Apostila 20
ESTUDO
SOBRE O INFERNO – UMA PERSPECTIVA BÍBLICA

PARTE 01. Dividida
em 03 Partes Tem 11 Paginas. Estudo de Teologia Sobre O INFERNO – UMA
PERSPECTIVA BÍBLICA

Segundo pesquisa do Instituto Gallup realizada nos Estados Unidos
em 1991 e publicada na revista Christianity Today em maio do mesmo ano, 60% da
população norte-americana crê na existência do inferno, sendo que 34% das
pessoas que não professam nenhuma religião também acreditam na existência de um
lugar de punição eterna após a morte. Infelizmente, nem todas as igrejas e
teólogos entendem o inferno como uma realidade, mas apenas como um símbolo.

E você já pensou no assunto? Para auxiliar estudantes e à nossa querida igreja
evangélica brasileira vejamos o que as Escrituras Sagradas e teologia
evangélica nos ensinam sobre o inferno.

Duas palavras gregas: hades e geena

Duas palavras gregas e uma hebraica nos dão o roteiro para a compreensão da
realidade do inferno, nas Escrituras Sagradas. Os gregos e os romanos, partindo
da mitologia e da religião do império, consideravam que o tártaros era o lugar
para onde iam as almas. O tártaros estava localizado abaixo do hades. Assim, o
hades era o lugar dos mortos, um lugar de sombras, lúgubre e frio. Essa palavra
[hades] aparece 11 vezes no Novo Testamento [Mt 11.23; 16.18; Lc 10.15, 16.23;
At 2.27,31; 1Co 15.55; Ap 1.18; 20.13-14] e é quase sempre traduzida por
inferno, embora às vezes também apareça como “morte”.

A segunda palavra grega importante é geena, e é uma corruptela de “vale de
Hinom”, uma depressão profunda que ficava ao sul de Jerusalém. Ali, sob o
governo do rei Manassés, os hebreus sacrificavam seus próprios filhos a
Moloque. O ídolo, que era oco, era aquecido por dentro, até ficar em brasa e,
então, as crianças eram jogadas em seus braços. Mais tarde virou o lixão de
Jerusalém, onde eram queimadas as carcaças de animais e os corpos de criminosos
executados. O fogo e a fumaça permanente do lixão queimando criou a imagem que
os hebreus nos transmitiram de inferno. Devido a esses horríveis pecados, e
porque ali também era o lugar onde o lixo era queimado, passou a ser sinônimo
de lugar de castigo eterno [Mt 18:8,9; Mc 9:43]. Para Jesus, o homem ímpio será
lançado no inferno, no vale de Hinom.

Assim, geena é um lugar de tormentos e miséria. É uma dimensão separada da
presença de Deus, há trevas, fogo, não há luz, é quente, desconfortável e as
condições existentes produzem sede e outros sintomas de insolação. Lá as
pessoas perecem, já que estão distante da Vida, que é Cristo. Este lugar foi
preparado especialmente para o diabo e seus anjos, mas será também a habitação
dos ímpios por toda a eternidade. A palavra geena aparece 12 vezes do Novo
Testamento [Mt 5.22, 29, 30; 10.28; 18.9; 23.15, 33; Mc 9.43, 45, 47; Lc 12.5;
Tg 3.6].

Dessa maneira, apesar da diferença etimológica das duas palavras gregas elas
apresentam uma mesma idéia: um lugar de punição para os perdidos. Ainda
encontramos no Novo Testamento o verbo tartaróo como sinônimo de “lançar
no inferno”. Em 2Pe 2:4 a expressão “precipitando-os no
inferno”, segundo alguns teólogos, pode referir-se a esfera intermediária
(abismos de trevas) onde anjos caídos aguardam o julgamento final, conforme Lc
16:23-26, Ap 20:11-15.

Sheol, uma garganta insaciável

No Antigo Testamento a palavra hebraica sheol é usada como sepultura (Gn 37:35;
Is 38:10) e inferno (Dt 32:22; Sl 9:17). Uma das idéias básicas de sheol é a de
algo como uma garganta insaciável. O conceito não era muito bem definido e os
hebreus recheavam esta vageidade com elementos os mais variados. Assim, o sheol
estaria debaixo da terra (Nm 16:30, Ez 31:17; Am 9:2), tinha portas (Is 38:10)
e era um lugar tenebroso e melancólico, onde a alma consciente vivia triste e
inativa (2Sm 22:6; Sl 6:6; Ec 9:10).

No Novo Testamento, sheol deixa de ser um lugar para onde vão todos os mortos e
passa a designar principalmente o inferno. Temos então uranos [céu] e hades
[inferno] como lugares opostos, o primeiro de recompensa e o segundo de
punição.

A parábola do Lázaro reafirma a idéia de que existem dois lugares, um de
punição, o hades, e outro de recompensa, no caso o seio de Abraão ou paraíso. É
interessante ver que o texto não usa geena, mas hades, o que leva alguns
teólogos a considerar a existência de uma habitação dos mortos no mundo
inferior, como lugar de espera para o juízo final.

De todas as maneiras, Jesus na parábola do Lázaro (Lc 16:19-31) está falando de
uma dimensão onde não há gozo, onde há memória do passado, remorso, sede
insaciável e condenação definitiva. Dessa maneira, se considerarmos que a
parábola transmite informações sobre a vida além-túmulo temos que descartar
qualquer possibilidade de existência de um lugar de purgação e mesmo de
salvação após a morte.

