outras operações na
empresa, como pedido de talões, instalação de ECF e manutenção da mesma,
registro de fiscalização na empresa, feita pelo fiscal, entre outras.
Modelo de Termo de Ocorrência
TERMO DE OCORRÊNCIAS
Assunto: Declaração expressa pela opção do Crédito Presumido de 20% (vinte
por cento) consubstanciada no artigo 3º do Anexo IX do RICMS.
(espaço reservado ao nome da razão social da empresa), empresa estabelecida
neste município, inscrita no CNPJ nº. e Inscrição Estadual nº , com atividade
econômica de: TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS EM GERAL,
intermunicipal/interestadual, neste ato representada pelo seu
sócioproprietário/procurador: (espaço reservado ao nome do representante
legal da empresa), brasileiro, natural de , portador da Cédula de Identidade
RG nº _______________, expedida pela SSP/ inscrito no CPF nº
_________________________, domiciliado no município de
_________________________, declara expressamente que sua opção pelo benefício
fiscal importa em renúncia a qualquer outro crédito decorrente do sistema de
tributação previsto na legislação estadual, nos termos do artigo 3º do Anexo IX
do Regulamento do ICMS – RICMS.
_________________________, de _________________ de 200__.
(espaço reservado à cidade de origem)
______________________________________
(espaço reservado à ass. do representante legal)
SÓCIO PROPRIETÁRIO/PROCURADOR
IMPORTANTE! Este Termo deverá ser transcrito no livro de Registro de
Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências, pelo próprio
punho do requerente.
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Após transcrever o texto acima no livro Registro de Utilização de Documentos
Fiscais:
– reconhecer firma promovida por oficial público;
– autenticar a cópia em cartório;
– Se o signatário não pertencer ao quadro societário da empresa, anexar
procuração lavrada por instrumento público.
H. Ofício. O ofício é o documento por meio do qual é feita determinada
comunicação ou solicitação, em caráter oficial, à determinada pessoa física ou
jurídica (autoridade).
Modelo de Ofício
Ofício nº (número)/(ano)
À Secretaria de Trânsito
Município de Belém – PA
Felipe Furtado Machado, brasileiro, solteiro, carteiro, inscrito no CPF sob o nº
(informar), residente e domiciliado à Rua dos Pinhais, nº 111 – Jardim do
Bosque, nesta cidade, vem respeitosamente à presença de Vossa Senhoria
solicitar a colocação de um quebra molas em meu bairro, em frente ao Colégio
Municipal, tendo em vista que o trânsito de veículos flui em velocidade elevada
no local, colocando em risco a integridade física dos pedestres, especialmente
das crianças que frequentam aquele estabelecimento de ensino.
Certo de que a solicitação será atendida, fique com meus votos de estima e
consideração.
(local), (dia) de (mês) de (ano)
(assinatura)
(nome)
I. Relatório. O relatório tem por finalidade expor informações sobre um
decreto, uma decisão, um projeto, uma atividade, uma pesquisa ou algo
semelhante, a fim de prestar contas, sejam financeiras ou administrativas. Pode ser
complexo como de uma empresa e simples como de um estágio.
O discurso em um relatório deve ser claro, objetivo, conciso e exato. Dessa
forma, o relatório tem a finalidade de apresentar resultados parciais ou finais de
determinada tarefa ou atividade.
Utilizado especialmente no meio profissional ou acadêmico, o relatório deve ser
informativo e ao mesmo tempo objetivo quanto ao assunto abordado.
Modelos de Relatórios
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Empresa _________________________________
Relatório da Diretoria Financeira
Senhores Acionistas:
Em cumprimento às disposições legais e estatuárias, submetemos a sua
apreciação o Balanço Geral, referente ao exercício de 2000, a demonstração da
conta “Lucros e Perdas” e o parecer do Conselho Fiscal.
No exercício que encerrou tivemos o imenso prazer de participar na subscrição
do capital inicial da __________ , com R$ __________. A nossa carteira de ações
alcança hoje R$ __________ , quase todo da __________ de grande valor. O nosso
capital foi aumentado de R$ ___________ para R$ ________ com incorporação do
Fundo __________, passando o valor nominal das ações de R$ _________ para
R$ ______, e o nosso patrimônio de R$ _________ para __________.
Finalmente nos colocamos inteiramente à disposição de V.S.ª para todos os
esclarecimentos que se fizerem necessários.
Vitória, ___ de _____ de _____ .
______________________________________________
______________________________________________
Assinaturas
Balanço Geral em: ________________
Ativo ___________________
Passivo __________________
Relatório de Gestão de Orçamento
Venho apresentar o relatório de prestação de constas da gestão referente ao
período de (dia e mês) a (dia, mês e ano) a fim de que seja apreciado pelos
senhores.
Constam do relatório todas as despesas efetuadas, assim como o
planejamento para o próximo período.
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1. Do orçamento para o período
2. Das obras de benfeitoria e manutenções realizadas
3. Dos serviços contratados
4. Dos eventos realizados
5. Das contas fixas mensais
6. Do saldo
7. Planejamento do próximo exercício
Por fim, solicito que se houverem divergências quanto às contas apresentadas,
que haja manifestação formal por escrito.
(localidade), (dia) de (mês) de ano).
Nome e Assinatura
Cargo
5 – GRAMÁTICA E ORTOGRAFIA
A falta de capacidade de escrever, falar e ler corretamente decorre, por vezes,
da falta do hábito de ler, pois quem lê com frequência escreve melhor, tem melhor
raciocínio, melhor interpretação e melhor organização de ideias. Mas não é somente
essa questão que faz com que tenhamos dificuldades de nos comunicar. O pouco
domínio ou a falta de conhecimento das regras básicas estabelecidas em nosso
código linguístico são, também, fatores importantes que devemos considerar no
processo de uma comunicação eficiente e eficaz. Pensando nisso, propomos nesta
unidade recuperar alguns conceitos gramaticais e ortográficos de nosso código
linguístico.
5.1. Uso do “a” ou “há”
Para saber se você deve usar “a” ou “há” apresentamos aqui algumas dicas
para facilitar a eliminação de dúvidas a esse respeito:
A. Usa-se “há” quando o verbo “haver” é impessoal, tem sentido de “existir” e é
conjugado na terceira pessoa do singular.
