A  VOLTA  DE  ISRAEL  À  TERRA  DE  SEUS  PAIS.
976. A PROMESSA AOS PATRIARCAS DE ISRAEL.
1. Abraão.
a) Deus escolheu soberanamente Abraão, como portador das promessas. Gn. 12:1.
b) A primeira promessa estava interligada a condições específicas. Gn. 12:1.
c) A finalidade da promessa: Abraão devia deixar sua pátria e abrir mão de tudo que o ligava a ela, para receber uma pátria nova e muito mais bela.
d) Esta promessa não valeu só para ele, mas também para seus descendentes, através dos séculos. Nela existe uma promessa para todas as famílias da terra. Gn. 12:3.
2. Isaque.
Foi o primeiro cumprimento visível da promessa dada a seu pai. Recebeu a renovação das promessas dadas a Abraão. Gn. 26:2-5.
3. Jacó.
O mesmo se repetiu com ele. O nome discriminativo Jacó (suplantador), que descreveu seu caráter antigo, foi trocado por Israel (aquele que luta por Deus). Este nome leva a nação que descende dos patriarcas ainda hoje. Gn. 32:28.
977. PROMESSAS AO POVO NO CATIVEIRO.
1. O juízo aplicado era temporário. Jr. 29:10.
2. Deus tinha nos juízos exercidos pensamentos de paz. Jr. 29:11.
3. Ele prometeu um novo atendimento das suas orações. Jr. 29:12-14.
4. Prometeu uma nova aliança. Jr. 31:31.
5. Queria curar o Seu povo. Os. 14:4-7.
6. Queria ajuntar e purificar o Seu povo. Ez.36:24-38.
978. O SUPREMO ALVO DAS PROMESSASI O LAR CELESTE. HB. 11:8-16.
1. Abraão tinha que deixar sua casa, pois ali sua fé estava em perigo. A exigência para abrir mão da sua casa paterna e ir para um lugar incerto, significava a primeira prova de fé, a qual ele venceu. Gn. 12.
2. Ló tinha que abandonar Sodoma, a terra que escolheu, para não ser exterminado com ela. Gn. 19.
3. José tinha que deixar sua casa paterna, porque somente neste caminho ele podia transformar-se em um instrumento útil nas mãos de Deus. Gn. 37:19-3 6; 39 e ss.
4. Assim todo povo de Israel tinha que deixar o seu lar e ir para o cativeiro; Jerusalém foi destruída. Isto foi na Antiga Aliança.
5. Quando Jesus nasceu o povo estava sob o domínio dos romanos. O chamado ao arrependimento de João Batista e de Jesus não conduziu a uma transformação fundamental. O povo preferiu matar Jesus e João Batista e, como havia sido predito por Jesus, Jerusalém foi destruída novamente.
6. E o povo de Israel foi disperso para viver entre as nações no mundo inteiro.
7. Agora estamos no tempo do regresso dos judeus a sua terra natal e reconhecemos neste acontecimento, que o relógio de Deus já está bastante adiantado. Vemos também, que as promessas dadas para este tempo estão se cumprindo. Mas este ainda não é o alvo final de Deus com o povo da Sua promessa e dos Seus filhos.
8. Esta promessa encontrará, a seu tempo, também o seu cumprimento. Para aqueles que aguardam uma pátria melhor, isto é, a pátria celestial, Deus tem preparado uma cidade. Hb. 11:16; Ap. 21.
979. O REI DOS REIS. MT. 17:1-8.
1. O Cristo vindouro é apresentado de uma maneira maravilhosa. Compare Apocalipse 19:11 ss. com Mateus 17:2 ss.
2. Também os homens santos, como Moisés e Elias, são mencionados. Segundo Apocalipse 19, Ele virá com todos os Seus santos.
3. As conseqüências para o mundo. Ele dirá: “O grande dia da ira chegou!” Então Apocalipse 6:15-17; Salmos 2 e 110 serão cumpridos.
4. A missão mundial. Conforme o evangelho de Lucas, observamos que, no capítulo 9, temos a transfiguração de Jesus e, no capítulo 10, Ele envia os setenta para pregar o evangelho. Isto acontecerá no início do milênio. Israel, então, levará o evangelho a todas as nações, todos aceitarão o Senhor e servirão o Rei dos reis.
980. ISRAEL, O POVO EXCLUSIVO DE DEUS.
1. A singular escolha de Deus. Dt. 7:12 ss.
Ele escolheu este povo entre todas as nações. A escolha da graça de Deus é irrevogável. Rm. 11:25-32.
2. Israel é um povo separado. Nm. 23:9.
Tirado de Ur e plantado na Palestina. Ele não deveria misturar-se com os outros povos, para não cometer os mesmos pecados.
3. Israel é o povo exclusivo de Deus. Dt. 7:6; 26:18; Êx. 19:5,6.
a) Deus amou este povo. Dt. 23:5.
b) Escolheu-o para Seus propósitos. Gn. 18:18.
c) E fez uma aliança. Lc. 1:68-72; Êx. 2:24; Dt. 5:2,3.
981. GRAÇA INAUDITA. Ez. 36:22-38.
Uma palavra aos cativos na Babilônia. Ez. 37:11-14.
1. Um povo obstinado. Ez. 36:19-21.
2. Um caminho extraordinário de salvação: Deus derrama sobre os pecadores endurecidos a Sua graça inesperada. Disciplina é necessária, mas a plenitude da graça convence. Ez.36:23,24; At.26:19.
3. A graça do regresso: a saída da Babilônia foi somente parte desta graça. Para “todo o Israel” o regresso ainda está no futuro, mas já começou com a instituição do Estado de Israel. Ez. 36:10; 37:12.