Assim, no inferno há sofrimento mental e físico. Há remorso, lembranças de
épocas que foram melhores, dores físicas provocadas pelo calor, pela distância
e pela separação de Deus, fonte de todo o bem e vida.
Embora existam diferenças culturais e etimológicas, conforme apresentamos
anteriormente, as três expressões [hades, geena e sheol] traduzem uma única
idéia: a da punição eterna.

O inferno é mesmo um lugar horrível?

O escritor e teólogo inglês C. S. Lewis responde de forma inteligente à esta
questão. Diz ele: “Pode haver grande parte de verdade no ditado: ‘o
inferno é inferno, não de seu próprio ponto de vista, mas do ponto de vista
celestial’. Não acredito que isto interprete mal a severidade das palavras de
Nosso Senhor. Somente aos condenados é que seu destino poderia parecer menos do
que insuportável. E deve ser admitido que (…) à medida que pensamos na
eternidade, as categorias de dor e prazer (…) começam a retroceder, enquanto
bens e males mais vastos surgem no horizonte. Nem a dor, nem o prazer como tais
têm a última palavra. Mesmo se fosse possível que a experiência (se pode ser
chamada assim) dos perdidos não contivesse dor mas muito prazer, ainda assim,
esse prazer negro seria de um tipo tal que faria qualquer alma, ainda não
condenada, voar para suas orações num terror de pesadelo”. C. S. Lewis, O
Problema do Sofrimento, São Paulo, Mundo Cristão, 1983, p 90-91.

Mas vejamos o que o Senhor Jesus nos diz sobre o inferno: Mt 7.19; 8.12; 10.28;
13.42, 50; 18.9; 22.13; 23.33; 25.30, 41, 46; Mc 9.47-48; Lc 12.5, 46-48;
13.28; Jo 5.29.

Se voltarmos ao texto já citado de C. S. Lewis, vemos que “entrar no céu é
tornar-se mais humano do que jamais alguém o foi na terra e entrar no inferno é
ser banido da humanidade. O que é lançado no inferno (ou se lança) não é um
homem: são refugos”. Há duas questões que devem ser levadas em conta: (1)
a punição eterna só virá depois do julgamento diante do grande trono branco.
Embora, ao morrer o ímpio já esteja irremediavelmente condenado, a punição
eterna, final, ainda não aconteceu. (2) Satanás não é senhor do inferno. No
inferno, ele e seus anjos cumprirão uma pena eterna, sob o senhorio pleno de
Jesus Cristo.

Existem níveis de inferno?

Tudo indica que sim. É um lugar de obediência, onde a punição cumpre uma ordem
criada pelo próprio Senhor Jesus Cristo, a quem foi dado o poder sobre todas as
coisas, inclusive sobre o inferno [Mt 18.6-7; Mc 12.40; Lc 12.47-48; 17.1-2;
22.22-23; Ap 20.12].

Segundo Vernon Grounds, “em vez de igualdade absoluta, a Escritura indica
uma desigualdade infinita na punição. Haverá ‘poucos açoites’ e ‘muitos
açoites’. (…) Obediência será a condição normal no inferno. É inútil
especular como ela será conseguida. Pode ser que o reconhecimento da perfeita
justiça e bondade de Deus leve os perdidos a aceitarem o seu destino. (…) Não
há ociosos em uma cadeia bem disciplinada; na grande penitenciária de Deus,
deve a ociosidade reinar suprema? (…) Devemos supor que todas as energias dos
perdidos deverão ser consumidas em tarefas de castigo sem objetivo? (…) A
Escritura não deixa dúvidas de que no mundo vindouro o castigo do pecado será
real e perscrutador. Sabemos que ele acarretará banimento da presença de Deus
e, além disso, que um amor infinito e uma justiça perfeita medirão o cálice que
cada um precisará beber. Todavia, além disso não sabemos absolutamente
nada”. [Vernon Grounds, O Estado Final dos Ímpios, in Imortalidade, Russel
Shedd, Alan Pieratt, São Paulo, Vida Nova, 1992, p 144.]

O inferno foi preparado para alguém?

Sim, para o diabo e seus anjos. O lago de fogo foi preparado para Lúcifer e
seus anjos [Ap 19.19-20; 20.7-15]. Após o julgamento, serão lançados no lago de
fogo e enxofre a morte e o inferno. Em seguida, todos aqueles que não estavam
inscritos no livro da vida serão lançados no lago de fogo. O inferno será uma conseqüência
do juízo, onde Deus retribuirá a cada um segundo o seu procedimento: dará a
vida eterna aos que perseverando em fazer o bem, procuram a glória, a honra e a
incorruptibilidade; mas derramará sua ira e indignação sobre aqueles que
desobedecem à verdade e obedecem à injustiça. Todo homem que faz o mal terá
como recompensa tribulação e angústia. É uma penalidade de eterna destruição,
banidos para sempre da face de Deus e da glória do seu poder.

Todo aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, profanou o sangue da aliança e
ultrajou o Espírito da graça (Hb 10:29). “Estes, sem Cristo, sem esperança
e sem Deus no mundo (Ef. 2:12) estão debaixo da lei, debaixo do pecado, debaixo
da ira e debaixo do morte”. James Packer, Nem Todos os Homens Serão
Salvos, in Imortalidade, Russel Shedd, Alan Pieratt, São Paulo, Vida Nova,
1992, p. 105.