• Exemplo: Há um modo mais fácil de fazer essa massa de bolo. / Existe um
modo mais fácil de fazer essa massa de bolo.
B. Ainda como impessoal, o verbo “haver” é utilizado em expressões que
indicam tempo decorrido, assim como o verbo “fazer”.
• Exemplos: Há muito tempo não como esse bolo. / Faz muito tempo que não
como esse bolo.
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Logo, para identificarmos se utilizaremos o “a” ou “há” substituímos por “faz”
nas expressões indicativas de tempo. Se a substituição não alterar o sentido real da
frase, emprega-se “há”.
• Exemplos: Há cinco anos não escutava uma música como essa.
Substituindo por faz: Faz cinco anos que não escutava uma música como
essa.
C. Quando não for possível a conjugação do verbo “haver” nem no sentido de
“existir”, nem de “tempo decorrido”, então, emprega-se “a”.
• Exemplos: Daqui a pouco você poderá ir embora. / Estamos a dez minutos
de onde você está.
IMPORTANTE!
Não se usa “Há muitos anos atrás”, pois é redundante, pleonasmo. Não é
necessário colocar “atrás”, uma vez que o verbo “haver” está no sentido de
tempo decorrido.
6 – CONCORDÂNCIA NOMINAL
Concordância é o mecanismo pelo qual algumas palavras alteram suas
terminações, para se adequar harmonicamente umas às outras na frase. Há dois
tipos de concordância: a Nominal e a Verbal.
A. Concordância Nominal. É o acordo entre o nome (substantivo) e seus
modificadores (artigo, pronome, numeral, adjetivo) quanto ao gênero (masculino ou
feminino) e o número (plural ou singular).
• Exemplo: Minha casa é extraordinária.
Temos o substantivo “casa”, o qual é núcleo do sujeito “Minha casa”. O
pronome possessivo “minha” está no gênero feminino e concorda com o
substantivo. O adjetivo “extraordinária”, o qual é predicativo do sujeito (trata-se de
uma oração com complemento conectado ao sujeito por um verbo de ligação),
também concorda com o substantivo “casa” em gênero (feminino) e número
(singular).
Para finalizar, veremos mais um exemplo, com análise bem detalhada:
• Exemplo: Dois cavalos fortes venceram a competição.
Primeiro, verificamos qual é o substantivo da oração acima: cavalos. Os
termos modificadores do substantivo “cavalos” são: o numeral “Dois” e o adjetivo
“fortes”. Esses termos que fazem relação com o substantivo na concordância
nominal devem, de acordo com a norma culta, concordar em gênero e número com
o mesmo.
Nesse caso, o substantivo “cavalos” está no masculino e no plural e a
concordância dos modificadores está correta, já que “dois” e “fortes” estão no gênero
masculino e no plural.
Observe que o numeral “dois” está no plural porque indica uma quantidade
maior do que “um”.
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Então temos por regra geral da concordância nominal que os termos referentes
ao substantivo são seus modificadores e devem concordar com o mesmo em gênero
e número.
B. Casos especiais de Concordância Nominal. Lembro que a matéria é
complexa e controversa, sujeita a soluções divergentes. As normas que a seguir
mostramos têm como base as regras da gramática normativa.
Alerta é advérbio e invariável.
• Exemplo: Ambos estavam alerta.
o É variável como sinônimo de aviso (substantivo):
􀂃 Exemplo: As sentinelas deram vários alertas (= vários avisos).
Menos sempre, menas nunca.
• Exemplo: Havia menos alunas na aula.
Bastante pode ser adjetivo ou advérbio. Como advérbio (intensidade = muito) é
invariável:
• Exemplo: Eles falam bastante (muito).
o Como adjetivo concorda com o substantivo:
􀂃 Exemplo: Você ainda verá bastantes > novidades.
Meio (= um pouco, um tanto) é advérbio e invariável.
• Exemplo: A porta estava meio (um tanto) aberta.
o Significando metade, concordará com o nome a que se refere:
􀂃 Exemplo: Tomou meia > garrafa de suco.
IMPORTANTE!
Localize na oração o substantivo primeiramente, como foi feito no último
exemplo. Após a constatação do substantivo, observe o seu gênero e o número.
Os termos referentes ao substantivo são seus modificadores e devem estar em
concordância de gênero e número com o nome (substantivo).
Para fazermos à diferenciação basta substituirmos [bastante] por [muito]; se
muito variar bastante também ira variar, em qualquer circunstância:
Exemplos:
Você conheceu muitas pessoas (muitas = bastantes).
Elas são muito simpáticas (muito = bastante).
Anexo, Incluso e Junto são palavras adjetivas e, como tais, concordam com o
nome a que se referem:
• Exemplos: Remeto-lhe anexa, inclusa > a fotocópia do recibo. / Remeto-lhe
anexos, inclusos > os convites. / Remeto-lhe anexas, inclusas > as faturas.
/ As irmãs estavam juntas. / Encontrei os amigos juntos.
o Anexo precedido da preposição [em] fica invariável.
􀂃 Exemplo: Em anexo, seguem as faturas.
Junto à / junto de / junto com (= perto de) são invariáveis.
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• Exemplos: As certidões seguem junto com (dos) aos documentos. /
Construiu os edifícios junto às estações.
Mesmo, Próprio, são palavras adjetivas e, como tais, concordam com o nome
a que se referem.
• Exemplos: Ela (mesma/própria) fará os convites. / Ele (mesmo/próprio)
fará os convites.
o Mesmo [= de fato, realmente], é invariável.
􀂃 Exemplo: Elas farão mesmo (= de fato) parte do grupo.
Quite é palavra adjetiva e concorda com o nome a que se refere.
• Exemplos: Estou < quite com o serviço militar. / Estamos < quites com o
serviço militar.
Caro e Barato são invariáveis quando usados com o verbo custar.
• Exemplo: Curiosidade está custando caro.
o Sem o verbo custar concorda com o nome a que se refere:
􀂃 Exemplo: A gasolina está cara.
