Gaiolas 
A gaiola ideal para a criação de canários deve ser de arame, do tipo voadeira,
para canários de porte grande e do tipo
Argentina para canários de cor, canto
ou de porte pequeno, com divisória central removível, laterais removíveis (desejável), grade de piso também removível, bandeja, duas portas, comedouros
e bebedouros externos e poleiros de
madeira ou plástico em número suficiente (no mínimo 2 por gaiola).
É perfeitamente possível criar com qualquer outro tipo de gaiola, mas o criador
irá descobrindo, pouco a pouco, a necessidade de se adequar a um modelo
ideal.

   A padronização é outro elemento fundamental, pois o que serve em uma serve
na outra. Assim pode-se facilitar o corte de papel para forrar a bandeja sem a
preocupação de tamanhos diferentes.
Dispor de comedouros, bebedouros,
grades e poleiros em duplicata, também
facilita a troca para a limpeza.
Ao comprar as gaiolas, verifique se os
arames não estão tortos, se não existem varetas soltas (sem solda) e arestas
vivas que possam causar escoriações.
O trilho (calha) da divisória deve estar
fixado nesta e não na gaiola, para evitar
o acúmulo de excrementos. Prefira as
gaiolas com portas de mola em detrimento às do tipo guilhotina e confira se
são suficientemente largas, para passar
banheiras e ninhos.

    Mais tarde será necessário adquirir algumas gaiolas individuais (tipo Exposição), de modo a permitir o preparo de
exemplares para concurso e, eventualmente, para separar algum pássaro por qualquer outra razão: doença, briga,
debicagem, observação, etc.

     Considerando que a gaiola de cria ideal
deve possuir 6 suportes externos para
comedouros/bebedouros, recomendase usar um para areia, outro para mistura de sementes e o terceiro como bebedouro, igualmente de cada lado da
divisória, isto evita que se percam pássaros, inadvertidamente, por sede ou
fome, quando se esquece uma divisória
central.

  
Comedouros e bebedouros 
Comedouros e bebedouros internos
não são recomendados, por razões de
higiene devido à facilidade de contaminação. Prefira os do tipo externo, de
plástico, em forma de meia lua, com a
parte superior destacável, para permitir
boa limpeza interna.
Existem comedouros de maior capacidade e mais econômicos. São do tipo
caixa com afunilamento interno
(Alpistex) que dispensam a necessidade de soprar as sementes.

     Os melhores bebedouros são as
garrafinhas de bico com esfera, vendidos para hamster. Possuem maior capacidade e são higiênicos. Melhor ainda são os sistemas de bebedouros automáticos que dispensam os cuidados
diários de limpeza e garantem o suprimento permanente de água fresca e limpa para qualquer número de pássaros,
durante todo o tempo.

     Tigelas de louça ou PVC são utilizadas
para oferecer a farinhada, diariamente.



Banheiras 
Banheiras de plástico são apropriadas
para o banho. A frequência dos banhos
depende da temperatura ambiente e das fases da criação, sendo muito comum
propiciá-lo a partir do 10° dia de choco, para facilitar o nascimento dos filhotes, caso a umidade relativa do ar
seja baixa

   
Ninhos
 Os ninhos utilizados poderão ser de arame ou de plásticos, no formato de cuia,
devendo ser revestidos de flanela, feltro, carpete, papel machê ou com forro
de barbante, feitos de crochê.

     Há ninheiras externas que são fixadas
às portas das gaiolas, liberando espaço
no interior da gaiola e facilitanto o acesso ao ninho, pelo tratador. 

      Ao colocar os ninhos nas gaiolas, convém pulverizá-los com algum inseticida
em pó a base de carbaril a 5%, para
evitar a infestação de piolhos.

   Aniagem de juta, comprada a metro, ou
proveniente de sacos, estes previamente
lavados e fervidos, cortada em pedaços de 10x10cm, devem ser presos nas
gaiolas para que as fêmeas retirem os
fios para a confecção dos ninhos. Amarre também fios de barbante na gaiola
para distrair a fêmea, evitando desta
forma que arranque penas do macho ou
dos filhotes, material mais macio que
costuma ser usado na terminação do
trabalho de tecelagem do ninho.