O inferno é eterno?

Se entendermos que inferno é sinônimo do lago de fogo e enxofre, ele é eterno.
Se considerarmos que inferno é o hades, e que será um dia — ele próprio, assim
como a morte — lançados no lago de fogo e enxofre, ele não é eterno. Mas, quer
no primeiro caso, quer no segundo, a punição definitiva — o lago de fogo e
enxofre –, sem dúvida, é eterna [Rm 2.3-9; 2Ts 1.6-9; Hb 6.1-2; 10.27-29; 2Pe
2.17; 3.9; Ap 14.9-11; 21.8].

Dessa maneira, não há base bíblica para afirmarmos que a punição não seja
eterna. É importante notarmos que essa punição significa em última instância
separação da presença de Deus. Embora o nível de sofrimento, tribulação,
angústia e dor possam ser diferentes, a separação de Deus é a realidade maior
para todos os ímpios.

Sem dúvida, o inferno é um ensino claro de Jesus, das Escrituras Sagradas e
aceito por grande parte da igreja evangélica. Deve ser ensinado nas igrejas e
faz parte do discipulado cristão. Por isso, finalizamos este estudo com as
palavras do teólogo J. I. Packer:

Cremos na “realidade do inferno como um estado de punição eterna e
destrutiva, no qual a retribuição justa de Deus é diretamente experimentada…
[na] ‘certeza do inferno para todos os que o escolhem, através da rejeição de
Jesus Cristo e de Sua oferta de vida eterna… [na] justiça do inferno como uma
aflição justa da humanidade, causada por Deus, devido às nossas obras malignas
e cruéis” [Good Pagans and God’s Kingdom, in Chistianity Today, 30:1 (Jan.
17, 1986):22]

Parte
II
PASSAPORTE
PARA O INFERNO
O Movimento Nova Era faz parte de um audacioso plano de Satanás
para levar o maior número de almas para o inferno. Abaixo de cada item da
matéria a seguir, apresentamos a nossa refutação.
Referido artigo está publicado no site
http://www.infolink.com.br/ssg/maitreya.htm

MAITREYA, O “CRISTO” DA NOVA ERA

(1) “Seu nome significa Compaixão, e como Instrutor do Mundo completou as
grandes religiões. Ele encarnou na Índia como Krishna para promover a religião
Hindu. Mais tarde Ele foi o Cristo que instruía e agia através de Nazareno.
Lord Maitreya, O Cristo Cósmico, que padeceu e morreu na cruz, completando
assim a religião Cristã. Ainda hoje habita um corpo físico criado por Ele mesmo
e reside em Chigatsé, nas cordilheiras do Himalaya, assim como os Mestres Morya
e Kuthumi”.

Refutação – O “cristo” da Nova Era é uma entidade espiritual fictícia
que já teria encarnado em vários líderes religiosos, e também em Jesus de Nazaré.
A tese é quase semelhante à do Espiritismo Kardecista, onde se diz que a
primeira revelação divina se deu em Moisés, a segunda em Jesus e a terceira no
próprio Espiritismo. É uma das formas usadas pelo diabo para vulgarizar a
Pessoa do nosso Salvador. Afirmam que a era de Jesus já passou, e que o
“Instrutor do Mundo” encarnará em outro messias, ou seja, no
Maitreya, o novo salvador do mundo. A Bíblia diz claramente que Jesus, o Filho
de Deus, é eterno (Jo 1.1,2,14) e Senhor de todas as eras (Hb 13.8).

(2) “Ele tem sido esperado há gerações por todas as principais religiões.
Os cristãos conhecem-no como o Cristo e estão na expectativa de Seu iminente
retorno. Os judeus esperam-no como o Messias; hindus aguardam a chegada de
Krishna; budistas esperam Buddha Maitreya e os muçulmanos esperam-no como Iman
Mahdi ou o Messias. Os nomes podem diferir, mas existe a crença de que todos
esses nomes se referem à mesma pessoa – O Professor do Mundo- cujo nome é
Maitreya”.

Refutação – “Existe a crença de que todos esses nomes se referem à mesma
pessoa”. Quem inventou essa crença? Quem possui a verdade para ministrar
tal doutrina? Jesus é muitíssimo diferente de todos os nomes citados, de todos
os líderes religiosos. Nenhum outro andou sobre as águas; curou cegos, surdos e
paralíticos; transformou água em vinho; multiplicou pães; ressuscitou mortos;
predisse a sua própria e morte e ressurreição ao terceiro dia. Os túmulos dos
demais líderes religiosos, mortos até o dia de hoje, guardam seus restos
mortais. O túmulo de Jesus está vazio.
Maitreya identifica-se com o anticristo de que fala a Bíblia; “o filho da
perdição”, quando viver, unificará as religiões e assumirá o posto de
sacerdote supremo, professor e guia da Nova Religião Mundial. Jesus é quem
voltará para arrebatar a Sua Igreja e julgar todos os homens. Até o último
momento o diabo estará tentando confundir a mente humana, mas os verdadeiros
cristãos não serão confundidos. Conhecemos a voz do nosso Pastor, cremos na Sua
palavra, e sabemos que “em nenhum outro há salvação, pois também debaixo
do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual importa que
sejamos salvos” (At 4.12).