É Bom / É Necessário / É Proibido / É Permitido, estas expressões só
concordam com o substantivo se este vier precedido de um artigo ou palavra
semelhante; caso contrário, a expressão fica invariável:
• Exemplos: Água mineral é bom para a saúde. / A água mineral é boa para a
saúde. / Virtude é necessário. / A virtude é necessária. / Bebida alcoólica é
proibido. / A bebida alcoólica é proibida.
Possível quando acompanhado de: o/a mais, o/a menos, o/a melhor, o/a
pior; fica no singular:
• Exemplos: Recebemos a melhor notícia possível. / Quero um carro o mais
barato possível.
o Possível irá para o plural quando o [artigo] das expressões estiver no
plural
􀂃 Exemplo: Vestia roupas as mais modernas possíveis.
o A expressão quanto possível é invariável.
􀂃 Exemplo: Proporcionou-lhes conforto quanto possível.
Substantivo como Adjetivo (derivação imprópria) não varia.
• Exemplo: Mulher monstro. / Mulheres monstro.
Nenhum varia normalmente.
• Exemplo: Vocês não são nenhuns coitadinhos.
O plural só pode ser usado, se o pronome vem antes do adjetivo. Se vier
depois, só admite o singular.
• Exemplo: Vocês não são coitadinhos nenhum.
Sós (= sozinho, único) é adjetivo. Concorda em número com o substantivo.
• Exemplo: Os dirigentes ficaram sós (= sozinhos).
o A locução adverbial [a sós] é invariável:
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􀂃 Exemplo: Estamos a sós.
Só (= somente, apenas) é advérbio e invariável.
• Exemplo: Nesta sala, só (= somente) os dirigentes podem entrar.
Obrigado concorda normalmente com o nome a que se refere. A mulher deve
dizer [obrigada] (= grata, reconhecia).
• Exemplos: A moça disse: muito obrigada. O rapaz disse: muito obrigado. /
As moças disseram: muito obrigadas. / Os rapazes disseram: muito
obrigados.
Salvo / Exceto / Obstante é invariável.
• Exemplos: Salvo honrosas exceções. / Iremos, não obstante as ordens em
contrário. / Os fiscais levaram tudo, exceto os quadros artísticos.
o Não confunda salvo (= exceto, menos) preposição, com salvo (= livre,
são, salvado), adjetivo que é variável:
􀂃 Exemplo: Os fugitivos estão salvos.
A Olhos Vistos (= visivelmente) é locução adverbial, portanto, invariável.
• Exemplo: Lúcia emagrecia a olhos vistos.
Pronomes de Tratamento que tenham um adjetivo como referente,
concordarão com o sexo da pessoa representada por esse nome.
• Exemplos: Vossa Majestade (um rei) está preocupado. / Vossa Majestade
(uma rainha) está preocupada.
Adjetivo anteposto a dois ou mais substantivos concorda, por norma, com o
substantivo mais próximo.
• Exemplos: Manifestou profundo respeito e admiração. / Manifestou
profunda admiração e respeito.
Adjetivo posposto a dois ou mais substantivos haverá duas opções de
concordância. O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo.
• Exemplos: Encontramos uma jovem e um homem preocupado. /
Encontramos um homem e uma jovem preocupada.
o Ou vai para o plural, concordando com os substantivos. Se os
substantivos forem gêneros diferentes, prevalecerá sempre o
masculino:
􀂃 Exemplos: Encontramos uma jovem e um homem preocupados.
/ Encontramos uma jovem e uma mulher preocupadas.
As Exceções
• Se os substantivos forem sinônimos ou puderem ser considerados
sinônimos, o adjetivo concordará com o mais próximo.
o Exemplo: Luís tinha ideia e pensamento < fixo. / Luís tinha
pensamentos e ideias < fixas.
• Se os substantivos forem antônimos o adjetivo deverá ir obrigatoriamente
para o plural.
o Exemplo: Passei dias e noites frios na Europa.
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• Se o adjetivo só puder referir-se ao último substantivo porque o sentido
assim exige, só com ele fará a concordância.
o Exemplo: Comprei livros e pêra madura (livros não amadurecem).
• Quando dois ou mais adjetivos qualificam um único substantivo, ocorrem
as seguintes concordâncias:
o Se houver repetição do artigo o substantivo ficará no singular
concordando com um adjetivo de cada vez:
􀂃 Exemplos: Suportou [a] pressão interna e [a] (pressão) externa.
/ O produto conquistou [o] mercado europeu e [o] americano.
o Se não houver repetição do artigo, o substantivo irá para o plural
juntamente com o artigo que o antecede, concordando com todos os
adjetivos:
􀂃 Exemplos: Suportou as pressões interna e externa. / O produto
conquistou os mercados europeu e americano.
• O adjetivo como predicativo do sujeito for composto, o adjetivo vai para o
plural. Se os substantivos que formam o sujeito forem gêneros diferentes, o
adjetivo vai para o plural masculino.
o Exemplos: O mar e o céu estavam serenos. / O vale e a montanha são
frescos.
􀂃 Anteposto aos substantivos, o adjetivo concorda, em geral, com
o mais próximo.
• Exemplos: Escolheste boa hora e lugar. / Escolheste
bom lugar e hora.
• O adjetivo como predicativo do objeto seguem as mesmas regras para o
adjetivo como predicativo do sujeito:
o Exemplos: Julgaram o filme e o ator bem fracos. / A prática tornou
respeitada a enfermeira e o médico.
• Um e outro + substantivo + adjetivo, o substantivo vai para o singular e o
adjetivo para o plural.
o Exemplos: Um e outro aspecto obscuros. / Uma e outra causa juntas.
6.1. Problemas Gerais da Língua Culta
A. Acerca de ou há cerca de. Na expressão “há cerca de” está inserido o verbo
“haver” no sentido de tempo decorrido, sem saber o período com exatidão de dias,
meses ou anos. Aproxima-se do sentido de “faz” quando também se refere a tempo.
Na dúvida substitua o verbo “há” por “faz”.
• Exemplo: Lembramos que a revolução ocorreu há cerca de meio século. (faz
cerca de).
Já o termo “acerca” ou a locução prepositiva “acerca de” têm significado de: “a
respeito de”, “sobre algo”.
• Exemplos: Falávamos acerca de sua resposta à professora. / Não falei nada
acerca disso.
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B. Tampouco ou tão pouco – Tampouco significa “também não” e é advérbio.