   Convém adquirir também alguns ovos
de plástico (indez), de cor azul, que serão utilizados para substituição dos originais, durante a postura da canária.



Outros acessórios
 Inclua na lista tesoura ou cortador de
unhas, anilhas, escova de dente macia,
palitos de plástico ou seringa para alimentar os filhotes e medicamentos,
constituindo sua farmácia especializada

Suportes 
Para pendurar as gaiolas use estantes
ou cabides apropriados que são mais
higiênicos, por manter as gaiolas afastadas da parede



Água canalizada 
A instalação de um sistema automático
de fornecimento de água é a solução
para que os pássaros tenham sempre
uma boa água ao seu dispor, inclusive
sem contaminação e, o que é melhor,
liberando tempo do canaricultor para
cuidar deles.

    A peça principal do sistema é o bico
automático. Existem vários modelos,
baseados em dois princípios: vedação
por pressão (mola) e vedação por gravidade (esfera ou êmbolo).

     Mas, será que o canário vai se acostumar? Não tenha receio. Se a ponta do
bico ficar dentro da gaiola, certamente
o bicho curioso como é irá bicar e encontrará água. Vai beber e até tomar
banho. Mas, se ficar do lado de fora da
gaiola, afastado da grade, mesmo que
no lugar do bebedouro convencional,
será mais difícil o canário descobrir
água

    O bico pode ficar atrás, na lateral, no
teto ou na frente da gaiola, porém próximo ao poleiro e numa altura confortável para o pássaro alcançar. Pode ser
fixado na gaiola, no cabide ou na estante. É preferível a instalação do bico atrás
da gaiola e preso no cabide, deixando
a gaiola totalmente livre para movimentação, inclusive, estando na parte de
trás, o expediente de puxar a bandeja
da gaiola ligeiramente para frente, previne que um inevitável gotejamento molhe o papel da gaiola.

       Recomenda-se a instalação de um pequeno reservatório de água para alimentar o sistema. É melhor usar uma talha
de barro com uma pequena boia, ligada à rede de água do prédio. No caso
de eventual falta de água no prédio, o
reservatório garantirá o suprimento do
sistema e sendo de barro a água estará sempre fresca.

    A rede de distribuição pode ser
construída em tubos de PVC ou montada em mangueiras de plástico preto,
jamais de plástico transparente, devido
à formação de limo nas paredes internas do tubo. São fáceis de instalar e de
boa durabilidade. A instalação em tubos de PVC é mais adequada para
grandes criadouros, enquanto que a instalação com mangueiras dá trabalho,
mas é muito mais simples de fazer e está
ao alcance de qualquer criador

      Faça o planejamento da rede de distribuição, destinando um ramal para cada
conjunto de gaiolas. A linha principal
deve descer verticalmente num dos lados da bateria de gaiolas e as ramificações secundárias devem correr na horizontal, na parte de trás ou sobre as
gaiolas, uma em cada nível. Destas ramificações é que saem os bicos ou as mangueirinhas para cada bico, um por
gaiola individual, dois para gaiolas com
uma divisória ou três para gaiolas de
bigamia. Todas as ramificações secundárias devem ter um registro ou
torneirinha para regular a pressão da
água (< 5,5 psi).

    A ramificação ou derivação, na instalação com tubo PVC é feita com “T” de
PVC. De modo similar, na instalação
com mangueiras, usa-se pequeno “t” de
plástico, fornecido pelo fabricante do
bico ou o empregado no esguicho do
limpador de para-brisas dos veículos,
vendido nas concessionárias de automóveis.

     Terminada a instalação, abra a agua,
retire o ar da tubulação, verifique o funcionamento dos bicos e corrija os vazamentos se houver. Agora, descanse.
Trocar água dos passarinhos, nunca
mais!

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