(3) “Preferindo simplesmente ser conhecido como o Instrutor, Maitreya não
vem como um líder religioso ou fundador de uma nova religião, mas sim como
professor e guia para as pessoas de todas as religiões e para aqueles sem
religião”.

(4) “Nestes tempos de grandes crises políticas, econômicas e sociais,
Maitreya inspirará a humanidade para que esta se sinta como uma família e criará
uma civilização baseada no compartilhar, na justiça econômica e social e na
cooperação entre todos os homens”.

Refutação – Nos tempos da tribulação que se abaterá sobre a terra, o anticristo
se apresentará como salvador da pátria, disposto a resolver os problemas mais
cruciais da humanidade (Mt 24.21; Ap 7.14; Jr 30.7; Dn 12.1).”Ninguém de
maneira alguma vos engane, pois isto não acontecerá sem que antes venha a
apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição” (2Ts
2.3,4,8,9; 1 Jo 2.18; Ap 13.1-8). Após três anos e meio de aparente paz o homem
feroz de cara tirará a máscara, se assentará, como Deus, no templo de Deus, e
destruirá os santos do Altíssimo (Dn 7.25; 9.27a).

(5) “Ele lançará um apelo para salvar milhões de pessoas que morrem de
fome a cada ano num mundo de fartura e abundância. Entre as recomendações de
Maitreya está uma mudança nas prioridades sociais de modo que a alimentação, a
moradia, a educação e a saúde pública adequada se convertam em direitos
universais. Sob a inspiração de Maitreya a humanidade fará as mudanças
necessárias e criará um mundo mais razoável e justo para todos”.

(6) “As esperanças agora são grandes para MEU Reaparecimento. Com alegria
ME apresentarei às pessoas. Busquem por MIM e ME encontrarão esperando.
Procurem por MIM e peguem Minha mão. EU necessito sua ajuda para estar diante
de vocês, para abençoar este mundo e ensinar, para mostrar aos homens que o
caminho é simples, requer somente aceitar a justiça e a liberdade, Compartilhar
e Amar”.

(7) “A Grande Invocação pertence a toda humanidade e não a alguma religião
ou grupos. É uma oração mundial, traduzida em mais de 70 línguas e dialetos.
Nas traduções dos Budistas, Hinduístas, Muçulmanos e Judeus da Grande
Invocação, Aquele que É Esperado, é conhecido como o Senhor Maitreya, Krishna,
Imam Mahdi e Messias, respectivamente”.

Refutação – Se todos forem obedientes ao diabo, ele promete paz, segurança e
abundância. As consciências estão sendo preparadas há séculos. O diabo sabe que
uma mudança radical no modo de pensar e agir deve nascer na mente. O domínio
vem pela transformação da mente. Muitas pessoas afastadas de Deus e se sua
Palavra estão se acostumando com a idéia de que bruxaria e comunicação com
“Mestres Iluminados” ou “Instrutores Espirituais” ensejam
progresso espiritual.
Acreditam mesmo que essas entidades são detentoras da verdade. Não sabem,
porém, que estão invocando Satanás e seus demônios. “Simpatias” e
pequenos feitiços para conseguir vitória são ensinados em programa infantil de
televisão e através de uma infinidade de folhetos, à disposição de qualquer
adolescente, nas bancas de jornal. Difunde-se a tese de que o homem é Deus e de
que Deus é apenas uma consciência cósmica, uma energia não distinta da
Natureza. Bruxos de renome são condecorados, exaltados e reconhecidos pela
classe intelectual. Os bruxos de outrora, temidos pela criançada, agora são
reverenciados. Nos dias de hoje, muitas crianças desejam ser uma bruxinha
quando crescer. Quando vier o anticristo encontrará um povo assim, preparado,
obediente, capaz de entendê-lo. Os fiéis seguidores da “besta
escarlate” estão perfilados aguardando a vinda do seu
“salvador”. Enganam-se. O diabo não pode prometer paz porque nele não
há verdade, é mentiroso e pai da mentira. Ao contrário, prega uma doutrina
falsa, herética, demoníaca: “Mas o Espírito expressamente diz que nos
últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos espíritos enganadores, e
a doutrinas de demônios” (1 Tm 4.1).

Prece para a Nova Era

(8) “EU SOU o criador do Universo – EU SOU o PAI e a MÃE do Universo –
TUDO vem de MIM – Mente, espírito e corpo são MEUS templos para o EU SOU nele
se realizar – Meu Ser supremo e minha transformação”.

Refutação – Satanás morre de inveja de Deus. Ele sabe que o inferno já está
preparado para ele e seus anjos, mas ilude a si próprio desejando ser igual a
Deus. (Is 14.12-14; Ez 28.2;
13-16; 2 Ts 2.4).
Jesus afirma: “Vós pertenceis ao vosso
pai, o diabo, e quereis executar o desejo dele. Ele foi homicida desde o
princípio, e não se firmou na verdade, pois não há verdade nele.
Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, pois é mentiroso e pai
da mentira.
Contudo, porque vos digo a verdade não credes em mim” (Jo 8.44-45). A
situação hoje está pior.
Muitos preferem dar ouvidos a doutrinas de demônios; preferem gastar dias e
dias lendo a fantasia de um bruxo, a ganhar horas e horas lendo as verdades
bíblicas; em vez de buscar os oráculos de Deus, buscam no ocultimo a solução
para seus problemas.