Geralmente, é usado na expressão “nem tampouco” para enfatizar o sentido de
negação.
• Exemplos: Não sei escrever esta palavra, você tampouco. / Não verifiquei se
minha grafia está correta, nem tampouco a pontuação.
Tão pouco significa “muito pouco” e refere-se à medida (de tempo, de valor).
• Exemplos: Faz tão pouco tempo que estamos trabalhando! / Que bom, o
sapato que quero comprar custa tão pouco!
C. Sessão, Cessão ou Seção – Você sabe o que são palavras homófonas? Se
não, aí vai a definição: são as palavras que possuem o mesmo som, mas diferentes
escritas. E é justamente o caso de sessão, seção e cessão. Quanto à oralidade, não
há problema algum no emprego das mesmas. Mas quando se trata da escrita são
praticamente inevitáveis certos equívocos. No entanto, não vamos nos conformar
quanto às dúvidas, ao contrário, vamos esclarecê-las e, ao mesmo tempo, nos livrar
da situação incômoda de não saber qual escrever. Vejamos:
• Sessão – Tem sentido de reunião ou algo que você vá fazer sentado, já que a
palavra é derivada do latim “sessio” que significa “sentar-se”:
o Exemplos: Vamos à sessão das nove e meia! / A sessão durou mais do
que o previsto. / Decidimos fazer uma sessão extra para decidir o novo
acordo.
• Cessão – Tem sentido de ceder, doar, transferir algo a alguém.
o Exemplos: Será necessário fazer uma cessão de direitos. / A herança
constitui, primeiramente, no ato de cessão dos direitos aos herdeiros.
/ A cessão do capital foi autorizada pelo doador.
• Seção – Tem sentido de separar, repartir. Portanto, está adequada para
repartições de empresas.
o Exemplos: A seção de registro é logo à frente. / Qual a sua seção
eleitoral? / Para esclarecer sua dúvida vá até a seção de atendimento,
por favor.
É importante internalizar os sentidos das palavras em questão, e não apenas
decorá-las. Para isso, tenha sempre em mente pelo menos um significado de cada
uma: cessão/ceder, sessão/sentar, seção/repartir. Depois disso, é só escrever sem
se preocupar em estar cometendo algum erro ou de arranjar um sinônimo para não
ter que escrever a palavra.
D. Estadia e Estada – Estadia é usado para veículos em geral. Estada é usado
para pessoas.
• Exemplos: Foi curta minha estada na cidade. / Paguei a estadia de meu
automóvel.
E. A domicílio e Em domicílio – A domicílio só se usa quando dá ideia de
movimento. Em domicílio se usa sem ideia de movimento:
• Exemplos: Enviarei a domicílio seus documentos. / Fazemos entregas em
domicílio. / Levaram a domicílio as compras. / Damos aulas particulares a
domicílio.
F. Eminente e Iminente – Eminente quer dizer notável, ilustre, alto, elevado.
Iminente, como dito anteriormente, expressa algo que vai ocorrer em breve.
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• Exemplos: João era figura eminente em seu bairro, pois era um cozinheiro
de mão cheia! / O prédio precisou ser interditado, pois havia perigo
iminente.
G. “Traz” e “Trás” – Termo “trás” (com acento e grafado com “s”) tem o mesmo
significado de atrás, detrás. Tem função de advérbio de lugar, vem sempre
acompanhado de uma preposição, formando com esta uma locução adverbial.
• Exemplos: Ela olhou para trás e se arrependeu do que fez. / O menino
surgiu de trás da moita.
o O termo “traz” (sem acento e escrito com “z”) tem o mesmo
significado de conduzir, transportar, causar, ocasionar, oferecer. É a
conjugação do verbo “trazer” na terceira pessoa do singular do
indicativo ou na primeira pessoa do singular do imperativo.
􀂃 Exemplo: Ele traz notícias boas para nós!
H. Se não / Senão – Use “se não” (união da conjunção se + advérbio não)
quando puder trocar por “caso não”, “quando não” ou quando a conjunção “se” for
integrante e estiver introduzindo uma oração objetiva direta: Perguntei a ela se não
queria dormir em minha casa. Use “senão” quando puder substituir por “do
contrário”, “de outro modo”, “caso contrário”, “porém”, “a não ser”, “mas sim”, “mas
também”.
• Exemplos: Você tem de comer toda a comida do prato, senão é desperdício.
(de outro modo) / Se não fosse o trânsito, não teria me atrasado. (caso não)
I. Este, Esta, Isto / Esse, Essa, Isso – “Esse” ou “este” são pronomes
demonstrativos que tem suas formas variáveis de acordo com o número ou gênero.
A definição de pronomes demonstrativos demonstra muito bem a função desses:
são empregados para indicar a posição dos seres no tempo e espaço em relação às
pessoas do discurso: quem fala (1ª pessoa) e com quem se fala (2ª pessoa).
Vejamos: 1ª pessoa: este, esta, isto; 2ª pessoa: esse, essa, isso.
• Este, esta e isto – são usados para objetos que estão próximos do falante.
Em relação ao tempo, é usado no presente.
o Exemplos: Este brinco na minha orelha é meu. / Esta meia no meu
pé é minha. / Isto aqui na minha mão é de comer?
• Esse, essa, isso – são usados para objetos que estão próximos da pessoa
com quem se fala, ou seja, da 2ª pessoa (tu, você). Em relação ao tempo é
usado no passado ou futuro.
o Exemplos: Quando comprou esse brinco que está na sua orelha? / É
sua essa escova que caiu? / Isso que você pegou na geladeira é de
comer?
IMPORTANTE! Quando ficar com dúvida a respeito do uso de “esse” ou “este”
lembre-se: “este” (próximo a mim, presente) e “esse” (distante de mim, passado
e futuro).
J. Mas/Mais – Mas: conjunção adversativa, equivale a porém, contudo,
entretanto. Mais: pronome ou advérbio de intensidade, opõe-se a menos.
• Exemplos: A felicidade voa tão leve, mas tem a vida breve. / Este é o curso
mais caro da faculdade.
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L. Onde/Aonde – Onde: lugar em que se está ou que se passa algum fato.
Aonde: indica movimento (refere-se a verbos de movimento):
• Exemplos: Onde vai ser a festa? / Aonde você vai domingo à noite?
