Ingredientes
– 300 gramas (ou 3 porções) de carne seca (charque);
– 100 gramas [ou 1 porção] de linguiça calabresa;
– 1 dente de alho picado;
– 1 cebola grande cortada em rodelas;
– Cebolinha, coentro e pimentão [ou manjericão
ou alecrim] picados e a gosto;
– 2 tomates maduros picados [ou 4 colheres
(sopa)] de molho de tomate;
– Meia cenoura cortada em cubinhos;
– Meio chuchu cortado em cubinhos;
– 1 batata inglesa cortada em cubinhos;
– Pimenta do reino a gosto ou 1 pimenta verde;
– 2 colheres (sopa) de azeite;
– 1 colher (sobremesa) de açafrão [ou cominho
ou curry];
– 700 ml de água;
Modo de preparo:
1- Corte o pedaço de carne seca (charque) juntamente com a
linguiça, em cubinhos, e leve ao fogo cobertos com água, por 5
minutos. Escorra e reserve.
2- Após a troca da água, adicione a carne e a linguiça pré-cozidos
numa panela de pressão, juntando todos os legumes, ervas e
condimentos (de sua preferência).

3- Adicione os 700 ml de água (ou o suficiente para cobrir os
ingredientes) e deixe cozinhar em fogo médio, em panela de
pressão, por até 20 minutos ou até os legumes ficarem macios.
Rende 3 porções.
Sirva acompanhado de macaxeira, inhame, batata doce, cuscuz ou
arroz branco.
Memória afetiva:
Essa receita é bem peculiar e nordestina. Trata-se de uma receita
de família, bastante saborosa e que pode ser servida com diversos
acompanhamentos e em diversas ocasiões. Com ingredientes
regionais, é uma ótima opção para quem quer um cardápio-coringa
que pode ser usado em jantares ou almoços em família, por
exemplo. A receita de “Guisado de charque à pernambucana”, que
indico, aprendi a fazer com minha mãe. A experiência de dona
Miriam – a quem carinhosamente chamo de ‘mainha’ – na cozinha,
vem desde a adolescência. Sempre que posso, eu convido minha
mãe para cozinharmos juntos. E é sempre bom, nesse período de
isolamento social, mexer com temperos e condimentos diversos,
na companhia de minha mãe. Há, entre nós, um vínculo afetivo
pela culinária, embora eu me sinta um aprendiz na cozinha. Não
posso negar que tomei gosto por essa experiência materna para me
distrair do estresse que os dias temerosos da pandemia me
proporcionou. Por isso, se eu pudesse escolher comidas que mais
me trazem memórias boas e sentimentos bons, com certeza
escolheria qualquer comida preparada pela minha mãe ou que
aprendi a fazer juntamente com ela. E com certeza, posso dizer:
tudo que ‘mainha’ prepara, na cozinha, é delicioso e tem uma carga
emocional e afetiva!

 

por: Wellington Lima de Andrade

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