(9) “Esta prece para a Nova Era, enviada por Maitreya – o cristo – é um
grande Mantra ou afirmação. Ele representa o conceito do EU como DEUS, como
criador de tudo que existe. É um poderoso instrumento no reconhecimento de que
o homem e Deus são UM, que não existe separação”.
(10) “Praticada todos os dias, com seriedade, a Prece promoverá um
conhecimento interior de realização do seu verdadeiro EU”.

Refutação – A prece ensinada aqui significa uma invocação das forças malignas e
uma aceitação do seu domínio sobre quem a faz. Prece mais ou menos parecida é
feita nas reuniões dos satanistas em todo o mundo. Com essas palavras o homem
declara a inexistência do Criador e deseja colocar-se no Seu lugar, dizendo EU
SOU DEUS. Aliás, é exatamente isso que a Nova Era ensina com a sua doutrina
panteísta. Assim como Jesus nos ensinou a orar, o diabo, por imitação, ensina
seus seguidores a invocá-lo. É como o diabo dissesse: “Invocar-me-eis e me
achareis, quando me invocardes de todo o vosso coração”.

Meditação de Transmissão

(11) “Em resposta ao impulso de suas almas muitas pessoas hoje estão
buscando uma maneira de servir. Uma das formas mais potentes de serviço é a
Meditação de Transmissão. A meditação é mais ou menos um meio científico de
contatar com a alma”.

Refutação – A Meditação de Transmissão é outro meio de invocação de demônios em
grupo. Na verdade, com isso o diabo forma uma rede mundial de fiéis
invocadores, prontos a obedecer a suas ordens. A finalidade dessa meditação em
grupo, dizem, seria para comunicar-se com a “alma”. Ora, somos almas
viventes; alma e corpo se confundem e se completam. Precisamos sim é de
comunicação com Deus e não com nós mesmos. Esse tipo de meditação leva a uma
comunhão bem estreita com as forças satânicas. Essa “alma” a ser
invocada nessa prece é o próprio diabo, o maioral, o líder dos anjos decaídos.
(12) “Os Mestres têm à sua disposição uma imensidão de energias
espirituais. Uma parte principal do trabalho dos Mestres é distribuir essa
energia ao mundo para produzir os efeitos que dizem respeito ao cumprimento do
Plano de Evolução previsto para este planeta. Muitas destas energias são de
origem cósmica, e, se fossem liberadas diretamente no mundo, seriam de forte
impacto, causando desequilíbrio à humanidade. Os grupos que praticam a
Meditação atuam como subestações.
Os Mestres enviam estas energias espirituais através dos chakras de cada
indivíduo do grupo. Isto automaticamente dirigem as energias para os lugares
onde são necessárias. Há centenas de grupos de Transmissão em todo o mundo que
se reúnem regularmente, a uma certa hora e dia marcados”.

Refutação – Que “Mestres” são esses? Seus seguidores já pensaram
seriamente na possibilidade de estarem lidando com o próprio Satanás? Que só
deseja matar, roubar e destruir? Sabem que Satanás faz com o homem o que o
homem faz com o peru? O homem alimenta o peru durante um bom tempo.
Quando chega o momento certo, o dia da festa, faca nele. Onde está escrito que
no mundo espiritual existem energias espirituais que podem ser descarregadas
sobre nós, tal carga elétrica? Ora, tais pressupostos não encontram amparo nem
na ciência, nem na Bíblia, nem na lógica. A única palavra a favor é dos
próprios “guias” espirituais, dos próprios “Mestres
Iluminados”, que para o Cristianismo não passam de demônios. Na verdade,
os que estiverem dispostos a entrar nessa comunidade estão comprando o
passaporte para o inferno. Jesus é o único caminho que nos conduzirá ao céu (Jo
14.6). Os grupos que participam desse tipo de meditação são
“subestações”, isto é, representantes diretos do “deus deste século”.

(13) “Os grupos se reúnem e todos dizem em voz alta a Grande Invocação
Mantra oferecido à humanidade para este propósito. Esta invocação foi
apresentada ao mundo em 1945 por Maitreya, como uma técnica para invocar as
energias que transformariam o mundo e o prepararia para a sua volta. Mediante a
entonação deste grande Mantra, com a atenção focalizada no centro Ajna (entre
as sobrancelhas), forma-se um canal entre o grupo e a Hierarquia de Mestres.
Por este canal os mestres enviam suas energias”.

Refutação – O diabo está dizendo que pretende preparar um povo fiel, um
exército valoroso pronto para difundir sua mensagem, se possível dando a
própria vida para esse fim. E esses soldados já existem. Estão por aí tentando
destruir a Igreja de Cristo. Fala-se em “Hierarquia de Mestres”.
Quem está no topo dessa hierarquia? Hierarquia dá idéia de um líder poderoso
que está no cume da pirâmide, comandando seus seguidores. Quem é esse? Quem é
esse governo espiritual com o qual os novaerinos se comunicam através dos
mantras? Como eles dizem que Deus não existe, então quem está no comando não é
o Deus do Cristianismo. Concluímos tratar-se do “deus deste século”,
o diabo e seus anjos maus. Aquele sinalzinho entre as sobrancelhas é, portanto,
um atendimento à convocação do “mestre”.