M. Que/Quê – Que: pronome, conjunção, advérbio ou partícula expletiva. Quê:
monossílabo tônico, substantivo, ou interjeição.
• Exemplos: Convém que você durma bastante. / Você tem sede de quê?
N. Mal/Mau – Mal: advérbio (opõe-se a bem), como substantivo indica doença,
algo prejudicial. Mau: adjetivo (ruim, de má qualidade).
• Exemplos: Sua aula foi mal preparada. (advérbio) / A criança sofre desse
mal há dois anos. (substantivo). / Tive um mau presságio hoje. (adjetivo)
O. Ao encontro de/De encontro a – Ao encontro de: significa “ser favorável a”,
“aproximar-se de”. De encontro a: indica oposição, colisão.
• Exemplos: Para não sofrer fui ao encontro dela. / Seus sonhos sempre
vieram de encontro aos meus.
P. Afim/A fim – Afim: adjetivo que indica igual, semelhante. A fim: indica
finalidade.
• Exemplos: Tínhamos idéias afins. / Vesti-me a fim de ir ao cinema.
Q. A par/ Ao par – A par: sentido de “bem informado”. Ao par: indica
igualdade entre valores financeiros.
• Exemplos: Eu não estou a par das novidades. / O dólar está ao par do real.
R. Demais/De mais – Demais: advérbio de intensidade, sentido de “muito”.
Demais também pode ser pronome indefinido, sentido de “os outros”. De mais:
opõe-se a de menos.
• Exemplos: Você é linda demais. / O papa rezava enquanto os demais
dormiam. / Não vejo nada de mais em sua atitude.
S. Na medida em que/ À medida que – Na medida em que: equivale a porque,
já que, uma vez que. À medida que: indica proporção, equivale a à proporção que.
• Exemplos: Na medida em que os alunos foram saindo a escola foi ficando
deserta. / A emoção aumentava à medida que o Brasil ganhava mais uma
medalha.
T. Nenhum/nem um – Nenhum é o oposto de algum Nem um equivale a nem
sequer um.
• Exemplos: Nenhuma composição daquele músico fez sucesso. / Nem um
aluno ficará no pátio, quanto mais sete!
U. Dia-a-dia/dia a dia – Dia-a-dia significa cotidiano Dia a dia significa cada
dia.
• Exemplos: Ela reclama de seu dia-a-dia doméstico. / No dia a dia era uma
pessoa infeliz.
V. Meio-dia e meio ou meio-dia e meia? – A expressão meio-dia e meio (12h
30min.) é comumente dita, no entanto, é incorreta. Pois o numeral fracionário meio
deve concordar em gênero com a palavra da qual ele é uma fração.
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• Exemplos: Comprei três metros e meio de tecido (três metros mais meio
metro). / Andei duas léguas e meia para chegar até aqui. (duas léguas mais
meia légua).
Podemos concluir que a expressão correta é meio-dia e meia, já que o numeral
fracionário concorda em gênero com a palavra hora, embora essa esteja subtendida.
X. Ao invés, invés ou em vez de? – Muita dúvida surge no emprego de “ao
invés”, “invés” ou “em vez de” e é comum, uma vez que são muito semelhantes na
grafia e também no significado.
Primeiramente, o termo “invés” é substantivo e variante de “inverso” e significa
“lado oposto”, “avesso”. Na expressão “ao invés”, o substantivo “invés” continua com
o mesmo significado, contudo, é utilizada para indicar oposição a algo ou alguma
coisa e, portanto, significa “ao contrário de”. Geralmente vem acompanhada da
preposição “de”.
• Exemplos: A empresa de cobrança ao invés de enviar o boleto, optou pelo
débito em conta. / Ao invés de protestar seu nome, conceder-lhe-ei uma
nova chance.
O termo “invés” é substantivo e variante de “inverso” e significa “lado oposto”,
“avesso”. Já a expressão “em vez de” é mais empregada com o significado de “em
lugar de”, porém, pode significar “ao invés de”, “ao contrário de”.
• Exemplos: A menina assistiu à TV em vez de filme. (não poderá ser usado
“ao invés de”, pois não há oposição de termos). / A professora, em vez de
diminuir a nota do aluno, aumentou-a (a expressão “em vez de” poderia ser
substituída por “ao invés de”, pois temos termos contrários “diminuir” e
“aumentou”).
Se “em vez de” pode significar “ao invés de”, como poderemos identificar o
emprego de ambas as expressões? A expressão de “em vez de” pode ser empregada
em múltiplas circunstâncias, desde que seus significados sejam mantidos. Já “ao
invés de” poderá ser aplicada somente quando há termos que indicam oposição na
frase, significando “ao inverso de”.
Z. Por que / Por quê / Porque ou Porquê? – O uso dos porquês é um assunto
muito discutido e traz muitas dúvidas. Com a análise a seguir, pretendemos
esclarecer o emprego dos porquês para que não haja mais imprecisão a respeito
desse assunto.
• Por que – O por que tem dois empregos diferenciados:
o Quando fora junção da preposição por + pronome interrogativo
ou indefinido que, possuirá o significado de “por qual razão” ou
“por qual motivo”:
􀂃 Exemplos: Por que você não vai ao cinema? (por qual
razão) / Não sei por que não quero ir. (por qual motivo)
o Quando for a junção da preposição por + pronome relativo que,
possuirá o significado de “pelo qual” e poderá ter as flexões: pela
qual, pelos quais, pelas quais.
􀂃 Exemplo: Sei bem por que motivo permaneci neste lugar.
(pelo qual)
• Por quê – Quando vier antes de um ponto, seja final, interrogativo,
exclamação, o por quê deverá vir acentuado e continuará com o significado
de “por qual motivo”, “por qual razão”.
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o Exemplos: Vocês não comeram tudo? Por quê? / Andar cinco
quilômetros, por quê? Vamos de carro.