4. A graça do perdão, que livra da escravidão do pecado. Ez. 36:25.
5. Graça, que renova o coração. Ez. 36:26; Jr. 31:33.
6. Graça, que pela habitação do Espirito Santo em nós, realiza o que é bom, o que a lei exige: a grande novidade da nova aliança. Tão eficiente é o perdão! Ez. 36:27; Rm. 8:1-4.
O Pentecostes para toda Israel ainda virá.
7. Graça, que promete uma vida despreocupada em Canaã. Ez. 36:30.
8. Graça, que transforma a terra deserta num paraíso. Ez. 36:33-35.
9. Graça, que enche a terra deserta de homens. Hoje já existem colônias no deserto do Neguebe, que vai até o Mar Morto. Ez. 36:37,38.
10. Graça, pela qual Deus se mostrará glorioso a Israel perante todas as nações. Isto acontecerá de uma maneira maravilhosa, quando o Messias voltar e mudar a sorte de Israel. Ez. 36:23,36.
982. ENCORAJAMENTO PARA OS TÍMIDOS. ZC. 8.
1. O zelo da misericórdia divina por Sião è uma brasa sempre acesa. Não precisamos despertá-lo através de esforços religiosos (jejum). Zc. 7:3-6; 8:2,17.
2. Deus faz sempre o começo. Tudo o que Ele faz a Israel é graça imerecida e antecipada. Zc. 1:16,17; 3:9; Rm. 11:6.
3. A história de Israel è marcada do começo ao fim pela poder milagroso de Deus.
Assim também será a grande e última mudança no destino de Israel, quando o Senhor voltar. Zc. 8:6-8; Gn, 18:14a; Jr. 32:27; 33:3,9; Lc. 21:24.
4. A grande volta vindoura à pátria. Zc. 8:7,8; Jr. 16:15; Ez. 37:21.
5. A habitação permanente de Deus, entre o Seu povo, que regressou à pátria. Zc. 8:3,8.
6. A futura transformação da lamentação do povo (Muro das Lamentações) em alegria, por causa da redenção interna e externa. Zc. 8:7,13,19. 
7. Israel redimido da maldição e bem-aventurado na terra dos seus pais, será uma bênção para as nações. Somente então será o grande tempo de missões com conversões de nações inteiras. Zc. 8:13,20-23.
983. O POVO DE ISRAEL RECONHECE O SEU MESSIAS. ZC. 14:1-5.
1. A última e a mais terrível aflição de guerra de Jerusalém e da terra de Canaã será quando ela for entregue ao anticristo. Vv.1,2; 13:8,9.
2. “Mas o Senhor”, que conta as lágrimas, intervirá na Sua hora para salvar o Seu povo e acabar com seus inimigos. V.3; 12:2-9.
3. Um dia assustador, que finalmente trará a Israel a luz da graça. Vv.6,7.
4. A aparição de Deus no Crucificado sobre o Monte das Oliveiras. Israel reconhecerá nEle seu Messias, que derramará sobre eles a graça perdoadora e redentora. V.4,5; 12:10; Mt. 23:39.
5. Ele aparecerá com todos os Seus santos, com exércitos celestiais e Sua igreja. V.5b; Ap. 19:14; Cl. 3:4.
6. A descoberta da maravilhosa fonte, livre e aberta, do perdão nas chagas do Messias. Zc. 13:1; Is. 53:4,5.
7. Habitação segura na terra paradisíaca e frutífera debaixo da proteção do Todo-poderoso. Vv.9-11; Is. 4:2-6.
984. NOVA GRAÇA PARA ISRAEL NA VINDA DE CRISTO. MT. 23:37-39.
1. Todo Israel pertence-Lhe. Ele é o Cristo, o Rei de Israel. Jo. 1:11.
2. Ele chama Israel para a salvação; Jerusalém e seus filhos. Mt. 23:37.
3. Somente poucos crêem nEle. Jo. 10:26.
As causas: Rm. 10:3; Jo. 5:44; Mt. 15:8; At. 7:51.
4. O juízo presente sobre todo Israel. Mt. 23:38; 24:15-28; Lc. 19:41-44.
O juízo futuro sobre quem não creu. Mt. 8:10-12; Lc. 13:28; Jo. 12:48.
5. A hora da volta é segredo do Pai. O que acontece agora com Israel, mostra que Ele está próximo, às portas. Mc. 13 :29.
Por isso, vigiai. Mc. 13:33-37.
985. O POVO DE ISRAEL NÃO FOI REJEITADO. RM. 11:2, 25-29.
1. Foi destinado para ser uma bênção para todas as nações (oliveira santa). Rm. 11:17ss.
a) Antes do nascimento de Cristo, pela posse da Escritura Sagrada e da fé no Deus vivo e invisível.
b) Através do nascimento do descendente (semente) de Abraão, Jesus Cristo.
2. Foi destituído por um tempo do ministério de ser o mediador da salvação para as nações.
a) Através da cegueira do povo e dos seus lideres. V.25.
b) Apesar disto, Israel continua sendo a oliveira: os escolhidos de Israel, que crêem no Senhor, estão no lugar de todo o Israel junto com os crentes das nações, que são enxertados no lugar do povo de Israel. Rm. 11:4-7; 17.
c) A esta igreja de Jesus Cristo (os escolhidos entre os judeus e as nações) foi confiada a divulgação do evangelho.
3. Todo o Israel será salvo.
a) Quando o número dos escolhidos entre as nações estiver completo e a igreja do Senhor Jesus Cristo for arrebatada da terra. Vv.23-26.
b) Quando o Filho de Deus voltar para reinar na terra. V.26.
c) Quando a nova aliança for realizada com todo Israel e não mais somente com algumas pessoas de Israel, como acontece hoje. V.27.

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