(14) “Estas forças espirituais são precisamente as energias que estão
transformando o mundo agora mesmo. Maitreya enche o planeta com a energia do
equilíbrio, por exemplo, e os líderes nacionais descobrem que podem trabalhar
juntos, podem se comprometer, podem alcançar algum tipo de consenso, quase da
noite para o dia. Subitamente nações que foram inimigas durante séculos,
descobrem que podem encontrar pacificamente uma solução”.

Refutação – As forças espirituais estão transformando o mundo? Estão
mesmo…para pior. O mundo só será melhorado pela regeneração de cada um,
mediante um “novo nascimento” em Cristo Jesus. A cada novo
convertido, o reino das trevas sofre uma baixa. A missão maior da Igreja é
saquear o inferno e libertar os cativos. A situação estaria bem pior não fosse
a força demolidora do Evangelho em ação contínua. As “energias” que
estão sendo derramadas sobre a Terra, como dizem, são energias destruidoras. Os
mantras e palavras de ordem dos satanistas são neutralizados pelas orações dos
santos do Senhor.

(15) “Esta Meditação permite que você passe do simples contato com a sua
própria alma, a uma relação de trabalho com o reino das Almas, a Hierarquia
Espiritual dos Mestres”.

Refutação – Esta é uma declaração de filiação ao plano de escravização do
homem. É a ficha-de-inscrição de quem deseja servir não a Deus, mas ao diabo.
Dois caminhos estão diante dos homens. Um, o caminho estreito, leva à vida
eterna; outro, largo e fácil, leva ao inferno. A escolha é do homem. (16) “Um
acelerador espiritual. Na Meditação Transmissão seus chakras são estimulados de
tal maneira, que de outro modo seria totalmente impossível. Este trabalho leva
a mudanças muito profundas no indivíduo. Em seis meses ou um ano a pessoa
reconhece que está diferente e melhor. As pessoas descobrem que podem
demonstrar amor mais facilmente. Percebem que suas mentes estão mais
estimuladas e criativas. Descobrirão que têm mais disciplina, mais
determinação, mais constância em seu enfoque no trabalho. Os membros do grupo
se tornam mais radiantes, mais suaves, mais amorosos, mais espirituais. Um
grande número de pessoas recebem cura, espontaneamente, durante a
transmissão”.

Refutação – Chamam de “chakras” os sete pontos de energia que,
segundo a Nova Era, possui o corpo humano. Ora, se o crescimento que se almeja
é espiritual; se a comunicação que se deseja é com a “Hierarquia de
Mestres”, donde fluirá a energia? Qual o sentido de atingir o corpo
através dos chakras? Se TUDO É UM; se os “iluminados mestres” e o
homem são UM; se todos são UM, como dizem, a distribuição de energias vinda do
todo para o particular torna o ensino panteísta no mínimo incoerente. Creio que
depois de seis meses de invocação do diabo, como ensinado, a vítima ficará
permanentemente possuída por demônios e estará a um passo do estado de loucura.
Nessa situação, só o sangue de Jesus poderá libertar (Jo 8.36). Se um homem de
Deus colocar suas mãos ungidas sobre um desses invocadores saem demônios até
pelos ouvidos.

(17) “A técnica usada é muito simples e pode ser usada por qualquer pessoa
acima de 12 anos.Tudo o que se precisa é manter a atenção no chakra ou centro
Ajna, que fica localizado entre as sobrancelhas. Manter a atenção ali produz um
alinhamento entre o cérebro físico e a alma. As energias são enviadas desde o
nível no qual os Mestres normalmente trabalham: o nível da alma (o nível
búdico, para ser mais exato). Enquanto se mantém o alinhamento, a Transmissão
vai se operando”.

Refutação – Por que só a partir dos doze anos? Certamente porque as crianças
nessa idade não são moralmente responsáveis, não sabem “rejeitar o mal e
escolher o bem” (Is 7.16). Por isso, a influência satânica estaria
neutralizada. Consideremos que Jesus disse “deixai vir a mim os
pequeninos, e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus” (Lc
18.16). Os “Mestres” dão a receita. Obedece quem quiser. Ao obedecer,
ou seja, ao tomar o veneno conforme a bula, a vítima passará à condição de
filha de satã. O “nível búdico” diz respeito a Buda, ao budismo. Se
desejarem ser filhos de Deus, o caminho é Jesus: “Mas a todos os que O
receberam, àqueles que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos
filhos de Deus, filhos nascidos não do sangue, nem da vontade da carne, nem da
vontade do homem, mas de Deus” (Jo 1.12,13).
(18) “Posso garantir que não existe uma forma de servir à humanidade, tão
forte, que possa ser praticada com tanta facilidade, com tão pouco esforço.
Tampouco poderá se encontrar uma técnica de crescimento pessoal tão
potente”.