• Porque – É conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de
“pois”, “uma vez que”, “para que”.
o Exemplos: Não fui ao cinema porque tenho que estudar para a
prova. (pois) / Não vá fazer intrigas porque prejudicará você
mesmo. (uma vez que)
• Porquê – É substantivo e tem significado de “o motivo”, “a razão”. Vem
acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.
o Exemplos: O porquê de não estar conversando é porque quero
estar concentrada. (motivo) / Diga-me um porquê para não fazer
o que devo. (uma razão)
7 – CONCORDÂNCIA VERBAL
Estudar a concordância verbal é, basicamente, estudar o sujeito, pois é com
este que o verbo concorda. Se o sujeito estiver no singular, o verbo também o
estará; se o sujeito estiver no plural, o mesmo acontece com o verbo. Então, para
saber se o verbo deve ficar no singular ou no plural, deve-se procurar o sujeito,
perguntando ao verbo Que(m) é que pratica ou sofre a ação? Ou Que(m) é que
possui a qualidade? A resposta indicará como o verbo deverá ficar.
Por exemplo, a frase As instalações da empresa são precárias tem como sujeito
“as instalações da empresa”, cujo núcleo é a palavra instalações, pois elas é que são
precárias, e não a empresa; por isso o verbo fica no plural.
Até aí tudo bem. O problema surge, quando o sujeito é uma expressão
complexa, ou uma palavra que suscite dúvidas. São os casos especiais, que
estudaremos agora.
7.1. Casos Especiais
A. Coletivo – Quando o sujeito for um substantivo coletivo, como, por exemplo,
bando, multidão, matilha, arquipélago, trança, cacho, etc., ou uma palavra no
singular que indique diversos elementos, como, por exemplo, maioria, minoria,
pequena parte, grande parte, metade, porção, etc., poderão ocorrer três
circunstâncias:
• O coletivo funciona como sujeito, sem acompanhamento de qualquer
restritivo: Nesse caso, o verbo ficará no singular, concordando com o
coletivo, que é singular.
o Exemplos: A multidão invadiu o campo após o jogo. / O bando
sobrevoou a cidade. / A maioria está contra as medidas do governo.
• O coletivo funciona como sujeito, acompanhado de restritivo no plural:
Nesse caso, o verbo tanto poderá ficar no singular, quanto no plural.
o Exemplos: A multidão de torcedores (invadiu-invadiram) o campo após
o jogo. / O bando de pássaros (sobrevoou-sobrevoaram) a cidade. / A
maioria dos cidadãos (está-estão) contra as medidas do governo.
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• O coletivo funciona como sujeito, sem acompanhamento de restritivo, e se
encontra distante do verbo: Nesse caso, o verbo tanto poderá ficar no
singular, quanto no plural.
o Exemplos: A multidão, após o jogo, (invadiu-invadiram) o campo. / O
bando, ontem à noite, (sobrevoou-sobrevoaram) a cidade. / A maioria,
hoje em dia, (está-estão) contra as medidas do governo.
B. Mais de, menos de, cerca de, perto de – Quando o sujeito for iniciado por
uma dessas expressões, o verbo concordará com o numeral que vier imediatamente
à frente.
• Exemplos: Mais de uma criança se machucou no brinquedo. / Menos de
dez pessoas chegaram na hora marcada. / Cerca de duzentos mil reais
foram desviados.
Quando Mais de um estiver indicando reciprocidade ou com a expressão
repetida, o verbo ficará no plural.
• Exemplos: Mais de uma pessoa agrediram-se. / Mais de um carro se
entrechocaram. / Mais de um deputado se xingaram durante a sessão.
C. Nome próprio no plural – Quando houver um nome próprio usado apenas
no plural, deve-se analisar o elemento a que ele se refere:
• Se for nome de obra, o verbo tanto poderá ficar no singular, quanto no
plural.
o Exemplos: Os Lusíadas (imortalizou-imortalizaram) Camões. / Os
Sertões (marca-marcam) uma época da Literatura Brasileira.
• Se for nome de lugar – cidade, estado, país… – o verbo concordará com o
artigo; caso não haja artigo, o verbo ficará no singular.
o Exemplos: Os Estados Unidos comandam o mundo. / Campinas fica
em São Paulo. / Os Andes cortam a América do Sul.
D. Qual de nós / Quais de nós – Quando o sujeito contiver as expressões …de
nós, …de vós ou …de vocês, deve-se analisar o elemento que surgir antes dessas
expressões:
• Se o elemento que surgir antes das expressões estiver no singular (qual,
quem, cada um, alguém, algum…), o verbo deverá ficar no singular.
o Exemplos: Quem de nós irá conseguir o intento? / Quem de vós
trará o que pedi? / Cada um de vocês deve ser responsável por seu
material.
• Se o elemento que surgir antes das expressões estiver no plural (quais,
alguns, muitos…), o verbo tanto poderá ficar na terceira pessoa do plural,
quanto concordar com o pronome nós ou vós.
o Exemplos: Quantos de nós (irão-iremos) conseguir o intento? /
Quais de vós (trarão-trareis) o que pedi?.
E. Pronomes Relativos – Quando o pronome relativo exercer a função de
sujeito, deveremos analisar o seguinte:
• Pronome Relativo que – O verbo concordará com o elemento antecedente.
o Exemplos: Fui eu que quebrei a vidraça. (Eu quebrei a vidraça) /
Fomos nós que telefonamos a você. (Nós telefonamos a você) / Estes
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são os garotos que foram expulsos da escola. (Os garotos foram
expulsos).
• Pronome Relativo quem – Quando o sujeito é o pronome relativo “quem”,
utiliza-se o verbo na terceira pessoa do singular, ou este concorda com o
seu antecedente, ou seja, é flexionado de acordo com o sujeito.
o Exemplos: Fui eu quem trouxe os presentes. / Fomos nós quem
respondemos às questões.
F. Crase – A palavra crase provém do grego (krâsis) e significa mistura. Na
língua portuguesa, crase é a fusão de duas vogais idênticas, mas essa denominação
visa a especificar principalmente a contração ou fusão da preposição a com os
artigos definidos femininos (a, as) ou com os pronomes demonstrativos a, as,
aquele, aquela, aquilo, aquiloutro, aqueloutro.
Para saber se ocorre ou não a crase, basta seguir três regras básicas:
• Só ocorre crase diante de palavras femininas, portanto nunca use o acento
grave indicativo de crase diante de palavras que não sejam femininas.
o Exemplos: O sol estava a pino. (sem crase, pois pino não é palavra
feminina). / Ela recorreu a mim. (sem crase, pois mim não é palavra
feminina). / Estou disposto a ajudar você. (sem crase, pois ajudar não
é palavra feminina).