Refutação – O diabo apresenta seu plano de crescimento pessoal. Ele sabe que o
homem moderno exige soluções práticas, rápidas e objetivas. É por essas e
outras que a bruxaria faz sucesso no meio dos incautos. Acreditam que basta
falar com os mortos, fazer uma simpatia, ou um despacho na encruzilhada; usar
um amuleto poderoso; colocar uma fitinha no braço; consultar os guias
espirituais; tocar o atabaque; fazer oferendas aos deuses. Puro engano. O
objetivo de “servir à humanidade” é apenas uma moldura para enganar
os desprevenidos. A condição indispensável para servirmos à Humanidade é amar a
Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, como ensinou o
Senhor Jesus. A partir disso, faremos sempre o bem. Realmente essa
“técnica de crescimento” é tão potente que dificilmente a pessoa que
nela entrar conseguirá salvar-se. Mas a Bíblia diz que devemos “crescer na
graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja
dada a glória, assim agora, como até o dia da eternidade” (2 Pe 3.18).
(19) Se descobrir que a Meditação de Transmissão se identifica com você, então
terá descoberto uma forma de servir que durará até o final desta vida e durante
todas as vidas futuras”.
(20) “A Meditação Transmissão é uma atividade segura, científica, não
sectária. Não interfere com nenhuma outra prática religiosa ou espiritual. Para
formar um grupo de Meditação você precisa apenas ter desejo de servir. O grupo
poderá ser formado de no mínimo no três pessoas que tenham desejo de
servir”.

Refutação – Quem entrar nessa sofrerá por toda a eternidade, salvo se a vítima
arrepender-se e aceitar Jesus como Senhor e suficiente Salvador (Jo 11.25-26;
Rm 10.9). A meditação verdadeira, que liberta, que salva, que conduz a um
estado de paz, é a que se refere o salmista: “Bem-aventurado o homem que
não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores,
nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do
Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite” (Salmo 1.1-2).

Parte
III
No
Inferno – O Verme nunca Morre

Sei que qualquer figura de
linguagem para descrever o inferno é inapropriada. Ainda que tentemos fazê-lo,
não conseguiremos descrever a realidade do “lago de fogo e enxofre”, para onde
irão o diabo, seus anjos e todos os que não estão escritos no livro da vida.

Uma clara declaração acerca do castigo eterno dos ímpios, é a seguinte:

“Os quais [os ímpios], por castigo, padecerão [sofrerão] eterna perdição
[penalidade eterna], ante a face do Senhor e a glória do seu poder…” (2 Ts
1.9).

Daremos atenção à frase “padecerão eterna perdição”. Qual a sua correta
interpretação? Padecer eternamente significa sofrer eternamente? Significa
sofrer temporariamente para depois ser exterminado? Significa extermínio puro e
simples?

O verbo “padecer” (grego tinõ), “pagar uma penalidade”, é traduzido na passagem
por “padecerão (eterna perdição)”. Os ímpios estarão sujeitos a uma penalidade.
E a penalidade é eterna.

O termo “aiônios”, traduzido como eterno, infinito, que não se acaba, contrasta
com o termo proskairo, literalmente traduzido como “durante uma temporada, uma
estação, por algum tempo”. É o que se vê em 2 Co 4.18: “Não atentando nós nas
coisas que se vêem, mas nas que se não vêem. Porque as que se vêem são
temporais [proskairos], e as que se não vêem são eternas [aiônios]”.

Também “aiônios” é usado acerca do pecado que nunca obterá perdão (Mc 3.29). Ou
seja, por todo o sempre, pelos séculos dos séculos, eternamente não haverá
perdão para “qualquer que blasfemar contra o Espírito Santo”.

A palavra grega “Olethros”, – “ruína, destruição” – foi traduzida nesse caso
com o seu adequado significado, isto é, “perdição”. Segundo o Dicionário
Aurélio, PERDIÇÃO significa desgraça, ruína, estrago, desastre, perda.
Exemplos: a perdição da esquadra; a perdição dos grevistas. E também significa
condenação às penas eternas; danação; perdição das almas; desonra, descrédito,
imoralidade, desregramento. Exemplo: A perdição da filha o levou ao suicídio.
Não se pode entender que “perdição” aqui seja entendida como extermínio ou
morte. Se o fosse, o entendimento seria que o pai se suicidou porque a filha
morreu. Não. O pai tirou a própria vida porque a filha caiu em desgraça,
arruinou-se.

O mesmo termo é usado em 1 Tm 6.9, com o significado de “ruína”: “Mas os que
querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências
loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína”. Os homens que
querem ficar ricos não são destruídos, mas arruinados, perdidos, separados de
Deus, espiritualmente mortos.

De igual modo, também o substantivo apõleia é traduzido como “perda de bem
estar, de felicidade”. É usado para descrever (a) coisas, significando
desperdício ou ruína: de ungüento (Mt 26.8; Mc 14.4); (b) pessoas, significando
sua perdição espiritual e eterna (Mt 7. 13; Jo 17.12; 2 Ts 2.3);
metaforicamente, alude aos homens que persistem no mal (Rm 9.22); aos
adversários do povo do Senhor (Fp 1.28, `perdição´); a cristãos professos, mas,
na verdade, inimigos da cruz de Cristo (Fp 3.19, `perdição´); aos falsos
mestres (2 Pe 2.1,3); aos descrentes (2 Pe 3.7); aos que torcem as Escrituras
(2 Pe 3.16), etc. (Fonte: Dic. VINE).

Portanto, as palavras perdidos e perdição não podem ser invariavelmente
interpretadas como aniquilamento, como querem alguns grupos religiosos. Um
exemplo:

“E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas
[apollumi] da casa de Israel” (Mt 15.24). Jesus disse que foi enviado às
ovelhas mortas? Não. Foi enviado às ovelhas desviadas, em ruína espiritual. Agora
vejam mais:

“E não temais os que matam [apokteinõ] o corpo e não podem matar [apokteinõ ou
apoktennõ] a alma; temei antes aquele [Deus] que pode fazer perecer [apollumi]
no inferno a alma e o corpo” (Mt 10.28; v. Lc 12.5).

Notem que o verbo apokteinõ foi traduzido no seu significado real quando se
refere a exterminar alma e corpo. Quando o significado é castigar, padecer e
sofrer, o verbo usado é apollumi. O evangelista soube muito bem fazer a
distinção entre exterminar e fazer padecer. Logo, ninguém pode matar
[apokteinõ] a alma. Em todos os setenta e quatro versículos em que foi usado o
verbo apokteinõ o significado literal e real foi o de exterminar, tirar a vida,
extinguir: “Jerusalém, Jerusalém, que matas [apokteinõ] os profetas, e
apedrejas os que te são enviados”! (Mt 23.37a).

Tais realidades se coadunam com a seguinte seqüência:

Apocalipse 19.20 – A besta e o falso profeta são lançados vivos no lago de
fogo.

Apocalipse 20.2 – Satanás é amarrado por mil anos.

Apocalipse 20.5 – Os outros mortos reviveram após os mil anos.

Apocalipse 20.7 – Satanás será solto da sua prisão.

Apocalipse 20.10 – O diabo foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a
besta e o falso profeta. De dia e de noite serão atormentados para todo o
sempre.

Apocalipse 20.15 – Serão lançados no lago de fogo todos os não inscritos no
livro da vida.

Observem que passados mil anos (Ap 19.20) a besta e o falso profeta ainda se
encontravam vivos no lago de fogo (Ap 20.10) e continuarão no mesmo eterno
estado de ruína, sendo atormentados dia e noite. Se a besta e o falso profeta
não foram exterminados no lago de fogo, também não o serão os ímpios ali
lançados. “De dia e de noite serão atormentados para todo o sempre” quer dizer
exatamente o que diz, isto é, eterna perdição (2 Ts 1.9).

Jesus revelou que os justos ressuscitarão “para a vida”, e os ímpios “para
serem condenados” (Jo 5.29); na carta aos romanos Paulo indica que “haverá
tribulação e angústia para todo ser humano que pratica o mal” (Rm 2.9); em
Daniel 12.2 lê-se que os ímpios ressuscitarão “para a vergonha e desprezo
eterno”; Apocalipse 14.11 diz que não haverá descanso “nem de dia nem de noite”
para os adoradores da besta; Apocalipse 20.10 anuncia que os que forem lançados
no lago de fogo “serão atormentados dia e noite, para todo o sempre”; Jesus
declara que os insensatos e hipócritas serão punidos severamente num lugar
“onde haverá choro e ranger de dentes” (Mt 8.12; 24.51; 25.30), e onde estarão
amarrados, em trevas, para todo o sempre (Mt 22.13).

Convenhamos, defunto não chora, não se angustia, não range dentes, não passa
por tribulação, não se atormenta, não sente vergonha ou desprezo. Logo, não
deve prevalecer a idéia de que os ímpios serão exterminados. Deus não
ressuscitará os ímpios para exterminá-los em seguida (Ap 20.5). Agiria assim
para que morram “conscientes” da punição? De maneira alguma. É uma
impropriedade alegar que a ressurreição é um prelúdio da morte. Reviver para
morrer, sair da sepultura para, em seguida, ser exterminado é tese que colide
frontalmente com a Palavra. A ressurreição do corpo é para que viva; não para
que morra. Não fosse assim, não haveria razões para ressuscitar os que já se
acham mortos.

Por último, examinemos:

“E, se o teu olho te escandalizar, lança-o fora; melhor é para ti entrares no
reino de Deus com um só olho do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do
inferno, onde o seu bicho [verme] não morre, e o fogo nunca se apaga (Mc
9.47-48)”.

Notas:

(a) “A declaração “onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca apaga” significa
a exclusão de esperança de restauração, constituindo-se em castigo eterno”
(Dic. VINE).

(b) Jesus não está falando de vermes da terra, nem de nenhum outro tipo de
animal. Ele está falando sobre o corpo humano. Observe que ele não diz: “onde o
verme não morre”, mas diz: “onde não lhes morre o verme”. O termo “lhes” [ou
seu] refere-se aos homens que pecaram e morreram sem arrependimento (cf.
9.42-47). “Verme”[bicho] é simplesmente um modo de referir-se ao “verme
humano”, ou a esta carcaça, conhecida como corpo. Isso está de acordo com o
contexto, em que Jesus está falando das partes do corpo, tais como “mãos” e
“pés” (9.43-45). Ele disse que não deveríamos temer os que podem matar o corpo
(os homens), mas não a alma; mas que, antes, temêssemos aquele (Deus) que tem
poder para lançar corpos e alma no inferno eterno (Lc 12.4-5; cf. Mc 9.34-48)”
(Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia, Norman Geisler
e Thomas Howe).

Com essas considerações, as passagens a seguir se tornam mais claras:

“E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de
dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o
sinal do seu nome” (Ap 14.11). “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago
de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite
serão atormentados para todo o sempre” (Ap 20.10).

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