• Se a preposição a vier de um verbo que indica destino (ir, vir, voltar, chegar,
cair,comparecer, dirigir-se…), troque este verbo por outro que indique
procedência (vir, voltar, chegar…); se, diante do que indicar procedência,
surgir da, diante do que indicar destino, ocorrerá crase; caso contrário, não
ocorrerá crase.
o Exemplos: Vou a Porto Alegre. (sem crase, pois Venho de Porto Alegre).
/ Vou à Bahia. (com crase, pois Venho da Bahia).
• Se não houver verbo indicando movimento, troca-se a palavra feminina por
outra masculina; se, diante da masculina, surgir ao, diante da feminina,
ocorrerá crase; caso contrário, não ocorrerá crase.
o Exemplos: Assisti à peça. (com crase, pois Assisti ao filme). / Paguei à
cabeleireira. (com crase, pois Paguei ao cabeleireiro). / Respeito as
regras. (sem crase, pois Respeito os regulamentos).
Diante das palavras moda e maneira, das expressões adverbiais à moda de e
à maneira de, mesmo que as palavras moda e maneira fiquem subentendidas,
ocorre crase.
• Exemplos: Fizemos um churrasco à gaúcha. / Comemos bife à milanesa,
frango à passarinho e espaguete à bolonhesa. / Joãozinho usa cabelos à
Príncipe Valente.
Nos adjuntos adverbiais de modo, de lugar e de tempo femininos, ocorre
crase.
• Exemplos: à tarde, à noite, às pressas, às escondidas, às escuras, às tontas,
à direita, à esquerda, à vontade, à revelia…
Nas locuções prepositivas e conjuntivas femininas ocorre crase.
• Exemplos: à maneira de, à moda de, às custas de, à procura de, à espera
de, à medida que, à proporção que…
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Diante da palavra distância, só ocorrerá crase, se houver a formação de
locução prepositiva, ou seja, se não houver a preposição de, não ocorrerá crase.
• Exemplos: Reconheci-o a distância. / Reconheci-o à distância de duzentos
metros.
Diante do pronome relativo que ou da preposição de, quando for fusão da
preposição a com o pronome demonstrativo a, as (= aquela, aquelas).
• Exemplos: Essa roupa é igual à que comprei ontem. / Sua voz é igual à de
um primo meu.
Diante dos pronomes relativos a qual, as quais, quando o verbo da oração
subordinada adjetiva exigir a preposição a, ocorre crase.
• Exemplos: A cena à qual assisti foi chocante. (quem assiste, assiste a algo)
Quando o “a” estiver no singular, diante de uma palavra no plural, não
ocorre crase.
• Exemplos: Referi-me a todas as alunas, sem exceção. / Não gosto de ir a
festas desacompanhado.
Nos adjuntos adverbiais de meio ou instrumento, a não ser que cause
ambiguidade.
• Exemplos: Preencheu o formulário a caneta. / Paguei a vista minhas
compras.
Diante de pronomes possessivos femininos, é facultativo o uso do artigo,
então, quando houver a preposição a, será facultativa a ocorrência de crase.
• Exemplos: Referi-me a sua professora. / Referi-me à sua professora.
Após a preposição até, é facultativo o uso da preposição a, quando esta for
necessária ao elemento anterior ao até, portanto, caso haja substantivo feminino à
frente, a ocorrência de crase será facultativa.
• Exemplo: Fui até a secretaria ou Fui até à secretaria, pois quem vai, vai a
algum lugar.
A palavra “casa” – A palavra “casa” só terá artigo, se estiver especificada,
portanto só ocorrerá crase diante da palavra casa nesse caso.
• Exemplos: Cheguei a casa antes de todos. / Cheguei à casa de Ronaldo
antes de todos.
A palavra “terra” – Significando planeta, é substantivo próprio e tem artigo,
consequentemente, quando houver a preposição a, ocorrerá a crase; significando
chão firme, solo, só tem artigo, quando estiver especificada, portanto só nesse caso
poderá ocorrer a crase.
• Exemplos: Os astronautas voltaram à Terra. / Os marinheiros voltaram a
terra. / Irei à terra de meus avós.
8 – ORTOGRAFIA
A ortografia é a parte da língua responsável pela grafia correta das palavras.
Essa grafia baseia-se no padrão culto da língua.
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As palavras podem apresentar igualdade total ou parcial no que se refere a
sua grafia e pronúncia, mesmo tendo significados diferentes. Essas palavras são
chamadas de homônimas (canto, do grego, significa ângulo / canto, do latim,
significa música vocal). As palavras homônimas dividem-se em homógrafas, quando
tem a mesma grafia (gosto, substantivo e gosto, 1ª pessoa do singular do verbo
gostar) e homófonas, quando tem o mesmo som (paço, palácio ou passo, movimento
durante o andar).
Fique bastante atento e prepare-se para as novas adaptações!
Em 12 de outubro de 1990, a Academia Brasileira de Letras, Academia das
Ciências de Lisboa e delegações de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique
e São Tomé e Príncipe, aprovaram em Lisboa um projeto de ortografia unificada da
Língua Portuguesa.
O novo acordo ortográfico entrou em vigor em 1º de janeiro de 2009. Visa à
unidade da língua, o aumento de seu prestígio social e a redução, ou até mesmo a
extinção das barreiras encontradas pelos países e falantes lusófonos quando, por
exemplo, tentam difundir suas conquistas, reflexões e conteúdos, pois as diferenças
ortográficas atrapalham a circulação de tais obras.
8.1. Algumas Regras Novas
A. Trema: o trema deixa de existir, com exceção de palavras de nomes próprios
estrangeiros.
• Exemplos: mülleriano, de Müller.
B. Acentuação: o acento dos ditongos orais abertos “éi” e “ói” desaparece nas
palavras paroxítonas. O acento se mantém caso se trate de oxítonas. herói, heroico.
• Exemplos: herói, heroico.
C. H inicial: emprega-se por força da etimologia e em virtude da adoção
convencional.
• Exemplos: homem, humor, hã?, hum!
o Mantém-se numa palavra composta ligada a um elemento anterior por
meio do hífen.
• Exemplos: pré-história, anti-higiênico.
o Em Portugual, o “h” inicial será suprimido, apesar da etimologia,
quando sua ausência já está consagrada pelo uso, como em erva
(herva) e úmido (húmido). Suprime-se em composição por aglutinação.
• Exemplos: desarmonia, inábil, reabilitar.
D. Alfabeto: O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação
do “k”, do “w” e do “y”. Usadas principalmente em siglas e palavras originárias de
outras línguas.
• Exemplos: Franklyn, Darwin, darwinismo, Kuwait, Kuwaitiano, km
(para quilometro), kg (para quilograma), kW (para kilowatt).
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8.2. Quanto à Grafia Correta em Língua
Portuguesa
A. Escreve-se com S e não com C/Ç, as palavras substantivadas derivadas de
verbos com radicais em nd, rg, rt, pel, corr e sent.
Exemplos: pretender – pretensão / expandir – expansão / ascender – ascensão
/ inverter – inversão / aspergir – aspersão / submergir – submersão / divertir –
diversão / impelir – impulsivo / compelir – compulsório / repelir – repulsa / recorrer
– recurso / discorrer – discurso / sentir – sensível / consentir – consensual.
B. Escreve-se com SS e não com C e Ç:
• os nomes derivados dos verbos cujos radicais terminem em gred, ced, prim
ou com verbos terminados por tir ou meter.
o Exemplos: agredir – agressivo / imprimir – impressão / admitir –
admissão / ceder – cessão / exceder – excesso / percutir –
percussão / regredir – regressão / oprimir – opressão /
comprometer – compromisso / submeter – submissão.
• quando o prefixo termina com vogal que se junta com a palavra iniciada por
“s”.
o Exemplos: a + simétrico – assimétrico / re + surgir – ressurgir.
• no pretérito imperfeito simples do subjuntivo.
o Exemplos: ficasse, falasse.
C. Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS:
• os vocábulos de origem árabe.
o Exemplos: cetim, açucena, açúcar.
• os vocábulos de origem tupi, africana ou exótica.
o Exemplos: cipó, Juçara, caçula, cachaça, cacique.
• os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu.
o Exemplos: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço,
esperança, carapuça, dentuço.
• nomes derivados do verbo ter.
o Exemplos: abster – abstenção / deter – detenção / ater – atenção
/ reter – retenção.
• após ditongos.
o Exemplos: foice, coice, traição.
• palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r).
o Exemplos: marte – marciano / infrator – infração / absorto –
absorção.
B. Escreve-se com S e não com Z:
• os sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é substantivo, ou em
gentílicos e títulos nobiliárquicos.
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o Exemplos: freguês, freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa,
etc.
• os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose.
o Exemplos: catequese, metamorfose.
• as formas verbais pôr e querer.
o Exemplos: pôs, pus, quisera, quis, quiseste.
• nomes derivados de verbos com radicais terminados em d.
o Exemplos: aludir – alusão / decidir – decisão / empreender – empresa
/ difundir – difusão.
• os diminutivos cujos radicais terminam com s.
o Exemplos: Luís – Luisinho / Rosa – Rosinha / lápis – lapisinho.
• após ditongos.
o Exemplos: coisa, pausa, pouso.
• em verbos derivados de nomes cujo radical termina com s.
o Exemplos: anális(e) + ar – analisar / pesquis(a) + ar – pesquisar.
C. Escreve-se com Z e não com S:
• os sufixos ez e eza das palavras derivadas de adjetivo.
o Exemplos: macio – maciez / rico – riqueza.
• os sufixos izar (desde que o radical da palavra de origem não termine com
s).
o Exemplos: final – finalizar / concreto – concretizar.
• como consoante de ligação se o radical não terminar com s.
o Exemplos: pé + inho – pezinho / café + al – cafezal ≠ lápis + inho –
lapisinho.
D. Escreve-se com G e não com J:
• as palavras de origem grega ou árabe.
o Exemplos: tigela, girafa, gesso.
• estrangeirismo, cuja letra G é originária.
o Exemplos: sargento, gim.
• as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com poucas exceções).
o Exemplos: imagem, vertigem, penugem, bege, foge.
• Exceção: pajem.
• as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio.
o Exemplos: sufrágio, sortilégio, litígio, relógio, refúgio.
• os verbos terminados em ger e gir.
o Exemplos: eleger, mugir.
• depois da letra “r” com poucas exceções.
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o Exemplos: emergir, surgir.
• depois da letra a, desde que não seja radical terminado com j.
o Exemplos: ágil, agente.
E. Escreve-se com J e não com G:
• as palavras de origem latinas.
o Exemplos: jeito, majestade, hoje.
• as palavras de origem árabe, africana ou exótica.
o Exemplos: alforje, jiboia, manjerona.
• as palavras terminada com aje.
o Exemplos: laje, ultraje.
F. Escreve-se com X e não com CH:
• as palavras de origem tupi, africana ou exótica.
o Exemplo: abacaxi, muxoxo, xucro.
• as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J).
o Exemplos: xampú, lagartixa.
• depois de ditongo.
o Exemplos: frouxo, feixe.
• depois de en.
o Exemplos: enxurrada, enxoval.
􀂃 Exceção: quando a palavra de origem não derive de outra
iniciada com ch – Cheio – (enchente).
G. Escreve-se com CH e não com X:
• as palavras de origem estrangeira.
o Exemplos: chave, chumbo, chassi, mochila, espadachim, chope,
sanduíche, salsicha.
H. As letras E e I:
• os ditongos nasais são escritos com e.
o Exemplos: mãe, põem.
• Com i, só o ditongo interno.
o Exemplo: cãibra.
• os verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são escritos com e.
o Exemplos: caçoe, tumultue.
• Escrevemos com i, os verbos com infinitivo em -air, -oer e –uir.
o Exemplos: trai, dói, possui.
• Atenção para as palavras que mudam de sentido quando
substituímos a grafia e pela grafia
• Exemplos: i: área (superfície), ária (melodia) / delatar
(denunciar), dilatar (expandir) / emergir (vir à tona),
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imergir (mergulhar) / peão (de estância, que anda a pé),
pião (brinquedo).

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